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Projeto de Extensão “A cadeia criativa do espetáculo teatral contada e cantada por quem o faz” - Como foi o encontro realizado com Miguel Falabella
Publicado em 05/11/2020, 17:00
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Projeto de Extensão “A cadeia criativa do espetáculo teatral contada e cantada por quem o faz”

Coordenadores: Prof.ª Drª. Deolinda Vilhena / Prof. Dr. Gil Vicente Tavares / Prof. Dr. Sérgio Sobreira
MIGUEL FALABELLA dispensa apresentações, mas é bom reverenciar as suas atividades na arte: é ator, diretor e dramaturgo. Também é escritor, apresentador, dublador, roteirista. Um artista múltiplo e de grande talento. Mais detalhes no http://www.miguelfalabella.com.br/
A sala do zoom estava cheia e não faltaram declarações de amor pelo seu trabalho!
Mesmo antes do seminário começar, ele já falou com carinho da sua trajetória. Estava super bem-humorado e muito emotivo.
Tinha acabado de realizar ensaios para uma apresentação fechada do musical Donna Summer, que será realizada no Teatro Santander. A temporada teve que parar logo no início por causa da pandemia, e ele estava super emocionado por ter pisado no palco depois de tantos meses (dirigindo o elenco).
A sua paixão pelo teatro é enorme e começou ainda no ginásio. Vislumbrar a ideia para a volta ao teatro foi um momento especial. A temporada, no entanto, só acontecerá a partir do ano que vem, assim como a comédia A Mentira, de Florian Zeller (direção de Falabella, que também integra o elenco).

Deolinda de Vilhena, amiga de longa data e admiradora, ressaltou a trajetória de sucesso e a proeza (merecida) de Falabella ter recebido o Prêmio Molière aos 28 anos, com Emily, sobre a poeta Emily Dickinson, personagem interpretada pela atriz Beatriz Segall, em 1984. Também destacou a sua importância como o ¨pai do besteirol no Brasil¨, a sua grande contribuição para o desenvolvimento da indústria dos musicais, formando, inclusive, muitos profissionais que hoje atuam nesse gênero teatral.

¨MIGUEL FALABELLA É SOFISTICADO E INTELIGENTE. MAIOR DO QUE O SEU TALENTO É A SUA GENEROSIDADE¨. DEOLINDA DE VILHENA

Falabella contou que foi ele quem procurou a atriz Beatriz Segall.
O seu interesse pela escritora norte-americana começou durante o período em que fez a graduação em Letras na UFRJ.
Durante a faculdade, entrou em contato com a obra da poetisa americana e encantou-se sobretudo pela sua história: era uma mulher do interior, provavelmente lésbica, porque dedicava à cunhada uma grande devoção e que aos 45 anos acabou não saindo mais de casa.
Quando decidiu que iria encenar a vida da poetisa, já tinha a concepção do espetáculo pronta na sua cabeça, assim como já tinha tomado a decisão de chamar Beatriz Segall para o projeto.
Convidou Maurício Sette para executar uma cenografia que também já tinha elaborado: um quarto com galho de árvore que invadia a janela: uma natureza metafísica.
Como nessa época era um diretor iniciante, uma curiosidade é que a atriz exigiu que os ensaios fossem acompanhados por um amigo seu, o professor e barítono Eladio Pérez Gonzalez. O talento de Falabella foi logo percebido e aí ele pode conduzir sozinho a montagem.
Logo depois, dedicou-se ao besteirol, e nas palavras de Falabella: “eles nunca me perdoaram, fazer sucesso é ofensa pessoal”.

Durante toda a conversa, vale dizer, fez questão de ressaltar que sempre aprendeu com os fracassos, e teve muitos. Muitas pessoas lhe fecharam as portas, mas muitas o acolheram também. E, por esse motivo, está sempre aberto a ajudar o próximo, pois sabe o quanto é importante para um jovem talento ter a oportunidade de mostrar a sua força.
Além disso, repetiu e repetiu que sucesso não é pecado. Por mais que tenha aprendido com os fracassos, obviamente fazer sucesso é muito bom. E, diga-se, com muito louvor, pois o sucesso é fruto de muito talento, mas principalmente resultado de muito, muito trabalho.

