São brincantes que têm o dom de fazer a arte popular pulsar com maestria.
Histórias de Teatro e Circo fez duas sessões no Teatro Bom Jesus
"Teatro é um veículo para ficarmos mais fortes para que cada vez mais os brasileiros possam viver em abundância"
Completar 50 anos e ainda residir fora do eixo Rio SP é um feito.
A Carroça de Mamulengos é patrimônio popular.
Tal qual o circo, é uma família brincante, com gerações nos palcos, ruas, feiras e praças.
Criada em Brasília em 1977 pelo bonequeiro Carlos Gomide, ganhou brilho especial em 1982, quando a atriz Schirley P. França integrou a companhia e formaram uma família, a Gomide França, com oito filhos: Maria, Antônio, Francisco, João, os gêmeos Pedro e Matheus, e as gêmeas Isabel e Luzia.
Carlos é mestre e teve como professor Antonio Alves Pequeno, mais conhecido como
Antônio do Babau, precursor da linguagem da companhia e morador da cidade de Mari, na Paraíba, que vivia do roçado e brincava com bonecos nos sítios dos arredores.
O mais interessante é que cada filho nasceu em um lugar diferente, representando a itinerância e a delícia que é a vida de uma companhia mambembe.
Cada criança que nasce a tradicão renasce.
A História da Carroça de Mamulengos é também a historia e a tradição de outras famílias bricantes brasileiras. Carrega o legado de levar arte e reverenciar a memória cultural tão potente e muitas vezes tão desrespeitada.
A Cia fincou parada em Juazeiro do Norte e no palco estão três gerações de brincantes, atores, músicos, bonequeiros, contadores de histórias, palhaços e arte educadores, visto que para formar artistas e fomentar o amor pela rica cultura popular, criaram uma escola. Histórias de Teatro e Circo celebra a festa, a brincadeira através de causos reais ou fictícios contados a partir de músicas e do uso , fundamental, dos bonecos. Muita cor e animação.
O público curitibano ficou emocionado e encantado.
Os bonecos, em especial os de luva e os gigantes, claro, são um deleite, feitos com cabaça, sementes, sizal, madeira e outros materiais. Fantoches e bonecões que ganham vida com primor. Figurinos típico das festas populares, vestimentas circenses, estampadas, de chita, com o primor da artesania, ajudar a dar vida às tradições populares mostradas no palco.
O cenário é uma mistura de picadeiro, com detalhes que lembram as festas populares dos rincões do Brasil.
Mais riqueza da cena: O circo com suas pernas de pau, danças, sombrinhas, comunicação direta com o público...tudo isso, em linda harmonia e beleza, ganha uma alegria vibrante, pulsante.
Vemos o bumba-meu-boi, o Passarinho do reisado jaraguá, a dança do bode e do coco, a luta de espadas, trilhas sonoras de circo, e muito mais.
As criancas da trupe têm seus momentos de destaque e carregam a função de não deixar que a tradição popular seja apagada. São apaixonantes!
Como não cantar com os artistas as cantigas populares? A sanfona é a estrela.
O público é convidado a bater palmas e a celebração ocorre numa mistura de teatro, circo, dança, música e reverenciando com encanto a doce lembrança de quem cresceu ouvindo as histórias e músicas apresentadas nesse espetáculo.
E quem não teve esse privilégio, conhece com a Carroça de Mamulengos, um mundo mágico que só a arte promove. ,, Um espetáculo que evidencia o quanto o mundo tecnológico acaba deixando de lado preciosidades como a brincadeira de roda, e tantas tradicionais do interior.
Não podemos perder o encanto de imaginar e se divertir que o circo e o teatro promovem. Também é essencial rememorar tradições populares, pois é nelas que encontramos a alma de um povo simples, criativo, que valoriza a natureza, a pureza do canto, dos contos e da criação artística (sem aparatos tecnológicos e ricos em panos, rendas, saberes e fazeres transmitidos de geração em geração).
Emociona ver o amor dos integrantes da Carroça de Mamulengos pelo ofício.
Que a Maia, a mais nova brincante, de seis meses, transborde a luz da arte que sua família traz na veia e na alma.
Dá orgulho de ser brasileira!
