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Entrevistas e dicas de espetáculos

Entrevista com Eriberto Leão, que está finalizando temporada de sucesso do musical Jim no Teatro Vivo, São Paulo
Publicado em 11/12/2016, 23:00
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20 anos de profissão... 20 anos que acompanho a sua trajetória... 20 anos de preparação para viver Jim... Eriberto tem uma trajetória de sucesso no teatro, na TV e cinema.

Formado em Artes Cênicas pela EAD (Escola de Arte Dramática), o seu primeiro trabalho profissional foi o inesquecível espetáculo Ventania, com direção de Gabriel Villela e texto de Alcides Nogueira (1996).

Tive o privilégio de entrevistá-lo em duas ocasiões: durante a temporada de Alma de Todos os Tempos, direção de Villela, e também na temporada de Fala baixo senão eu grito, espetáculo em que ele contracenava com Ana Beatriz Nogueira, direção de Paulo de Moraes.

No momento, está em cartaz com Jim, que celebra a trajetória de Jim Morrison (do grupo The Doors) através da música e coloca em evidência os pensamentos desse grande nome do rock mundial (1943 - 1971).

O musical estreou no Rio de Janeiro, em 2013, viajou por várias cidades e está em cartaz no Teatro Vivo, em São Paulo, até 18 de dezembro.

Jim foi vencedor do prêmio Prêmio APTR 2014 nas categorias Melhor iluminação e Melhor Música, além de diversas indicações aos prêmios Shell e Cesgranrio,

No palco, Eriberto interpreta João Mota, um homem que está diante do túmulo de Jim Morrison, em Paris, no cemitério Père-Lachaise, com uma arma em punho. Ele não conheceu o vocalista do The Doors pessoalmente, mas sempre buscou ter uma vida como a do artista.

João não conseguiu nenhuma notoriedade na sua existência e chegou aos 40 anos sem nenhuma perspectiva de futuro. Ele pretende acertar as contas com Jim, mas a aparição de uma mulher (Renata Guida), que representa Pamela Morrison (esposa de Jim), a mulher de João Mota e a mãe Terra podem mudar o seu destino.

Jim Morrison e João Mota se encontram num musical alucinante, que toca em assuntos importantes num momento em que as ideologias perdem cada vez mais força. Num momento em que o desrespeito ao próximo, bem como o preconceito ainda são reinantes e ocasionam tragédias. A voz de desse extraordinário cantor, compositor e poeta norte-americano se faz necessária.

Jim é o resultado de um sonho que Eri carregou durante anos e o sucesso desse trabalho comprova o seu talento para papeis diversos. Almejava levar o legado de Jim para o teatro desde quando fez Alma de Todos os Tempos.

Para ¨Alma¨, formou uma banda chamada Estranhos (Eriberto - vocal e guitarra, Johnny Monster, baixo, e os irmãos Jeff, bateria, e Jaques Molina, guitarra), e desde aquela época demonstra competência para o canto. No decorrer dos anos, no entanto, conseguiu um aprimoramento que impressiona, tal a qualidade da sua performance no palco.

Eriberto ficou encantado com o talento de Jim Morrison aos 18 anos e ficou fã desde então do artista, sempre divulgando o seu pensamento sobre a vida e a arte.

O projeto era para ser um monólogo, mas a entrada de Renata Guida vivendo as personagens femininas ressaltou o caráter poético e simbolista do espetáculo.

O ator é um profissional que se joga de corpo e alma para viver todos os seus personagens, pois, segundo ele , "A arte verdadeira não tem rede de proteção".

Para quem não sabe, ele é natural de São José dos campos, mas é paulistano de coração (foi criado em São Paulo e hoje reside no Rio de Janeiro). Para o ator estar em cartaz na capital paulista é um grande prazer.

Vale a pena citar trabalhos que realizou:

No teatro: A Mecânica das Borboletas, de Walter Daguerre e direção de Paulo de Moraes (2012); Fala Baixo Senão eu Grito, de Leilah Assumpção e direção de Paulo de Moraes (2007); O Karma Cor de Rosa, de Vicente Pereira e direção de Marcus Alvisi e Bruxas de Salém, de Arthur Miller, direção de Antônio Abujamra e João Fonseca (2003); - O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de José Saramago e Maria Adelaide Amaral e direção de José Possi Neto (2001/02); Alma de Todos os Tempos, direção de Gabriel Villela (1999) e Ventania, de Alcides Nogueira, também direção de Villela (1996).

