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Entrevistas e dicas de espetáculos

Entrevista - Jorge Farjalla fala sobre a direção de Senhora dos Afogados e a sua trajetória profissional
Publicado em 28/03/2018, 22:00
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Jorge Farjalla, ator e diretor que conquistou reconhecimento do público e da crítica. Goiano, é formado em teatro na Universidade Federal de Uberlândia/MG, onde foi professor.

No momento, está com a peça Senhora dos Afogados no Teatro Porto Seguro. Assina a direção, enquanto o ator está adormecido – pelo menos por enquanto.

A peça fala de uma família que tem na sua trajetória tragédias de afogamentos e vive um cotidiano doentio, recheado de pudores, devaneios, agruras, ressentimentos e hipocrisia

Em Senhora dos Afogados, o diretor coloca no palco ligações incestuosas, obsessões, pulsões arcaicas, conflitos entre o lógico e o irracional, onde todas as amarras foram rompidas e os personagens se movem num tempo verdadeiramente mítico, do inconsciente.
Senhora dos Afogados é uma peça que se aproxima das tragédias gregas, em que os clãs familiares se entredevoram num inferno de culpas desmedidas.

Um espetáculo intenso, recheado de signos e símbolos, que tem o mergulho nos desejos humanos que beiram a loucura, desejos incestuosos que geram violência, emoções à flor da pele, frustrações de seres humanos que têm um cotidiano pautado pelo grotesco,
numa montagem em que o sagrado e o profano se misturam sem amarras. Aliás, o diretor não tem pudores, assume o risco com prazer, é inquieto, intenso e ao mesmo tempo terno no trato com as pessoas.
Farjalla não pretende, no entanto, chocar o público e sim fazer com que as pessoas pensem sobre o mundo atual, cada vez mais retrógrado.
Na concepção do artista, a inspiração foi o quadro de Goya, que permeia o desenho das cenas, as cores e texturas. Nos figurinos, tons de preto promovem o encontro entre o sagrado e o profano, assim como o farol criado por José Dias, que se transforma em relicário e cama. Falar mais desse espetáculo é tirar do espectador de mergulhar no universo criativo de Farjalla a partir da obra de um dos nossos maiores dramaturgos.

Residindo no Rio há anos, criador da Cia. Guerreiro, sua pesquisa em teatro é ligada ao universo de Antonin Artaud, Brecht e Stanislavisk, tendo como ápice suas montagens sobre as obras míticas de Nelson Rodrigues. Realizou, entre tantos trabalhos. Dante´s Purgatorio - segunda parte da obra A Divina Comédia, Antes do Café, Álbum de Família, Anjo Negro, Paraíso AGORA! Ou Prata Palomares,
Com certeza, o seu trabalho Doroteia, também baseado em texto de Nelson Rodrigues, com Rosamaria Murtinho e Letícia Spiller como destaque, foi o seu trabalho de maior visibilidade, com reconhecimento do público e crítica.

Para o diretor, o ápice da carreira é Antes do Café, com Nádia Bambirra, que também está no elenco de Senhora dos Afogados. O cenário era uma vivência onde o espectador mergulhava dentro do apartamento da protagonista. Foi um sucesso. Tânia Brandão indicou como o melhor espetáculo dramático de 2016.
Desde 2008, Farjalla tem pesquisado a linguagem do cinema em curtas-metragens, sobretudo baseados nas obras de Nelson Rodrigues. Entre eles: Vestido de Noiva, A Falecida, O Beijo no Asfalto e Toda Nudez Será Castigada.

O encontro com a atriz Rosamaria Murtinho, é um momento especial, pois além da amizade construída com a atriz e seu marido, Mauro Mendonça, nos seus 60 anos de profissão, o encontro em Doroteia também rendeu frutos para além do teatro: O documentário O Cravo e a Rosa sobre a carreira da atriz.

Conversei com o diretor numa tarde de sábado no Restaurante Pimenta Romã, apoiador do espetáculo Senhora dos Afogados e do site De Olho na Cena. Uma conversa sobre o espetáculo e a trajetória desse artista de sucesso, que tem o seu trabalho reconhecido no Rio de Janeiro e tem chamado a atenção aqui na capital paulista.

