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Entrevistas e dicas de espetáculos

O ator Felipe Hintze integra o elenco do musical Senhor das Moscas, direção Zé Henrique de Paula, no Teatro Popular do Sesi, em São Paulo. Além de estar em cartaz no teatro, participa de Malhação - Viva a Diferença, na Rede Globo
Publicado em 09/05/2017, 01:28
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O campineiro Felipe Flaitt Hintze tem apenas 24 anos e uma experiência profissional digna de muitos aplausos.

Começou a fazer teatro na escola e assim que descobriu o amor pela arte de atuar, foi atrás do aprendizado e está sempre em busca de aprimoramento.

Estudou Cinema em Paulínia, cidade vizinha a Campinas, no curso no Departamento de Teatro da Secretaria Municipal de Cultura de Paulínia e participou do workshop Pensando Cinema no Festival de Paulínia, com Sandra Corveloni.

Na época em que estudava na Escola de Atores Wolf Maya, já em São Paulo, fez teste para o espetáculo A Toca do Coelho, de David Lindsay-Abaire e direção de Dan Stulbach. Ganhou o papel de um adolescente e atuou ao lado de Maria Fernanda Cândido, Reynaldo Gianecchini, Selma Egrei e Simone Zucato. Foi o seu primeiro trabalho de visibilidade na capital paulista e foi chamado para teste na Rede Globo. Produziu o espetáculo o Corte, de Mark Ravenhill, direção de Daniel Lopes e no elenco, além de Felipe, Hélio Cicero, Adriana Pires e Felipe Ramos. Em 2014, integrou o elenco da minissérie Dupla Identidade, de Glória Perez e direção de Mauro Mendonça Filho. Teve o seu talento reconhecido e foi convidado para interpretar o personagem Eziel em Verdades Secretas, com o mesmo diretor (2015). Também atuou na série Supermax - Internacional - Globo. No momento, além de estar em cartaz no Teatro Popular do Sesi com o infanto-juvenil O Senhor das Moscas, direção de Zé Henrique de Paula, está em Malhação - Viva a Diferença. No cinema, participou do filme A Despedida, de Marcelo Galvão, e Minha Mãe é Uma Peça 2, de Paulo Gustavo.

Nessa entrevista, Felipe fala sobre a sua trajetória na TV, cinema e teatro, especialmente de atuar pela primeira vez num musical, o Senhor das Moscas, no Teatro Popular do Sesi, em São Paulo.

As sessões são gratuitas e você não tem desculpa para deixar de conferir o trabalho desse ator muito talentoso. Com certeza já é um nome de importância no cenário das Artes Cênicas na atualidade.

ENTREVISTA

Nanda Rovere - Como é trabalhar com o Zé Henrique e estar com atores tão jovens e talentosos no palco *ainda mais num espetáculo que é gratuito)?
Felipe Flaitt Hintze - É um sonho! Sempre fui apaixonado pelo trabalho do Núcleo e do Zé Henrique de Paula. O Zé é genial. Um diretor com tanta sensibilidade que gerencia tudo com tanta maestria e delicadeza. Ele é fantástico. Os meninos que fazem parte do elenco já fazem parte da minha vida. A sintonia que conquistamos em tão pouco tempo é surpreendente. Eles são muito generosos e talentosos! É uma honra poder trocar com eles.

NR - Como foi que entrou para esse elenco?
FH - O Zé me convidou para fazer uma leitura de uma outra peça lá no Núcleo. Quando acabamos a leitura, ele me contou sobre o Senhor das Moscas e rolou o convite.

NR - E a criação do personagem, como é interpretar uma criança ( em nenhum momento você é caricato)?
FH - É um grande desafio. Eu sempre me atentei para não ter uma interpretação caricata, sair do estereótipo da criança. Busquei colocar sempre a verdade e deixar o mais natural possível. Me inspirei também em algumas atuações de crianças geniais como em "Stranger Things", vi o musical Carrossel, também dirigido pelo Zé, para notar a energia cênica deles.

