O retrato mais que óbvio daquilo que não vemos é um espetáculo que percorre as ruas do entorno da Pça Roosevelt e dialoga de maneira interessante com os espaços públicos. Nessa montagem, o grupo fala da especulação imobiliária e o conceito de espetacularização da cidade, colocando em evidência a agitação e o caos das grandes metrópoles.
O público é um comprador em potencial de imóveis e são recepcionados por corretores, que um tour pela região, apresentando um novo conceito em moradia: O Complexo New Wave, um empreendimento único da cultura “sharing”, que revitalizará a região do centro, propondo uma nova forma de moradia e comportamento.
A encenação parte da realidade nos centros urbanos, mas a dramaturgia também é nas teorias de Michel Foucault e Zygmunt Bauman.
“O espetáculo ganha novas cenas, intervenções e características com a pesquisa no Baixo Centro. O roteiro e as imagens criadas, foram pensados para este universo, que é marcado pelo processo de embelezamento dos novos empreendimentos e exclusão dos antigos moradores, ignorando a presença da prostituição e moradores de rua. O centro é um híbrido de ritmos, moradores, comércios e funções. O nosso roteiro dialoga com suas peculiaridades e questiona o que queremos para nossa cidade. Nessa temporada, nosso projeto foi enriquecido com presenças importantes como a do Coletivo Bijari e suas criações conosco para instalações; Pedro Vale, artista plástico, tecendo novas imagens das figuras que perambulam durante o trajeto e Renato Navarro, realizando a trilha sonora. Estamos ansiosos para compartilhar com o público o trabalho, ocupando as ruas e dialogando com a arquitetura e os moradores desta região”, diz Pâmella Cruz, diretora do espetáculo e do Coletivo PI.
Para esta temporada o Coletivo PI amplia sua pesquisa por meio da parceria com o Coletivo Bijari, um núcleo de São Paulo, que trabalha há mais 18 anos com arquitetura e intervenção urbana, compondo a proposta de iluminação e projeções durante o trajeto.
PIPI – PROVÁVEIS INQUIETAÇÕES SOBRE PERFORMANCE E INTERVENÇÃO
Além da temporada, o Coletivo PI fará a terceira edição do PIPI – Prováveis Inquietações sobre Performance e Intervenção, um encontro para reunir pesquisadores e coletivos que ocupam a cidade com intervenções e pensam novos significados para a cidade. O PIPI será realizado dia 17 de novembro (terça-feira), às 19h00 na SP Escola de Teatro da Praça Roosevelt e é aberto ao público.
Ficha Técnica:
Produção: Coletivo PI
Concepção Original: Natalia Vianna, Pâmella Cruz, Priscilla Toscano
Criação: Coletivo PI
Dramaturgia: Coletivo PI
Direção: Pâmella Cruz
Assistência de Direção: Natalia Vianna
Iluminação: Coletivo Bijari
Trilha Sonora: Renato Navarro
Figurino e Adereços: Emanuela Araújo e Pedro Vale
Preparação Corporal: Júlio Razec
Elenco: Chai Rodrigues; Emanuela Araújo; Fernanda Pérez; Júlio Razec; Marcelo Prudente; Mari Sanhudo; Matheus Félix; Natalia Vianna; Pâmella Cruz; Thiago Camacho.
Direção de Produção: Chai Rodrigues
Assistentes de Produção: Jean Carlo Cunha e Mari Sanhudo
Assessoria de Comunicação: Chai Rodrigues
Contrarregragem: Eduardo Garcia, Darah Menezes e Lucas S. do Couto
Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini
Serviço:
Temporada: 07/11 a 12/12 - Sábados e Domingos. Horários: 20h00 (Sábados) e 19h00 (domingos)
Chegar com vinte minutos de antecedência para retirada dos ingressos. Onde: SP Escola de Teatro - Rua Marquês de Itu, nº273, Vila Buarque, São Paulo - SP, CEP 01223-001. Espetáculo Itinerante: Favor comparecer com roupas leves, bolsas e mochilas pequenas. Haverá chapelaria para o público guardar pertences. Público- Alvo: Pessoas acima de dezoito anos. Quantidade por apresentação: 40 pessoas
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