Entre os filmes: Assalto ao Banco Central, direção de Marcos Paulo; Malu de Bicicleta, dirigido por Flávio Ramos Tambellini e com roteiro de Marcelo Rubens Paiva (2011); Um Homem Qualquer, dirigido por Caio Vecchio (2009) e Onde Andará Dulce Veiga, direção de Guilherme de Almeida Prado (2008).

Na TV, a novela das seis da Globo Êta Mundo Bom! foi o seu último trabalho. Antônio dos Milagres, na Rede CNT, foi o seu primeiro trabalho em telenovela e O Amor Está No Ar foi a primeira participação na Rede Globo. Com Cabocla começou uma carreira sólida na TV. Sinhá Moça, Paraíso, Insensato Coração e Amor à Vida estão entre os destaques.

Entrevista

Nanda Rovere - 20 anos de profissão... 20 anos que acompanho a sua trajetória...20 anos de preparação para viver Jim... Fale um pouco sobre a importância desse musical na sua carreira.
Eriberto Leão - Não poderia ser mais propício comemorar essa data com esse trabalho, fazendo um espetáculo extremamente coerente com a minha trajetória e necessário para os próximos caminhos que estou escolhendo para a minha vida artística. Um momento de amadurecimento e que vai influenciar muito nas minhas próximas escolhas. O Jim é pensado como uma trilogia de mestres importantes na minha vida que eu pretendo homenagear. Desses mestres, o Jim Morrison sempre foi o primeiro, mas a escolha dos outros está em constante mutação, de acordo com o que está acontecendo no nosso país, no mundo e comigo também. Por esse motivo, não posso adiantar mais nada. Ano que vem, eu já começo a trilhar esses projetos.


NR – Quando você descobriu o Jim Morrison, o que mais te encantou no pensamento de Jim e como ele guia a sua vida e trabalho? E as músicas desse grande ícone do rock?
EL – Ele me apresentou a contracultura e ela pautou a minha vida durante esses anos todos. Eu sempre busquei ter a consciência da diferença entre o entretenimento e a arte e no teatro eu sempre optei pela arte e devo muito à contracultura na escolha do meu caminho. Isso sempre me ajudou muito na decisão sobre o que eu quero falar, sobre o que estou expressando. O teatro é o meu lugar sagrado e os responsáveis por eu descobrir que existe esse lugar (e que eu tenho que mantê-lo) foram o Jim Morrison - o The Doors - e todos os mestres com quem eu trabalhei. Todo esse processo começou com o Gabriel Villela, que sempre me mostrou o teatro mágico, o ritualístico e o sagrado. Ventania, o meu primeiro trabalho profissional, foi direção dele e eu pisava no palco dedilhando The End, o que foi uma proposta que ele acolheu porque o meu personagem precisava tocar uma música antes dele se descobrir com HIV. The End era perfeito


NR – Quais músicas do The Doors te tocam em especial (além, claro, de The End, que você acabou de citar). Detalhe um pouco sobre o aprendizado que a obra do Jim Morrison proporciona.
EL – Todas, tanto que foi muito difícil escolher as músicas para a peça. Eu opinei, mas essa tarefa deixei nas mãos do diretor Paulo de Moraes. O The Doors tem que ser visto com toda a sua discografia. Desde o primeiro disco até o último eles têm uma jornada filosófica, poética e musical que é extremamente coerente. No último disco fica muito claro que existe uma grande mensagem em todas as obras e eu vou resumir: É você ter uma visão além do alcance, ver além do que o sistema coloca como verdade. A nossa civilização optou por um caminho que vai contra determinadas leis que o The Doors considera importantes e eu também considero, como por exemplo, você enfrentar os seus medos, sentir a sua dor, não fugindo dela; não se anestesiar; enfrentar os seus demônios para compreendê-los melhor e devorá-los (que é também o que Nietzsche prega).