NR - E musical, como é a sua preparação para estar no palco e cantar e interpretar?
FH - Eu nunca tinha cantado no palco. Foi uma experiência que adquiri graças a Fernanda Maia, diretora musical do espetáculo. Não é fácil cantar, dançar e atuar ao mesmo tempo. Demanda um bom condicionamento físico. Mas graças a equipe do Núcleo conseguimos conquistar isso. Tivemos uma preparação completa e extensa, fazíamos cross fit cantando!! Essa experiência foi muito enriquecedora.

NR - A preparação e expressão corporal nesse espetáculo é realmente incrível...
FH- Temos dois profissionais incríveis que nos ajudaram muito nessa construção corporal: Inês Aranha e Gabriel Malo. Algumas cenas montamos em cima de um método desenvolvido pela Inês e pelo núcleo de estações corporais. Pegamos referências de obras de artes para criar gestos e movimentos.

NR - O que mais chama a sua atenção nesse texto?
FH - Eu amo esse texto. Sou fã do romance. Uma vez me falaram que esse livro é essencial para a construção do caráter do ser humano. Acredito muito nisso. A mensagem que o texto passa é de uma reflexão necessária, ainda mais nessa fase de crescimento, de formação.

NR - Como é falar para um público jovem? Exige mais do ator fazer um espetáculo que é voltado para esse público?
FH - É desafiador. O jovem é bem exigente. Eles são muito sinceros. Isso só me estimula para fazer sempre um trabalho melhor com mais verdade.

NR - Na peça tem muitas falas preconceituosas com relação ao seu personagem. O que você pode dizer com relação ao preconceito hoje com relação a quem não está no chamado peso ideal? (li em entrevistas que você nunca se entregou a essa busca doentia pela magreza)...
FH - Abomino qualquer forma de preconceito. O bonito é ser feliz! Fico muito contente quando faço uma personagem que levanta essas questões. Infelizmente muitas pessoas sofrem com isso e uma forma de combater esses preconceitos é a abordagem. Tem que ser falado. É bom quando a minoria é representada. Essa identificação é importante. Se a frase "ditadura da beleza" fosse boa não teria como ter a palavra "ditadura". As pessoas têm que aceitar as diferenças dos outros. É tão bom ser diferente. É tão belo!

NR - Você é tão novinho e já tem uma segurança absurda em cena, já trabalhou com artistas super experientes... (Fale um pouco sobre a sua experiência no teatro, a participação na toca do Coelho, na peça O Corte e na TV)...
FH - Eu tenho um carinho muito especial pela ¨Toca¨, que foi meu primeiro trabalho profissional. Eu fiz um teste com mais de 300 concorrentes e passei. O Dan Stulbach foi a primeira pessoa a acreditar no meu trabalho e me dar uma oportunidade nesse meio, sou muito grato a ele. Aprendi muito com a Maria Fernanda Candido e a Selma Egrei. Na TV, aprendi muito com a Marieta Severo em Verdades Secretas e com a atriz Argentina Cecilia Roth, a diva do Almodóvar, quando fiz Supermax Internacional. Todos sempre muito generosos e dispostos a ensinar. É tão bom aprender com quem tem experiência! O Corte foi uma experiência única. Foi uma peça idealizada por mim e pelos meus parceiros Daniel Lopes e Adriana Pires. Percebi que o ator também precisa se produzir. Aprendi muito com esse projeto. Eu tenho essa vontade de produzir coisas próprias.

NR - Por falar em TV, você vai fazer Malhação e está num espetáculo infanto-juvenil...Coincidentemente dois trabalhos voltados para a mesma faixa etária de público.
FH - É incrível como as coisas se encaixam. Fiquei muito feliz quando consegui conciliar os dois trabalhos. Os públicos conversam muito entre si! Trabalhar para eles é muito prazeroso e ao mesmo tempo árduo. Eles são exigentes e sabem o que querem. Mas também tem uma sensibilidade única da juventude que consegue capitar detalhes que só uma alma jovem consegue ver.