A entrevista foi realizada durante o almoço e no jardim, que possibilita um encontro produtivo e ao mesmo tempo descontraído. Por esse motivo, as falas do diretor estão expostas em tópicos, no lugar do tradicional formato perguntas/respostas.

A CONVERSA

NANDA ROVERE – Como foi a concepção de Senhora dos Afogados – um diretor que não tem medo de ousar - ouviu muitas criticas com relação às suas escolhas dos seus elencos e estéticas, mas é um artista que quebra qualquer amarra para mostrar o que acredita. Já foi muito comparado ao diretor do Oficina, Zé Celso, pelo seu despudor e coragem.

FARJALLA - Quis levar para o palco, Nelson, 0 mangue, Pernambuco e o mar. Pegar o Nelson Rodrigues que saiu de Pernambuco criança e resgatar o mar do menino Nelson e levar para a cena. Colocar o elenco para falar o sotaque e trazer referências de Pernambuco para o contexto da obra. Eu não tenho medo disso.
São personagens que surgiram do mangue e não se responsabilizam por nada. Todos são culpados pela tragédia da família. Por querer ter demais, as relações são doentias.
Nunca ninguém que montou Senhora dos Afogados colocou um farol como na minha montagem. Um farol que vira um relicário, uma crucificação, uma cama tórrida que deixa todos os personagens insustentáveis, ninguém nunca colocou. E a plateia pode não ver todas as simbologias em cena, mas ela sente.
O meu objetivo é pegar a obra de Nelson Rodrigues e transportá-lo para um lugar incomum. Isso é o que me impulsiona a fazer teatro. Vou te dar um exemplo, o ator Rafael Vitti, que é conhecido pelo trabalho na TV e eu levei ela para a cena. É um desafio fazer com a geração que vai ao teatro para assisti-lo, entenda a minha ótica e visão sobre Nelson e depois saiba o que é um bom teatro. Rafael é um presente de vida e é o público dele que eu quero que vá me assistir, porque é esse público que daqui a 30 anos vai formar o público de teatro.

NANDA ROVERE - O ¨trabalho do elenco – realização em equipe - Alexia Deschamps, João Vitti, que vivem o casal Dona Eduarda e Misael Drummond, Karen Junqueira, Rafael Vitti, Letícia Birkheuer, Nadia Bambirra, Jaqueline Farias e Du Machado.

JORGE FARJALLA – É um elenco que você não dá nada, que tem Letícia e Alexia, ex modelos, e arrasam no palco. Para mim, qualquer um pode fazer teatro, todo mundo que queira mergulhar no universo do teatro. É lindo ver a Alexia no auge dos seus 50 anos se provocar e vivenciar um teatro de companhia.
Com relação à Letícia Birkheuer, a critica ¨meteu o pau¨ porque coloquei uma mulher fazendo um homem na peça, mas eu quis, e a Letícia é um bicho em cena.
Alexia comunga comigo e por isso decidi dar de presente a Eduarda para ela. Eu pensei nela para a personagem. É uma atriz que quer mostrar trabalho. O Brasil precisa saber do talento dela. Ainda temos mais três projetos pela frente.
Não existe protagonismo na cena em Senhora dos Afogados. Quero o ator mostrando a sua essência e por isso não tem a presença de um maquiador, todo mundo se maquia sozinho. porque a maquiagem faz uma máscara e tira do ator o esforço do para mostrar a expressividade do seu personagem.

NANDA ROVERE - A receptividade do público e o sucesso
FARJALLA - Estou impressionado com a receptividade do público. Muitos espectadores que não costumam ir ao teatro se encantam com Nelson Rodrigues e com a roupagem de um ator como o Rafael, que é um caranguejo monstruoso no mangue e traz uma roupagem incrível, totalmente diferente do menino do rock que ele vivia na novela.
Não espero o sucesso, o que eu quero é dialogar, tanto que sem o publico saber, após as sessões, eu me misturo com as pessoas e pergunto o que elas acharam. Elas não desconfiam que eu sou o diretor. Eu tenho cara de tudo, menos de diretor de teatro.