NR –Você citou Nietzsche ... Fale um pouco sobre os artistas que inspiraram Jim.
EL – O The Doors levanta questões filosóficas dos grandes mestres que vieram antes deles, como o Nietzsche e William Blake. Toda a geração da contra cultura me interessa como uma questão de sobrevivência e ela está relacionada com o teatro que eu faço, que é vital para mim. O teatro é o lugar onde eu posso mostrar minha alma como ela realmente é.


NR - Quando assistimos ao musical Jim percebemos o quanto Jim Morrison é atual e o quanto a contracultura se faz essencial...
EL - Ele é atual e eterno. Não podemos nos esquecer de que a contracultura surgiu num momento extremamente conservador nos EUA. Foi durante o governo Nixon e a Guerra do Vietnã que bandas como o The Doors e Led Zeppelin (um pouco depois) fizeram as suas grandes canções e colheram frutos nesse sólido árido. O The Doors está cada vez mais atual, sobretudo agora com essa guinada conservadora no mundo. Vejo que temos a oportunidade de fazer belas colheitas hoje porque a arte funciona muito bem na oposição. Você tem que ouvir e respeitar quem pensa diferente de você. O grande problema que estamos vivendo é que as pessoas não se respeitam, todos são ¨ os senhores da verdade¨ e a arte tem que ser por essência dialética, com um diálogo constante em busca do melhor.
E neste sentido, a contracultura representa um diálogo a partir da oposição e a compreensão de que da oposição você chega a um outro caminho, que não é esperado por nenhum dos lados. O resultado desse embate é alquímico porque hoje há luz e trevas por todos os lados.


NR- E como mudar essa situação complicada em que vivemos, na sua opinião?
EL -Se as pessoas lessem mais e consumissem mais a arte, teríamos outro tipo de consciência e de opinião em relação às possibilidades de transformação no mundo. Se as pessoas se alimentam somente de entretenimento, como elas podem ter opinião crítica? Aí o embate de opiniões não leva ninguém para lugar algum. As pessoas não estão sabendo dialogar... a dialética está sumindo e não pode existir um mundo sem dialética. Eu acredito que a mudança acontece a partir da busca da verdade. Eu busco a verdade e também a humildade do aprendizado, pois eu não sei das coisas... Eu quero aprender e expor a minha opinião, com respeito, sem violência. Vou parafrasear o Alceu Valença, que representa a contracultura e faz sucesso. Vi um vídeo do Alceu, maravilhoso, onde ele encontra um grupo de músicos nas ruas do Rio de Janeiro e eles estão tocando Anunciação. Ele canta com essas pessoas com naturalidade e simplicidade. E no final ele diz essas palavras: ¨Música com alma é arte. Agora, música sem alma é entretenimento, é uma merda¨. O que está acontecendo no mundo não me causou surpresa alguma porque as pessoas optaram por isso, tudo o que é consumido hoje é de uma superficialidade absurda... Estamos consumindo sem alma, música sem alma.
(Alceu Valença canta e dança com Musicos de Rua no Rio de Janeiro - Link: https://www.youtube.com/watch?v=08TFGbCqdFA)


NR - Gostaria que destacasse falas do musical, já que elas são tão oportunas e necessárias...
EL- Quando ele fala ¨vamos recriar o mundo, somos jovens demais pra sermos velhos, o palácio da concepção (da criação) está ardendo¨.
Temos a possibilidade de recriar o mundo real e não acreditamos mais nisso. Só que quando estamos em contato com a arte ela te dá a certeza que existe, sim, essa possibilidade. O problema é que as pessoas optaram por consumir muito mais entretenimento do que arte e a consequência natural disso será o fim dos sonhos e das utopias.


NR - Em Alma de todos os tempos você tinha formado uma banda e cantava muito bem. Mas vejo um aprimoramento vocal nesses 17 anos. Como é a sua preparação para estar no palco? Você já disse que é um homem musical e que usa a música na criação dos personagens. Como ela influi, contribui para essa criação?
EL - A música continua me guiando sempre, mesmo quando os personagens que interpreto não têm relação com a música. Construo os meus personagens a partir de uma trilha sonora e o meu último trabalho, na novela Eta Mundo Bom, foi construído totalmente em cima do tango.