NR - Fale de maneira mais profunda como foi participar de Supermax, Dupla Identidade e Verdades Secretas ( que voc~ed já citou acima)? Como foi a preparação para esses personagens?
FH - Sou muito grato ao Mauro Mendonça Filho, ele dirigiu tanto Dupla quanto Verdades. Essas duas experiências foram fantásticas para mim. Foram trabalhos que eu me orgulho muito de ter feito. Verdades foi uma marco na TV. Até hoje as pessoas lembram da novela. Supermax foi uma outra experiência única. Tive que atuar em outra língua. Mas graças à equipe da série, que me recebeu tão bem, tudo deu certo e adquiri experiência rápida.

NR - O que é fama e sucesso para você, já que conquistou visibilidade como ator tão cedo?
FH - Eu não penso em fama. Eu escolhi essa profissão por que isso me realiza como pessoa. Eu amo muito o que eu faço. Gosto de tocar pessoas com o meu trabalho. Gosto desse poder transformador que o teatro tem. Ser ator, fazer arte é a minha colaboração para um mundo melhor. Se isso vier, que venha por consequência de um bom trabalho. Mas fama e sucesso nunca é o objetivo principal.

NR - Você começou a se interessar por teatro em Campinas, fez curso de cinema em Paulínia e depois na Escola Wolf Maia. Como descobriu que queria ser ator e Qual a importância de ter feito escola de teatro?
FH - Minha mãe produzia teatro infantil e me levava sempre nas apresentações nas escolas. Ela sempre levou eu e minha irmã nas peças infantis. Sempre íamos ao teatro. Fui pegando o gosto! Comecei a fazer teatro na escola e depois fiz o curso de interpretação em Paulínia. Já sabia que queria ser ator, me mudei para São Paulo e fazia todos os cursos que eu podia. Fazia teatro de domingo a domingo. Ter feito uma escola foi essencial na minha formação, ela me direcionou para o mundo profissional. O ator sempre tem que estar estudando, lendo. Faz parte da nossa formação.

NR - E o cinema, fale sobre como foi participar de A Despedida e Minha Mãe é Uma Peça 2. Tem vontade de se dedicar a ele, e em outras funções além de ator?
FH - Fiz uma participação no filme do Marcelo Galvao, A Despedida e me apaixonei pelo cinema. Tenho muita vontade de fazer mais cinema. O Minha Mãe é Uma Peça também foi uma participação e infelizmente eles cortaram na edição. Provavelmente a cena deve conter nos créditos do DVD. Mas acontece e tudo bem!!

NR - No que você está de olho?
FH - Em oportunidades. Oportunidades de mostrar o meu trabalho e pode contar uma história boa, de interpretar um bom personagem.
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DE OLHO NA CENA BY NANDA ROVERE - TUDO SOBRE TEATRO, CINEMA, SHOWS E EVENTOS Sou historiadora e jornalista, apaixonada por nossa cultura, especialmente pelo teatro.Na minha opinião, a arte pode melhorar, e muito, o mundo em que vivemos e muitos artistas trabalham com esse objetivo. de olho na cena, nanda rovere, chananda rovere, estreias de teatro são Paulo, estreias de teatro sp, criticas sobre teatro, criticas sobre teatro adulto, criticas sobre teatro infantil, estreias de teatro infantil sp, teatro em sp, teatros em sp, cultura sp, o que fazer em são Paulo, conhecendo o teatro, matérias sobre teatro, teatro adulto, teatro infantil, shows em sp, eventos em sp, teatros em cartaz em sp, teatros em cartaz na capital, teatros em cartaz, teatros em são Paulo, teatro zona sul sp, teatro zona leste sp, teatro zona oeste sp, nanda roveri,

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