É a terceira edição da mostra que é gratuita
e traz artistas de várias regiões no Brasil. Ela ocupa a Capela Santa Maria.
Os ingressos são distribuídos uma hora antes de cada apresentação, por ordem de chegada.
Haverá três estreias nacionais, atividades formativas, com destaque para a oficina “Como contar histórias para crianças surdas”.
Para Fabíula Passini, diretora do Festival de Curitiba, a continuidade da mostra demonstra o amadurecimento de uma iniciativa que já se tornou uma parte importante da programação. “A Mostra Surda reafirma o compromisso do Festival com a diversidade de linguagens e com a valorização da produção artística da comunidade surda. Além de ampliar o acesso, ela coloca em evidência artistas, estéticas e formas de criação que ampliam o próprio entendimento do que é o teatro contemporâneo.”
A curadoria é novamente assinada pelo diretor e intérprete de Libras Jonatas Medeiros e pela artista surda e diretora Rafaela Hoebel.
Destaque para o olhar para o público infantil, para que crianças surdas tenham acesso à arte.
Segundo a assessoria de imprensa do Festival, "um diferencial importante desta edição é o fortalecimento das políticas de acessibilidade voltadas também à comunidade surdocega, um público historicamente pouco contemplado nas programações culturais. Durante toda a Mostra Surda, haverá uma equipe de guia-intérpretes presente na Capela, com espetáculos, debates e reflexões (no Interlocuções) garantindo a mediação em língua de sinais tátil para pessoas surdocegas.
Além disso, a divulgação da Mostra Surda contempla pessoas com baixa visão e pessoas surdocegas, com materiais gráficos produzidos em versões coloridas e também em baixo contraste, além de adaptações em vídeos e conteúdos digitais. A equipe da Mostra é majoritariamente composta por profissionais surdos.
PROGRAMAÇÃO
03 de abril
14h30 – Oficina: Como contar histórias para crianças surdas
Fortaleza (CE) | Literatura / oficina | 180 min
Oficina voltada ao desenvolvimento de práticas narrativas em Língua Brasileira de Sinais (Libras), com foco na literatura infantil e na valorização da cultura surda. A atividade propõe reflexões e exercícios práticos sobre contação de histórias e criação de personagens e recursos estéticos literários em Libras.
Professora: Lyvia Cruz
Instagram: @lyviacruzlibras
20h – Sopro de Liberdade
Brasília (DF) | Drama | 50 min Estreia nacional
Baseado na obra O Grito da Gaivota, de Emanuelle Laborit, o espetáculo narra a trajetória de uma mulher surda que, ao descobrir a língua de sinais, encontra sua identidade cultural e sua possibilidade plena de comunicação e criação.
Direção e atuação: Renata Rezende
Traduatriz: Mauricéia Lopes
Trilha sonora original: Diogo Vanelli
Iluminação e dramaturgia: Lucas Sacramento
Instagram: @cia_teatral_sinalizar
04 de abril
11h – Cangaceira Surda Mara
Fortaleza (CE) | Contação de histórias | 50 min
Uma nordestina percorre o sertão levando alegria e disseminando a cultura surda por meio de histórias, brincadeiras e reflexões sobre respeito, diversidade e a Língua Brasileira de Sinais.
Direção e roteiro: Lyvia Cruz
Produção: Gracy Kelly
Atriz: Lyvia Cruz
Intérprete de voz: Gracy Kelly
Instagram: @lyviacruzlibras
16h – Voz Invisível: Catharine Moreira
São Paulo (SP) | Performance poética | 30 min
Estreia nacional
Performance que convida o público a experimentar a comunicação por meio da expressão corporal e da Libras, destacando o protagonismo da mulher surda na cena artística.
Criação, performance e concepção: Catharine Moreira
Produção: Thais Martins
Instagram: @cathyfofa
17h – Oficina Vibra Dança
Salvador (BA) | Dança / oficina | 120 min
A oficina propõe uma experiência em dança a partir da percepção vibracional das ondas sonoras geradas pela musicalidade e pelos instrumentos das religiões de matriz africana, como os toques do candomblé e o atabaque. Voltada à comunidade surda, transforma vibração em movimento por meio da simbologia da dança dos orixás.
Mediação: Alex Gurunga
Instagram: @alexgurunga
05 de abril
11h30 – Gralha Azul Pinhão
Curitiba (PR) | Performance | 30 min
Estreia nacional
Entre natureza e cidade, o espetáculo revela a língua de sinais como memória, cultura e continuidade de histórias replantadas no tempo, evocando a simbologia da gralha-azul e do pinhão como metáforas de comunicação e pertencimento.
Direção: Gabriela Grigolom e Jonatas Medeiros
Produção: Felipe Patricio
Realização: Fluindo Libras
Instagram: @fluindolibras
15h – Slam Resistência Surda
Curitiba (PR) | Slam / poesia em Libras | 90 min
Evento dedicado à expressão artística e política da comunidade surda, reunindo poetas convidados e fortalecendo a visibilidade da língua de sinais como linguagem poética.
Instagram: @fluindolibras
19h – Encruzilhada
Salvador (BA) | Dança | 35 min
Espetáculo que investiga as intersecções entre culturas surda e ouvinte. Ao saudar Exu, mensageiro das encruzilhadas, a obra propõe refletir sobre barreiras comunicacionais e criar novos caminhos de encontro e transformação.
Criação e interpretação: Elinilson Soares
Direção e dramaturgia: Lucas Valentim e William Gomes
Instagram: @alexgurunga
Serviço:
Mostra Surda de Teatro —c 34º Festival de Curitiba
Data: de 3 a 5 de abril
Local: Capela Santa Maria – Rua Conselheiro Laurindo, 267, Centro
Ingressos: Gratuitos, distribuídos uma hora antes de cada apresentação
34.º Festival de Curitiba
Data: De 30/3 até 12/4 de 2026
Valores: Os ingressos vão de R$00 até R$85 (mais taxas administrativas).
Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva no Shopping Mueller - Piso L3 (Segunda a sábado, das 10h às 22h e, domingos e feriados, das 14h às 20h).
Verifique a classificação indicativa e orientações do espetáculo.
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