NR - Você se considera um homem de teatro. Como é estar no palco, em especial agora, dando voz ao Jim Morrison?
EL - Em Jim acontece algo mágico porque eu canto como o Jim Morrison cantava. Claro que eu tenho a minha técnica, meus estudos, mas existe algo mágico quando entro em cena, que somente o teatro tem. O teatro é um lugar sagrado. O próprio Fauzi Arap fala que ele pertencia a ordens secretas e que todas essas ordens imitam o teatro com os seus rituais e simbolismos. O teatro é a maior ordem que existe porque é inclusivista, é para todos que quiserem assistir, e você pode compartilhar e dividir esse ritual com o público.
Existe arte na televisão e no cinema, mas só o teatro é que possibilita um ritual, mágico, porque ele acontece ao vivo.


NR – Da última vez que o entrevistei, você tinha 3 anos de experiência contínua na TV... O que pode falar da sua trajetória na telinha?
El- Nos últimos anos eu tenho feito muita televisão e amadureci muito. Tenho grande prazer em fazer novelas e as considero muito importante na minha carreira, mas no momento estou fazendo uma curva numa direção mais autoral e isso vai me influenciar nas minhas escolhas futuras na TV.


NR – Jim fez temporadas no Rio, com sucesso de público e crítica, viajou. Qual o balanço que voce faz da trajetória dessa peça?
EL- Eu viajei o Brasil todo e estou muito realizado. Graças ao Vivo Em cena pudemos viajar e agradeço também aos nossos patrocinadores do início também. Graças ao Vivo Em Cena pudemos fazer de Manaus a Porto Alegre, sempre com sessões lotadas e com uma potência absurda de retorno. Foi o público mais eclético que eu já tive na vida, desde pessoas com sessenta e poucos anos de idade (a mesma idade que o Jim Morrison teria hoje) até adolescentes. O Jim me trouxe prêmios e conquistas importantes para a minha carreira teatral. É o meu trabalho mais importante, sem dúvida nenhuma, e ele tem uma continuidade com relação à minha autoralidade, uma curva essencial na minha vida e sem volta. Ainda não consigo dizer o que vai acontecer, mas digo que muitas coisas boas estão por vir. Se você pegar todas as minhas entrevistas, tenho os mesmos discursos desde que você me conheceu na época em que eu fazia Alma de Todos os Tempos (só que amadurecidos).


NR – Para finalizar, em qual cena você está de olho?
EL- Eu estou de olho na sincronicidade absurda do Nobel do Bob Dylan, na guinada conservadora no mundo e como a escolha do Dylan para o Nobel não foi compreendida pelas pessoas. Toda uma geração teria que ser homenageada por esse prêmio. De William Blake a Kerouac, toda a geração do rock dos anos 60 e os nossos poetas da música, como Renato Russo, Cazuza, Raul Seixas, Belchior. Ninguém da imprensa levantou essa questão. Uma geração inteira entrou em lugares muitos perigosos da alma e da psique humana. Eles mostraram coisas importantes e não estamos dando a eles o devido valor. Temos que subir nos ombros desses mestres para enxergarmos uma solução para o nosso momento atual.


NR – E Eriberto fez questão de frisar:
EL- A única solução para a nossa sociedade é através da arte e da leitura dos grandes mestres com atenção, para assim nos inspirarmos e chegarmos a novos paradigmas. As pessoas se contentam com discussões em redes sociais e com o entretenimento, num momento em que é tudo é proibido em nome de um politicamente correto hipócrita. Os mestres estão aí para serem lidos e a maioria das pessoas não quer conhecê-los; elas não estão sendo educadas para isso. Espero que as pessoas compreendem o quanto a união é essencial. O teatro é o lugar onde essa união deve acontecer. São Paulo é uma cidade propícia para isso porque as companhias de teatro são muito vivas. É preciso ter mais discussões e fugir das polarizações. A nossa política é a arte e a arte é a nossa política. Isso é o que penso, mas deixo bem claro que respeito toda e qualquer opinião diferente da minha. Sou dialético e acredito na frase do William Blake: ¨A oposição é amizade verdadeira, desde que se tenha respeito¨.