Deolinda perguntou como uma pessoa tão ativa e produtiva como o Miguel Falabella está enfrentando a pandemia.
Para o artista, está sendo um momento de autoconhecimento.
Num primeiro momento foi difícil. Começou a se exercitar ininterruptamente e a jejuar...
Foi complicado porque até pouco tempo tinha um contrato fixo, era tratado como príncipe e fazia o que queria.
Com a pandemia e a rescisão do contrato de tantos anos com a Globo, teve que lidar com as mudanças na sua vida e percebeu que não podia entrar em depressão.
Atualmente, tem se dedicado a novos projetos. Um deles é adaptar a trama da peça A Partilha para o Harlem, nos Estados Unidos, com as irmãs interpretadas por quatro atrizes negras.
A ideia surgiu num passeio pelo Central Park. Ele mandou a ideia do roteiro para a Universal, que se interessou pelo projeto, e indicou uma roteirista, que mora nos EUA e é natural de Trinidad e Tobago, para ajudá-lo na criação.
Segundo Falabella, a experiência está sendo incrível. Ele quer filmar A Partilha com cenas de comidas típicas de Trinidad, e numa conversa sobre o assunto descobriu que um prato tradicional do país é o caruru (só que lá ele é feito com taioba!).
¨A vida é um ensinamento todo tempo e se você não a entende como tal, está perdendo a viagem. Se joga, porque do chão não passa. Caia sete vezes e levante-se oito; e corra um quilometro a mais. Fui ensinado assim. Eu subo no salto só para cair dele¨. Miguel Falabella.

Deolinda pediu para que Falabella falasse sobre a sua formação, a qual foi realizada no Tablado, no curso de teatro, e na Faculdade de Letras da UFRJ.
Disse que a sua principal formação vem da sua mãe, que era professora de Literatura Francesa na UFRJ. Foi ela quem recebeu Sartre e Simone de Beauvoir quando o casal veio ao Brasil, e Falabella diz que esse momento foi muito marcante na sua vida.
Também aprendeu muito com sua avó paraense, que lia poesias para os netos.
Disse que foi essa formação e esse carinho que lhe deram forças para enfrentar a vida, especialmente a pandemia. Lembrar de sua família e dos ensinamentos que recebeu o faz ter ânimo para estar sempre em atividade.
Quando o questionam sobre solidão, Falabella diz que a sua resposta é que ele fica sempre bem porque tem gente morando no seu coração.
¨Agora estou com uma família de Trinidad e Tobago aqui dentro¨, declarou.
¨Sou muito encantado por gente e talvez por isso é que eu gosto de escrever sobre gente¨.
“Eu gosto de empregar gente e ver gente trabalhando no teatro, porque o teatro transforma as pessoas¨.
¨Educação é fundamental. Não seja desinibido. Tem que ser profissional com técnica e formação”, opinou.
Disse que aprendeu muito com os artistas amigos com quem teve o privilégio de conviver. Aprendeu a ser disciplinado e a ter cuidado com o seu corpo. Citou Marília Pêra, Claudia Raia, José Wilker e as vedetes.
Mas aprendeu também com pessoas que o criaram e com secretárias do seu lar. Com muita emoção lembrou de Naíde, que ¨parecia uma pintura de trem fantasma, com olhos azuis que ela achava que eram lindos”.
Essa mulher tão querida escutava um belo cancioneiro, o qual Falabella aprendeu a apreciar. ¨Essa mulher tinha um ¨q¨ de folclore e de lenda, e é para essas pessoas que eu quero escrever e para chegar nessas pessoas é que eu fui para a TV ¨, afirmou emocionado.

