O ator Eriberto Leão nutre enorme admiração pelo norte-americano Jim Morrison e a sua banda The Doors. Sempre carregou a vontade de fazer um trabalho sobre o vocalista do grupo, que além de cantor, atuou como compositor e poeta. Jim faleceu no dia 03 de julho de 1971 e deixou um legado musical e ideológico que continua a encantar gerações de fãs.
Eriberto declara que descobriu sua vocação como ator através de Jim Morrison e do The Doors, vendo o trailer de um filme sobre a banda. “Depois disso vi três sessões seguidas e fiquei alucinado. Eu sempre soube que iria fazer esta peça. Isso me influenciou muito, inclusive na minha profissão”, conta o ator.
A estréia em São Paulo tem uma importância especial, pois marca 20 anos de trajetória teatral do ator.
alter Daguerre é o autor. Não é uma montagem biográfica, mas uma homenagem ao artista, que evidencia, através da poesia e de símbolos, as influências ideológicas de Morrison, com destaque para os grandes nomes da literatura, como Wiliam Blake, Baudellaire, Rimbaud, Nietzsche, entre outros.
Paulo de Moraes dirige Eriberto em cena. O ator está acompanhado de Renata Guida, que interpreta mulheres enigmáticas. O espetáculo entra em cartaz no Teatro Vivo, após 2 anos em cartaz no Rio e viagens para cidades como Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Manaus.
Daguirre e Paulo Moraes, vale resaltar, assinaram autoria e direção, respectivamente, do último trabalho do ator no teatro, A Mecânica das Borboletas, de 2012,
Segundo Eriberto: ¨Jim era um pensador, um filósofo. Suas palavras são perenes, não ficam datadas. Seu maior legado é a poesia, então se fizéssemos um musical biográfico convencional não estaríamos sendo fiéis ou coerentes com sua obra”, revela o protagonista da peça.
O ator interpreta João Mota, que também não chegou a conhecer pessoalmente Jim e está diante do túmulo do artista, em Paris, no cemitério Père-Lachaise. Ele quer acertar as contas com o ícone do rock. E estabelece com o músico uma espécie de jogo de azar, já que carrega um revólver e tem apenas uma bala no dispositivo.
O seu intuito é colocado em risco com a presença do próprio Jim Morrison e de uma mulher, que ora é a mulher de Jim, Pamela, ora se transforma na esposa de João Mota e também na mãe Terra.
Em cena estão canções emblemáticas do The Doors, como Ligth My Fire, The End, Riders on the Storm, cantadas ao vivo por Eriberto. No palco estão 3 músicos: Antonio Van Ahn (teclado), Felipe Barão (guitarra) e Eduardo Rorato (bateria).
Jim é a concretização do sonho de um ator que traz para o palco toda a sua paixão pelo Jim Morrison e pela sua ideologia. Um ator que tem muita desenvoltura em cena e potência vocal para interpretar com competência o repertório musical.
O musical Jim chega à capital paulista consagrado com o Prêmio APTR 2014 nas categorias “Melhor Iluminação” e “Melhor Música”, além de diversas indicações aos prêmios Shell e Cesgranrio.
A produção integra a plataforma Vivo Transforma, do Programa Vivo EnCena, que busca a democratização do acesso à cultura e o envolvimento das comunidades em iniciativas voltadas principalmente à música e às artes cênicas.
JIM
Teatro VIVO (274 lugares)
Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 (antigo 860) – Morumbi
Informações: 3279.1520 e 97420.1520
Bilheteria: de terça a domingo, a partir das 14h. Aceita todos os cartões de crédito e débito. Acessibilidade: 6 lugares para cadeirantes, 2 lugares para mobilidade restrita e 2 cadeiras para obesos. Vallet: R$ 25.
Facebook: facebook.com/vivoencena – Instagram: @vivoencena
Vendas: www.ingressorapido.com.br e 4003.1212
Sexta às 21h30 | Sábado às 21h | Domingo às 18h
Ingressos:
Sexta e Domingo R$ 80 (Setor A) | R$ 40 (Setor B)
Sábado R$ 80 (Setor A) | R$ 50 (Setor B)
R$ 20 no final de semana de estreia dias 28, 29 e 30 de Outubro
Duração: 65 minutos
Recomendação: 16 anos
Pré estreia para convidados: dia 27, quinta, às 21h30
Estreia dia 28 de Outubro de 2016
Temporada: até 18 de Dezembro
Ficha Técnica:
Texto: Walter Daguerre
Direção: Paulo de Moraes
Elenco: Eriberto Leão e Renata Guida
Direção musical: Ricco Vianna
Músicos: Antonio Van Ahn (teclado), Felipe Barão (guitarra) eRorato (bateria)
Cenografia: Paulo de Moraes
Figurinos: Rita Murtinho
Iluminação: Maneco Quinderé
Assessoria de Imprensa: Morente Forte
Produção executiva: Denise Escudeiro e Bruno Luzes
Produção e coordenação de comunicação: Barata Comunicação
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