Estreou em janeiro de 2016 no Centro Cultural São Paulo.
A peça fala sobre as guerras e parte de movimentos como o Cangaço e guerras não oficiais intituladas como revolta, ou bandit.
O espetáculo é aprofunda a pesquisa da Cia Teatro Balagan sobre à narrativa e ao ator narrador, foco de investigação constante desde a fundação da companhia.
SINOPSE
Nas vinte crônicas independentes que compõem CABRAS – cabeças que voam, cabeças que rolam, a GUERRA é o tema central. A vingança, o ethos guerreiro, o inimigo, os conflitos parentais, o nomadismo são narrados ou cantados por vozes humanas, de animais e, ainda, vozes de seres (a natureza, objetos), que revelam suas perspectivas, delimitam o território e a aventura de estar fora dele.
A composição dramatúrgica, criada por Luís Alberto de Abreu e Maria Thaís, é formada por vinte pequenas crônicas escritas por Luís Alberto de Abreu, organizadas no espetáculo em quatro (04) partes (cada uma contendo cinco textos narrativos):
Partes
Guerra – a guerra parental (em que as tensões entre grupos familiares, como um fogo de monturo que, aparentemente apagado, pode reacender-se ao menor vento), do ethos guerreiro, da arma que espera a hora que vai matar.
Guerra-Fé – a guerra inscrita nos corpos - marcados pela escravidão do negro, pela dizimação cultural do índio, pela submissão do mestiço - daqueles que persistem e revelam outras visões de mundos.
Guerra-Festa - a guerra que permite a inversão do mundo - ou a criação de um mundo sem fronteiras - no qual a sua dimensão simbólica e mítica se traduz em dança, poesia, música e vestimenta; e, finalmente,
Guerra - Fogo, Paz, Fogo – a inevitável alternância entre guerra-paz-guerra, dos cabras “que não se espantam com a aspereza das pedras”.
O repertório musical e sonoro, investigado e praticado durante todo o processo de pesquisa, é resultado do trabalho de muitas mãos – direção, atores, do músico Alício Amaral, professor de rabeca durante todo o processo de investigação – e, na versão final do espetáculo, contou com a Direção Musical de Dr Morris. Construída a partir de dois instrumentos principais – a voz e a rabeca – a sonoridade é formada por cantos tradicionais (Brasil, México,Colômbia), cantos que remetem ao Cangaço, além de músicas especialmente compostas para o espetáculo.
FICHA TÉCNICA
André Moreira, Deborah Penafiel, Flávia Teixeira, Gisele Petty, Gustavo Xella, Jhonny Muñoz, Maurício Schneider, Natacha Dias, Val Ribeiro e Wellington Campos.
Direção Maria Thaís
Assistente de Direção Murilo De Paula
Texto Luís Alberto de Abreu
Dramaturgia Luís Alberto de Abreu e Maria Thaís
Cenografia e Figurino Márcio Medina
Direção Musical Dr Morris
Iluminação Aline Santini
Montagem e Operação de Luz Michelle Bezerra
Design Gráfico Regina Cassimiro
Produção Géssica Arjona
TEATRO JOÃO CAETANO
Rua Borges Lagoa, 650
Vila Clementino – São Paulo
CEP 04038-001
Telefones: (11) 5573-3774 / 5549-1744
Mapa: https://goo.gl/maps/LEqKnfELJJk
Temporada: DE 03 A 26 DE FEVEREIRO DE 2017
HORÁRIO: SEXTA E SÁBADO ÀS 21 HORAS E DOMINGO ÀS 19 HORAS
DURAÇÃO: 120 minutos
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: 12 anos
LOTAÇÃO DO ESPETÁCULO: 400 pessoas
INGRESSO: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia entrada
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