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O que terá acontecido a Baby Jane?
Publicado em 17/08/2016, 23:30
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Eva Wilma e Nicette Bruno estrelam a nova versão do clássico longa-metragem de 1962, que estreia no Teatro Porto Seguro.

A estreia de O que terá acontecido a Baby Jane? traz alguns dados interessantes: é a estreia da obra no teatro, mais de cinco décadas após o lançamento cinematográfico com a participação de Bette Davis e Joan Crawford. Henry Farel, autor do romance original que deu origem ao filme, também escreveu a peça.

A versão de Möeller e Botelho é a primeira montagem oficial dessa obra no teatro. A estreia no Teatro Porto Seguro, portanto, é mundial.
Além disso, a dupla Charles Möeller & Claudio Botelho assina pela primeira vez um espetáculo que não é musical e as atrizes Eva e Nicette contracenam pela segunda vez no palco (elas atuaram juntas em 1954 na peça Lição de Botânica, de Machado de Assis, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro).

Eva e Nicette interpretam as irmãs Jane e Blanche Hudson, vividas por Bette Davis e Joan Crawford no cinema.

Como a história acontece em três tempos, Jane e Blanche também serão vividas pelas crianças Sophia Valverde e Duda Matte (escolhidas por meio de testes) e também por Rachel Rennhack e Juliana Rolim, na juventude. Completam o elenco, Licurgo Spínola, Nedira Campos e Teca Pereira.

Na trama, Jane Hudson (Eva Wilma) foi estrela mirim, mas caiu no ostracismo. Precisa lidar com essa decadência e aceitar o sucesso da sua irmã, Blanche (Nicette Bruno), uma estrela do cinema hollywoodiano.

Após um acidente trágico e misterioso, que encerrou a carreira das irmãs, elas se encontram num velho casarão onde o cotidiano é complicado porque a relação entre as duas é pautada pelo ressentimento.

Jane viveu à sombra da irmã, nunca a perdoou e planeja uma vingança. Decide voltar aos palcos e retomar o personagem da infância, mesmo que para isso precise agir de maneira condenável.

Elas não conseguem se libertar uma da outra, apesar das desavenças. Vivem num cenário que remete o espectador ao labirinto interno das personagens e não se sabe muito bem quem é realmente a vilã da história.

O tempo na adaptação teatral não é linear. Passado, presente e fantasia se misturam em cena.

Para Charles Möeller, a peça fala da rivalidade na profissão e entre irmãs, e também evidencia um embate entre o teatro de vaudeville e o cinema.. ¨É um tratado da inveja¨, classifica.

¨Uma disputa entre o teatro de vaudeville para o que o teatro se tornou (com o surgimento do cinema falado), acrescenta Claudio Botelho, ressaltando que nesse momento o vaudeville teve o seu fim.
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Para Nicette Bruno, esse trabalho é um desafio e um exercício positivo para a sua carreira. ¨Cada personagem é um ensinamento para a caminhada profissional, diz, destacando que a direção do Charles proporcionou a segurança necessária para que ela e Eva Wilma conseguissem enfrentar o desafio de dar vida às irmãs que vivem ¨um conjunto de amor e ódio¨.

Indagada sobre o processo de criação de sua personagem, a atriz destaca que os atores aprendem a exercitar todas as gamas de emoções e individualidades. Destaca que o espetáculo é fruto de um trabalho psicológico intenso e que está fazendo esse espetáculo com ¨alegria, entusiasmo e muita paúra¨.

Eva Wilma frisa que o convite feito pela dupla foi atraente, sobretudo pela oportunidade em contracenar com a Nicette. ¨Nós nos sentimos meio irmãs", afirma.

¨O que me fascinou no texto foi o humor num drama terrível, mas nunca perder o humor. Isso sempre me encantou. O principal para a gente enfrentar a vida é o humor¨.