Se você ainda não foi conferir Jim, corra para o teatro Vivo até o dia 18 de dezembro, pois não existe previsão de volta desse musical: ¨Jim é um espetáculo muito vivo e as coisas foram acontecendo... Tudo pode acontecer no ano que vem, até mesmo a peça voltar para o Rio... Mas eu não estou preocupado com isso. Porque para mim o ciclo de Jim acaba em São Paulo. São três anos e vai ser muito bonito se eu acabar com esse espetáculo aqui na minha cidade. Graças a Deus estamos lotando e tem mais duas semanas. Quem tiver que vir, virá!


Fotos da entrevista: Fabricio Matheus
Obrigada pela preciosa contribuição.


Matéria no De Olho Na Cena
http://www.deolhonacena.com.br/index.php?pg=3a2b&sub=137#linha
http://www.deolhonacena.com.br/index.php?pg=3a2b&sub=136#linha

Do Túnel do Tempo:
Entrevistado: Eriberto Leão
Por Nanda Rovere
http://www.del.art.br/entrevistas/eriberto.html

JIM
Teatro VIVO (274 lugares)
Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 (antigo 860) – Morumbi
Informações: 3279.1520 e 97420.1520
Bilheteria: de terça a domingo, a partir das 14h. Aceita todos os cartões de crédito e débito. Acessibilidade: 6 lugares para cadeirantes, 2 lugares para mobilidade restrita e 2 cadeiras para obesos. Vallet: R$ 25.
Facebook: facebook.com/vivoencena – Instagram: @vivoencena
Vendas: www.ingressorapido.com.br e 4003.1212
O Programa Vivo Encena teve foco no teatro musical com #Jim e #OGrandeSucesso, e no teatro que traz a música como elemento de suma importância, #RainhasdoOrinoco, Direção Gabriel Villela. Três excelentes espetáculos e que evidenciam o objetivo do Programa, que é valorizar o teatro de qualidade e promover debates sobre o fazer teatral.
Sexta às 21h30 | Sábado às 21h | Domingo às 18h
Ingressos:
Sexta e Domingo R$ 80 (Setor A) | R$ 40 (Setor B)
Sábado R$ 80 (Setor A) | R$ 50 (Setor B)
R$ 20 no final de semana de estreia dias 28, 29 e 30 de Outubro
Duração: 65 minutos
Recomendação: 16 anos
Pré estreia para convidados: dia 27, quinta, às 21h30
Estreia dia 28 de Outubro de 2016
Temporada: até 18 de Dezembro

Ficha Técnica:
Texto: Walter Daguerre
Direção: Paulo de Moraes
Elenco: Eriberto Leão e Renata Guida
Direção musical: Ricco Vianna
Músicos: Antonio Van Ahn (teclado), Felipe Barão (guitarra) e Rorato (bateria)
Cenografia: Paulo de Moraes
Figurinos: Rita Murtinho
Iluminação: Maneco Quinderé
Assessoria de Imprensa: Morente Forte Comunicações Célia Forte Selma Morente Beth Gallo Daniela Bustos Thais Peres Forte
Produção executiva: Denise Escudeiro e Bruno Luzes
Produção e coordenação de comunicação: Barata Comunicação Eduardo De Souza Barata

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DE OLHO NA CENA BY NANDA ROVERE - TUDO SOBRE TEATRO, CINEMA, SHOWS E EVENTOS Sou historiadora e jornalista, apaixonada por nossa cultura, especialmente pelo teatro.Na minha opinião, a arte pode melhorar, e muito, o mundo em que vivemos e muitos artistas trabalham com esse objetivo. de olho na cena, nanda rovere, chananda rovere, estreias de teatro são Paulo, estreias de teatro sp, criticas sobre teatro, criticas sobre teatro adulto, criticas sobre teatro infantil, estreias de teatro infantil sp, teatro em sp, teatros em sp, cultura sp, o que fazer em são Paulo, conhecendo o teatro, matérias sobre teatro, teatro adulto, teatro infantil, shows em sp, eventos em sp, teatros em cartaz em sp, teatros em cartaz na capital, teatros em cartaz, teatros em são Paulo, teatro zona sul sp, teatro zona leste sp, teatro zona oeste sp, nanda roveri,

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