Miguel, o contato com o público e a comédia:
O artista sempre diz que ama o popular porque é através da arte popular que ele consegue encantar as pessoas.
Claro que gostaria que essa arte tão incrível fosse mais respeitada, mas se os críticos consideram a comédia um gênero melhor, o público, por sua vez, adora e lota o teatro.
O teatro de revista, que com o surgimento de grupos como o TBC, sofreu muito preconceito, é o maior exemplo dessa magnitude. E Falabella tem paixão por toda a história desse gênero (e os musicais que dirige nitidamente bebem na fonte do teatro de revista).
Frisou que o teatro precisa de público, não rótulos!
E disse a seguinte frase direcionada aos jovens estudantes: ¨Escrevam, ponham a cara. A arte é sempre redentora. NÃO É FEIO FAZER SUCESSO¨.
¨Falo pra todo mundo. Tenho minha mãe e tenho o Zé Trindade. Eu amo o Zé Trindade¨, disse.
Aprendeu com Trindade, Grande Otelo e Oscarito que o ensinaram a tocar no coração das pessoas através da palavra. ¨A comédia com a respiração exata e que fala para o outro¨, disse, exaltando o talento desses gênios.
¨Ouço as pessoas. Tudo o que eu escrevi na vida, eu ouvi em algum lugar¨, contou.
Falabella defende também o acesso de todos ao teatro e por isso sempre fez temporadas populares dos seus espetáculos.
Também acredita que o valor do teatro só pode ser medido se existir todo tipo de espetáculo e, assim como outros artistas que já foram entrevistados no Seminário, defendeu que o governo tem que subsidiar a arte para que ela seja inclusiva.
Elogiou as contrapartidas da Lei Rouanet, as quais possibilitaram que as casas de espetáculos recebessem um público significativo de pessoas que não frequentam o teatro por falta de condições financeiras.
Por mais que nem todos tenham como pagar o ingresso, opinou que o artista tem que brigar e se reinventar para que cada vez mais as pessoas se interessem pelo teatro. ¨As pessoas não vão ao teatro porque não foram habituadas¨, afirmou.
Citou como exemplo que o hábito de frequentar o teatro muitas vezes independe de classe social: em uma de suas passagens por Londres, recebeu dicas preciosas de espetáculos e elas foram dadas por um motorista de táxi, que costumava frequentar o teatro com a sua família!

Sergio Sobreira questionou Falabella sobre a sua valorização do coletivo e pediu para que ele falasse um pouco sobre a sua origem, na Ilha do Governador.
Como é possível perceber pelas suas falas anteriores, Falabella preza muito a sua família e os artistas com os quais trabalhou e conviveu. Foi a base familiar que lhe deu o aprendizado de como é importante levar a vida com amor e emoção. Sempre teve como meta profissional emocionar o público e para que isso seja sempre possível, busca, nas suas realizações, falar a língua do povo.
Cria textos que são simples no seu linguajar, mas que trazem, na verdade, profundidade nos temas abordados. Como exemplo, citou o seriado Pé Na cova. Tinha a morte como assunto, mas a ideia era abordar grande tragédia da educação nacional ao colocar em cena personagens completamente sem instrução.


A atriz Fernanda Pavan perguntou como é o trabalho de traduzir os textos para que eles tenham sentido aqui no Brasil, especialmente os musicais.
Para Falabella, é essencial se apropriar da obra na tradução; ver e rever várias vezes para ter certeza que realmente o que será dito tem sentido.
O musical tem uma métrica específica e passar a ideia do autor e a emoção da cena é algo bem complicado. Já sofreu bastante para conseguir bons resultados.
¨O musical tem que ser bem feito com bainha e com o nosso molho”, disse o artista.
Quem conhece os musicais que dirige sabe que ele detesta copiar. Em alguns trabalhos teve que se submeter a isso porque os direitos só foram cedidos sob essa condição.
De qualquer maneira, sempre deu um jeito de burlar as regras tão sérias, seja criando uma cena em Os Produtores (que depois foi elogiada pelos autores), ou mesmo criando um personagem com um sotaque caipira no espetáculo Alô, Dolly, no qual atuou ao lado de Marília Pêra, assinando também a direção!
A sua grande paixão é se apropriar da obra e trazer a trama para a realidade brasileira. Outro exemplo excelente: a história de Miguel de Cervantes ambientada no universo de Arthur Bispo do Rosário, internado na Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro.
E fiquem ligados, ano que vem tem Marron. A história de Alcione contada através do boi maranhense.

O teatro musical no Brasil:
Como o próprio Falabella sinalizou, o desenvolvimento do teatro musical aqui no Brasil aconteceu, especialmente, graças ao seu trabalho e ao de Claudia Raia. Não tivemos aqui uma economia teatral para que o musical tivesse força, mas nos últimos anos felizmente ele tem conquistado o apreço do público.
A qualidade das produções tem como trunfo a qualidade dos artistas, que mesmo com tantas dificuldades conseguem mostrar o quanto são talentosos.
Na audição de Donna Summer aconteceu um fato que o deixou extremamente emocionado: uma mãe levou o seu filho para a audição, um garoto de 17 anos que aprendeu a cantar em uma comunidade, através de uma ONG.
Foi uma tristeza não poder aceitar o menino no elenco por ele ser menor de idade. Um talento tão grande que, segundo Falabella, vê-lo em cena foi uma das experiências mais marcantes da sua vida.