NANDA ROVERE - Descoberta do teatro e de Nelson- as referências do Farjalla na sua trajetória no teatro
FARJALLA - Fazer teatro é voltar às minhas origens, ao meu avô Jorge que me criou. Ser interiorano é o que me faz ser artista. Minhas referências como artista vem de lá. Foi lá que eu encontrei a minha forma de fazer a arte. Eu não posso negar o meu passado.
Não me sinto parte de uma sociedade teatral, porque desde Uberlândia eu fiz as minhas coisas sempre muito sozinho, nunca precisei da ajuda de professor.
A arte veio desde cedo, na escola. Foi minha mãe, que era artista plástica, quem me mostrou o teatro, a dança, a música. Ela me dava papel e tubos de tintas e me deixava pintando.
Eu descobri o teatro em Catalão, interior de Goiás, aos 13 anos, no Festival Rotaract Clube, dos filhos dos rotarianos. Eu sempre dirigi e sempre ganhava. Quando vinham artistas de fora, eu ficava maluco e queria fugir com o pessoal de teatro. Ary Para-raios (palhaço, diretor e grande agitador cultural do Distrito Federal), que já faleceu, fez Romeu e Julieta, na rua, na praça da Velha Matriz. Eram 22 atores em cena, cantavam Beatles no baile dos mascarados. Nunca mais esqueci disso. E nesse dia eu cheguei para minha mãe e disse que ia fazer teatro.
Nelson Rodrigues eu descobri em Catalão, aos 12/ 13 anos, quando li a sua primeira obra Valsa número 6, e montei um pocket chamado O meu vício é o teatro, com 4 peças: Morte e vida Severina (João Cabral de Melo Neto), Gota D Água (Chico Buarque e Paulo Pontes) Valsa número 6 (Nelson Rodrigues) e Macário, com Álvares de Azevedo. Eu ia para a biblioteca de Catalão e passava o dia lendo peças de teatro. O Nelson se tornou uma doença e nessa mesma época eu comecei a estudar Artaud.

NANDA ROVERE - A experiência na faculdade de Artes Cênicas
Farjalla já foi professor na Federal de Uberlândia, mas diz que se sente aprisionado com a academia (sem deixar de lembrar de professores que foram essenciais na sua formação e carreira)
FARJALLA - Fui morar em Brasília e fazer Faculdade com a Dulcina de Moraes, FADM.
Em Brasília fiz Loucuras de Drummond, que queria ser o poeta e vivia num sanatório declamando os poemas de seu ídolo. Fiz no Teatro Conchita de Moraes e foi um sucesso.
Fiz dois anos e meio de teatro e minha mãe me buscou para eu fazer arquitetura em Uberlândia e eu fui fazer teatro em Uberlândia.
Já tinha esse monólogo comigo e as pessoas sempre ficaram boquiabertas. Em Uberlândia também fiz o teatro da crueldade, trabalhei com o grotesco do Artaud.
Nelson também chegou pra mim na faculdade em Uberlândia, com os Sete Gatinhos (eu fazia o Bibelô), mas eu me sentia um peixe fora d`água e tinha pavor, não queria montar porque achava que todo mundo fazia Nelson.
O que me ensinou a ser quem eu sou hoje foi Hamlet Machine na faculdade, quando eu fui dirigido por Cassia Magali, uma das melhores professoras que tive. Era uma loucura, foi a primeira vez que eu fiquei nu, jogávamos coca cola no corpo.
Comecei a montar Nelson quando a atriz Cláudia Miranda, uma atriz que estava finalizando o seu TCC, me chamou para dirigi-la. Eu não queria aceitar e quando li o texto eu senti cheiro de Terra...Logo assisti Lavoura Arcaica, filme do Luiz Fernando Carvalho, e liguei as duas obras.
Eu não era muito bem visto na faculdade, era meio vetado das coisas, porque eu era chamado para festivais e os docentes não eram. Foi nessa época que vivi o Nonô porque ninguém queria ficar pelado na faculdade (depois montei Álbum de Família no Rio).
E nunca mais abandonei Nelson. Fiz Anjo Negro que Jofre Soares assistiu e foi essa peça que me levou para o Rio de Janeiro¨.