Ficha técnica
Direção e Roteiro: Maria Gomide; Direção Musical: Beto Lemos; Figurinos e Adereços: Isabel Gomide; Bonecos: Carlos Gomide e Antônio Gomide; Cenário: Carroça de Mamulengos; Elenco: Primeira Geração - Carlos Gomide, Schirley França, Segunda Geração - Maria Gomide, Francisco Gomide, João Gomide, Pedro Gomide, Matheus Gomide, Isabel Gomide, Idalia Campos de Lucena, Gabriela Nunes, Luiza Silvino, Terceira Geração - Iara Gomide, Ana Gomide, Helena Gomide, Naiá Gomide, Liana Gomide, Amari Gomide; Músico: Beto Lemos; Técnico de Luz: João Gioia; Técnico de Som: Daniel Blackout. Histórias de Teatro e Circo fez duas sessões no Teatro Bom Jesus Completar 50 anos e ainda residir fora do eixo Rio SP é um feito. A Carroça de Mamulengos é patrimônio popular.
Criada em Brasília em 1977 pelo bonequeiro Carlos Gomide, ganhou brilho especial em 1982, quando a atriz Schirley P. França integrou a companhia e formaram uma família, a Gomide França, com oito filhos: Maria, Antônio, Francisco, João, os gêmeos Pedro e Matheus, e as gêmeas Isabel e Luzia.
O mais interessante é que cada filho nasceu em um lugar diferente, representando a loucura e a delícia que é a vida de uma companhia mambembe.
A Cia fincou parada em Juazeiro do Norte e no palco estão três gerações de brincantes, atores, músicos, bonequeiros, contadores de histórias, palhaços e arte educadores, visto que para formar artistas e fomentar o amor pela rica cultura popular, criaram uma escola. Histórias de Teatro e Circo celebra a festa, a brincadeira através de causos reais ou fictícios contados a partir do uso de bonecos, de elementos como a bandeira do divino, do bumba-meu-boi, e, claro, muita cor, animação e música.
Os bonecos, em especial os de luva, claro, são um deleite, feitos com cabaça, sementes, sizal, madeira e outros materiais. Fantoches e bonecões que ganham vida com primor. Figurinos típico das festas populares, vestimentas circenses, estampadas, de chita, com o primor da artesania.
O cenário é uma mistura de picadeiro, com detalhes que lembram as festas populares dos rincões do Brasil. Mais riqueza da cena: O circo com suas pernas de pau, danças, sombrinhas, comunicação direta com o público, ganha uma alegria vibrante, pulsante.
As criancas da trupe têm seus momentos de destaque e carregam a função de não deixar que a tradição popular seja apagada.
Como não cantar com os artistas os cantos e cantigas populares? A sanfona é a estrela.
O público é convidado a bater palmas e a celebração ocorre numa mistura de teatro, circo, dança, música e evocando com doce lembrança de quem cresceu ouvindo histórias e músicas apresentadas nesse espetáculo. E quem não teve esse privilégio, conhece um mundo mágico que só a arte promove.
Um espetáculo que evidencia o quanto o mundo tecnológico acaba deixando de lado preciosidades como a brincadeira de roda, e tantas tradicionais do interior; não podemos perder o encanto de imaginar e se divertir, que o circo tanto promove e rememorar tradições populares é essencial porque é nelas que encontramos a alma de um povo simples, criativo, que valoriza a natureza, a pureza do canto, dos contos e da criação artística sem aparatos tecnológicos e ricos em panos, rendas, saberes e fazeres transmitidos de geração em geração.
Emociona ver o amor dos integrantes da Carroça de Mamulengos pelo ofício. Que a Maya, a mais nova brincante, de seis meses, transborde a luz da arte que sua família traz na veia e na alma.
Ficha técnica
Direção e Roteiro: Maria Gomide; Direção Musical: Beto Lemos; Figurinos e Adereços: Isabel Gomide; Bonecos: Carlos Gomide e Antônio Gomide; Cenário: Carroça de Mamulengos; Elenco: Primeira Geração - Carlos Gomide, Schirley França, Segunda Geração - Maria Gomide, Francisco Gomide, João Gomide, Pedro Gomide, Matheus Gomide, Isabel Gomide, Idalia Campos de Lucena, Gabriela Nunes, Luiza Silvino, Terceira Geração - Iara Gomide, Ana Gomide, Helena Gomide, Naiá Gomide, Liana Gomide, Amari Gomide; Músico: Beto Lemos; Técnico de Luz: João Gioia; Técnico de Som: Daniel Blackout. |