Tita Virgílio pediu para que o convidado falasse quais são os seus sonhos.
Para ele não existem sonhos que tenham a possibilidade de se tornarem concretos. Já levou nãos e não tem medo de errar e de levar mais nãos.
Sempre coloca os seus sonhos em prática, realizando os projetos, sejam os mesmos grandes ou pequenos.
Está tão encantado pelo elenco de Donna Summer que deseja fazer um musical que é a adaptação de A Tempestade, de Shakespeare, que trata a história por uma ótica negra. Uma montagem baseada na obra Une tempête, d'après 'La Tempête, adaptation pour un théâtre nègre, assinada pelo poeta antilhano Aimé Fernand David Césaire, ideólogo do conceito de negritude.

As intempéries da vida não o esmorecem, pelo contrário, o impulsionam. Foi questionado como escolhe os seus trabalhos, quais textos dirigir e atuar. Disse que eles precisam tocar o seu coração.
Tem um carinho especial por ¨tipos diferentes¨, que muitas pessoas consideram “esquisitos¨, mas o que é ser belo? O belo depende da visão de cada um.

E “causos” não faltam que exemplifiquem o seu interesse pelas pessoas, das mais diversas origens e características, e a sua vontade de ajudar o próximo:
Num certo de dia de gravação de Pé Na Cova, ouviu uma senhora reclamando que, por ser figurante, não teria direito à alimentação.
Prontamente Falabella lhe deu uma fala no seriado e naquele dia o seu lanche foi garantido!

Um fato merece atenção para mostrar o quanto Falabella é um artista ativo, sempre em busca de desafios, que respeita o público e ama o seu ofício.
A Partilha foi um sucesso enorme de público. Durante uma das temporadas, com casa lotada - com ingressos comprados sempre com cerca de um mês de antecedência- o teatro pegou fogo e o cenário e figurino foram destruídos.
As sessões, no entanto, não foram canceladas. Para não prejudicar a equipe e o elenco, e menos ainda o público, as apresentações foram realizadas no meio das cinzas, até tudo ser recuperado. ¨Ali o teatro se fazia de verdade. O ator, a voz, a resistência...¨ - Miguel Falabella.

Impulsionado pela intervenção de Thais Patez, que o questionou sobre as perspectivas pós pandemia para o teatro musical e sobre as políticas públicas para o teatro (como dar oportunidade a quem tem talento, mas não tem como se dedicar à arte), Falabella disse que a educação é essencial para que a população tenha contato com o teatro.
Por esse motivo é que sempre apoiou, e continuará ajudando, quem tem talento e força de vontade, mas enfrenta problemas para estudar e realizar de seus sonhos no âmbito artístico.
Com relação à formação dos novos talentos para os musicais, Falabella disse que os talentos irão surgir com mais dificuldade se o governo não apoiar (como estamos presenciando nesses tempos), mas que as oportunidades também são abertas de acordo com os esforços de cada um.
Disse que para estudar no Tablado, quando ainda era morador da Ilha do Governador, tinha que pegar dois ônibus e levava quase duas horas a viagem. Um esforço necessário e recompensado.
Usando as palavras de Shakespeare, sentenciou: ¨Não há longa noite que não encontre o dia¨.
¨A gente tem que brigar, tem que fazer a nossa arte, porque o público irá. Temos que olhar sempre para o público”, complementou.

Questionado sobre o papel político do teatro, Falabella apontou que fazer o musical Marron é um ato político! O teatro de resistência pode ser isso também, disse, ao evidenciar que Alcione conta a história de uma mulher, negra, de uma região e estado incrível que é o Maranhão.
¨Vamos achar a nossa voz, a nossa voz nunca morreu. Em alguns momentos foi amordaçada, mas ela sempre esteve aqui¨, completou.
E para finalizar a sua fala e terminar a aula /entrevista com a magnitude do pensamento de um ARTISTA que ama o que faz e ama o seu público, declarou:

"O TEATRO É O ESPELHO DE UMA CIVILIZAÇÃO. É O QUE NOS DEFINE. EU NÃO SEI VIVER SEM FAZER TEATRO. FAÇO UMA PEÇA ATRÁS DA OUTRA PORQUE PRECISO ESTAR ALI ".

Mais uma vez salientou que FAZER SUCESSO NÃO É PECADO, usando as palavras educação, resistência e empreender como essenciais para que o tão desejado reconhecimento profissional seja realidade.
Hoje todos querem ser artistas, o que pulverizou, sem dúvida, o valor da profissão. Falabella, crê, no entanto, que a expertise será necessária novamente e o domínio da técnica é o maior trunfo de um ator: ¨A técnica nos agrada porque é através dela que se percebe o ser humano e que se chega a Deus¨.
E aconselhou: “não façam de graça, mesmo que seja cobrando cinquenta centavos!