NANDA ROVERE - O trabalho com atrizes veteranas
Como foi o seu contato com a atriz Ítala Nandi?
FARJALLA - ¨Conheci numa leitura. Ela ficou muito encantada comigo e eu com ela porque desde a época da faculdade eu pesquisei muito o Teatro Oficina, mas o Teatro Oficina até o Living Theatre, com Zé Celso, Renato Borghi, e ao rompimento com a Ítala. Eu ficava mudo olhando pra ela e pensando na trajetória dessa mulher no teatro e no cinema. Fomos nos aproximando ...
Meu sonho era assistir ao filme Prata Palomares feito pelo Oficina, feito pelo Zé e pelo André Faria, ex-marido da Ítala. Eu falei isso pra Ítala e ela me avisou que o Itaú Cultural ia passar o filme. Fomos assistir, eu, ela, André e o filho. Eu saí da sessão enlouquecido, pedi os direitos para montar. Isso foi em novembro de 2012, em setembro de 2013 estreei a montagem. O cenário do José dias era um altar com uma santa, numa igreja. Como aconteceu com Zé, eu também rompi com Ítala, que é uma pessoa que amo muito…Esse espetáculo me levou à falência financeira, mas me trouxe a Rosinha (Rosamaria Murtinho)¨.

NANDA ROVERE - Rosamaria Murtinho, Doroteia, o documentário O Cravo e a Rosa – a amizade para além do teatro
FARJALLA – Depois da Ítala veio o vulcão de Rosamaria Murtinho, que é a razão da minha existência, meu chão, meu guia, meu céu e inferno.
Trabalhamos durante um ano sonhando com o projeto de Doroteia, uma mulher que trabalhou com todos os grandes diretores do país, muito a frente do seu tempo e eu tive o presente de ser convidado para dirigir um longa documental sobre ela e o marido, O Cravo e a Rosa.
O Cravo e a Rosa conta a história de amor entre os dois e eu tive a ideia de buscar a geração de vida de Rosa e Mauro e colocar todos no filme para dar suporte à história desses artistas na vida e na arte.
Não é porque é meu documentário, mas a produtora, que é quem tem os direitos do filme, se Deus quiser vai conseguir repassar pra todo mundo. Isso tinha que ser um projeto de governo para comprar o DVD e mandar pra todo mundo entender como começou a televisão, como entrou para a UTI o rádio, do mesmo jeito que está acontecendo agora com a TV após o surgimento da Internet.
Eu tenho medo de perder a Rosamaria. É minha musa na arte e na vida. Ela foi me ensinando e eu adoro aprender. Somos muito geniosos e fomos descobrindo o nosso duplo. No processo de Doroteia saíamos do ensaio e depois ela me ligava pra gente falar sobre a peça.
Dediquei agora Senhora dos Afogados para a Rosa e para o Mauro (Mendonça) porque eles são a minha vida. Ela foi na estreia e ficou muito emocionada.
Leticia Spiller foi outro presente. Fiz teste com seis atrizes para Doroteia e ela foi a sétima. Ela tem um olhar de Medusa. Alexia comunga comigo e por isso decidi dar de presente a Eduarda para ela. Eu pensei nela para a personagem. É uma atriz que quer mostrar trabalho. O Brasil precisa saber do talento dela. Ainda temos mais três projetos pela frente.

NANDA ROVERE - Farjalla diretor de cinema
FARJALLA - O cinema começou na minha vida durante os festivais de teatro. Toninho do Vale sempre falava do meu olhar cinematográfico e resolvi fazer no cinema as obras de Nelson Rodrigues. A Serpente, Vestido de Noiva, Viúva Porém Honesta, Os 7 gatinhos, A falecida, Toda nudez será castigada, A mulher sem pecado. Eu estacionei o projeto porque fiz tudo sem lei.
Tem o Álbum de Família que vou rodar o ano que vem com Petrônio Gontijo e Letícia Sabatella e a história se passa no interior de Minas, na cidade do Aleijadinho. Eu pego as obras do teatro desagradável de Nelson e levo pros interiores.