A atriz sinaliza que o ator encontra a sua maneira de viver os personagens mergulhando na proposta do autor e buscando uma maneira de interpretar com prazer, mesmo num universo difícil, trágico.

Ressalta a qualidade do texto e destaca que o entrosamento de todos no processo de criação é de suma importância, assim como o mergulho no drama sem perder a leveza e o humor.

Eva declara, assim como Nicette, que esse espetáculo é um grande desafio para ela. ¨Eu e Nicette estamos aprendendo. Estamos sempre aprendendo¨.

A peça marca a união de duas estrelas que carregam a história do teatro brasileiro. Foram escolhidas para os papéis, segundo Claudio Botelho, por serem duas atrizes populares e grandes artistas, como eram Bette Davis e Joan Crawford. ¨Elas trazem com elas Janes e Blanches do Brasil¨, afirma.

São duas atrizes de enorme experiência no teatro, conhecidas na TV e que . Foram casadas com atores e sempre produziram. Conhecem, portanto, ás glórias e percalços da profissão e têm o tablado como um lugar sagrado e se dedicam bastante aos ensaios para a conquista do sucesso.

Nos bastidores dos ensaios, o relacionamento conturbado entre as personagens é deixado para trás e as atrizes estabelecem um relacionamento amistoso e de admiração mútua.

EVA WILMA e NICETTE BRUNO em
O QUE TERÁ ACONTECIDO A BABY JANE?
Um espetáculo de CHARLES MÖELLER & CLAUDIO BOTELHO
Com LICURGO SPÍNOLA, NEDIRA CAMPOS, TECA PEREIRA, RACHEL RENNHACK, JULIANA
ROLIM e as crianças SOPHIA VALVERDE e DUDA MATTE.
Autor: HENRY FAREL
Adaptação: CHARLES MÖELLER
Tradução: CLAUDIO BOTELHO
Direção: CHARLES MÖELLER & CLAUDIO BOTELHO
Cenografia: ROGÉRIO FALCÃO
Figurinos: CAROL LOBATO
Iluminação: PAULO CÉSAR MEDEIROS
Visagismo: BETO CARRAMANHOS
Design de som: ADEMIR MORAES JR.
Coordenação Artística: TINA SALLES
Direção de Produção: BEATRIZ BRAGA
Produção Executiva: EDSON LOPES
Realização: MÖELLER & BOTELHO

SERVIÇO:
De 19 de agosto a 30 de outubro
Sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 19h.
TEATRO PORTO SEGURO
Ingressos: R$ 120 (plateia) e R$ 90 (balcão).
Obs: A coletiva, que aconteceu no dia 15 de agosto, no Porto Seguro, foi transmitida ao vivo:
https://www.facebook.com/OQueTeraAcontecidoaBabyJane/
Destaque: Charles fala sobre a dedicação das atrizes de -3,24 até o final. Fala muito bonita sobre o ofício do ator.
Clique nas imagens para ampliar:



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DE OLHO NA CENA BY NANDA ROVERE - TUDO SOBRE TEATRO, CINEMA, SHOWS E EVENTOS Sou historiadora e jornalista, apaixonada por nossa cultura, especialmente pelo teatro.Na minha opinião, a arte pode melhorar, e muito, o mundo em que vivemos e muitos artistas trabalham com esse objetivo. de olho na cena, nanda rovere, chananda rovere, estreias de teatro são Paulo, estreias de teatro sp, criticas sobre teatro, criticas sobre teatro adulto, criticas sobre teatro infantil, estreias de teatro infantil sp, teatro em sp, teatros em sp, cultura sp, o que fazer em são Paulo, conhecendo o teatro, matérias sobre teatro, teatro adulto, teatro infantil, shows em sp, eventos em sp, teatros em cartaz em sp, teatros em cartaz na capital, teatros em cartaz, teatros em são Paulo, teatro zona sul sp, teatro zona leste sp, teatro zona oeste sp, nanda roveri,

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