Depoimento de Sergio Sobreira:
¨Hoje eu assisti uma master classe de teatro. E assim tem sido todas as aulas-entrevistas do nosso Seminário A Cadeia Produtiva do Espetáculo Teatral. Ainda não sei dizer em palavras o que foram essas pouco mais de duas horas vendo Miguel de Sousa-Aguiar falar, só sei que o mundo visto pelos olhos agudos, atentos e amorosos de Falabella deveria ser acessível a toda gente. Que artista! Bravo!!!!!!¨

From Bruno Rodigheri to Everyone: 04:54 PM
Miguel, pela primeira vez tenho a oportunidade de te confessar: minha profissão dos sonhos quando eu era criança era ser o Miguel Falabella, hahaha.
From Raul Franco to Everyone: 05:20 PM
Quero deixar um registro importante. Miguel se tornou uma pessoa muito importante da minha vida. Os seus espetáculos me inspiraram e moldaram um pouco o modo como eu vejo e quero fazer e faço a minha arte. Vi No Coração do Brasil com 19 anos. Vi Como encher um Biquíni selvagem com 20 anos. E depois com 22 anos vi O Submarino. E queria fazer algo que tem nas peças do Miguel: a gente ri muito e chora também. Isso acho grandioso. E tenho mesmo a ideia de fazer um espetáculo chamado Quero ser Miguel Falabella. Uma homenagem a tudo que o Miguel me ofereceu e que serviram de trampolim para minha arte. Gratidão.

From Myriam Callado de Oliveira to Everyone: 05:42 PM
Maravilha ouvir isso tudo. Quando adolescente fui muito “metida”, pois além de fazer um curso de teatro com Jayme Barcellos, fiz também dança com Lennie Dale. Mas acabei não seguindo essa carreira pois meus pais não permitiram e eu acabei desistindo.... Mas a vida é uma coisa louca e me tornou uma professora de alunos superdotados. E minha função é descobrir a área em que apresentam habilidade acima da média. Tenho dois alunos que apresentam talento na área cênica. Sou apaixonada pelo que faço. E estou feliz por ouvir tudo que Falabella está contando aqui.
From Janaina Azevedo to Everyone: 05:38 PM
Miguel pagou toda a minha formação na escola de artes de Laranjeiras. Investiu na sua funcionária, como ele dizia.
Sobre essa fala da Janaína, num certo momento da Aula/entrevista, Falabella declarou:
¨Tive muitas oportunidades e quero dar oportunidades ao outro¨. No caso do menino adolescente, não pôde contratá-lo, mas acabou ajudando outro artista que passou nos testes e está no elenco. Morador de Santos, teve que se mudar para São Paulo, e Falabella o ajudou financeiramente para que a sua estadia na capital paulista fosse possível.

Na próxima semana:
Chico Carvalho, ator estupendo.
Com certeza, mais um excelente encontro.
Entre tantos trabalhos marcantes, a sua preciosa parceria com o diretor, cenógrafo e figurinista @gabriel.villela Gabriel Villela e com @claudiofontanaator Claudio Fontana, ator e produtor. Integrou o elenco dos seguintes espetáculos: A Tempestade, de Shakespeare, como Ariel; Peer Gynt, de Ibsen, protagonista; Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, como Caveirinha e Maria Luisa, e o Nada de Estado de Sítio, de Albert Camus.
Inscrições até sábado às 23h59.
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DE OLHO NA CENA BY NANDA ROVERE - TUDO SOBRE TEATRO, CINEMA, SHOWS E EVENTOS Sou historiadora e jornalista, apaixonada por nossa cultura, especialmente pelo teatro.Na minha opinião, a arte pode melhorar, e muito, o mundo em que vivemos e muitos artistas trabalham com esse objetivo. de olho na cena, nanda rovere, chananda rovere, estreias de teatro são Paulo, estreias de teatro sp, criticas sobre teatro, criticas sobre teatro adulto, criticas sobre teatro infantil, estreias de teatro infantil sp, teatro em sp, teatros em sp, cultura sp, o que fazer em são Paulo, conhecendo o teatro, matérias sobre teatro, teatro adulto, teatro infantil, shows em sp, eventos em sp, teatros em cartaz em sp, teatros em cartaz na capital, teatros em cartaz, teatros em são Paulo, teatro zona sul sp, teatro zona leste sp, teatro zona oeste sp, nanda roveri,

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