O artista fez questão de terminar a conversa destacando o trabalho da Trilha de João Paulo Mendonça: ¨ trilha cinematográfica com o barulho do mar. Parece que ele colocou o microfone dentro do mar. Mar que não devolve os corpos¨.
Também frisou a importância do cenário de José Dias, ¨ele entende a minha loucura¨, além de elogiar o trabalho do diretor, que é filho da Rosamaria, trabalha com Farjalla desde O Purgatório de Dante e fez a trilha de O Cravo e a Rosa.
Por fim, agradeceu Marco e Dani Griesi e a estrutura do teatro Porto Seguro.


Serviço;
Senhora dos Afogados
Local: Teatro Porto Seguro (Centro)
Elenco/Direção: Texto: Nelson Rodrigues. Direção: Jorge Farjalla. Elenco: Alexia Deschamps, João Vitti, Karen Junqueira, Rafael Vitti, Letícia Birkheuer, Nadia Bambirra, Jaqueline Farias e Du Machado.
Data: até 29 de Abril; Sextas e sábados, às 21h; Domingos, às 19h
Preço: De R$ 70,00 a R$ 90,00
#CiaGuerreiro
https://www.facebook.com/Senhora-dos-Afogados-322787791542992/

ATENÇÃO ATENÇÃO 👉👉👉
📍PROMO SEXTA📍
SENHORA DOS AFOGADOS
TODA SEXTA FEIRA
DE 30/03 A 27/04
70,00 INTEIRA E 35,00 MEIA
BALCÃO E FRISAS
50,00 INTEIRA E 25,00 MEIA
PROMOÇÃO VÁLIDA APENAS NAS SEXTAS FEIRAS!
Foto - @beirizcarol
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Sinopse:
Senhora dos Afogados faz parte da saga mítica rodriguiana, assim intitulada pelo crítico Sábato Magaldi. Escrita em 1947, segue a linha de Álbum de Família (1945), Anjo Negro (1946) e Dorotéia (1949) e traz uma forte simbologia que se aproxima das tragédias gregas, em que os clãs familiares se entre-devoram num inferno de culpas desmedidas.
Os Drummond, uma família de três séculos, com mulheres que se gabam da fidelidade conjugal, choram a morte por afogamento de Clarinha, uma das filhas de D. Eduarda e Misael. Ao mesmo tempo, prostitutas do cais do porto interrompem suas atividades para lamentar a impunidade do assassinato de uma das suas, que morrera há dezenove anos. O assassino é Misael Drummond, pai de Dora, Clarinha e Moema: ele matara a ‘mulher da vida’, com quem tivera um caso, pois ela insistia em experimentar o leito conjugal antes da esposa, no dia do seu casamento.
Dona Eduarda, esposa de Misael, e Moema, única filha mulher que restara, além do irmão, Paulo, se digladiam em torno da questão do pudor e da honra da mulher, hostilizando-se devido a um ódio primordial. Moema, que gostaria de viver sozinha com o pai, urde um plano de forma a fazer com que a mãe o traia com o próprio noivo, um ex-marinheiro.

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DE OLHO NA CENA BY NANDA ROVERE - TUDO SOBRE TEATRO, CINEMA, SHOWS E EVENTOS Sou historiadora e jornalista, apaixonada por nossa cultura, especialmente pelo teatro.Na minha opinião, a arte pode melhorar, e muito, o mundo em que vivemos e muitos artistas trabalham com esse objetivo. de olho na cena, nanda rovere, chananda rovere, estreias de teatro são Paulo, estreias de teatro sp, criticas sobre teatro, criticas sobre teatro adulto, criticas sobre teatro infantil, estreias de teatro infantil sp, teatro em sp, teatros em sp, cultura sp, o que fazer em são Paulo, conhecendo o teatro, matérias sobre teatro, teatro adulto, teatro infantil, shows em sp, eventos em sp, teatros em cartaz em sp, teatros em cartaz na capital, teatros em cartaz, teatros em são Paulo, teatro zona sul sp, teatro zona leste sp, teatro zona oeste sp, nanda roveri,

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