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Musical ¨Alegria, Alegria celebra os 50 anos da Tropicália - Com roteiro e direção de Moacyr Góes, o musical tem como grande destaque a presença da cantora Zélia Duncan
Publicado em 09/05/2017, 22:00
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Para comemorar os 50 anos da Tropicália, celebrar a história deste movimento que revolucionou a nossa música, estreia, no Teatro Santander, o musical Alegria, Alegria.
Com roteiro e direção de Moacyr Góes, um dos grandes nomes do nosso teatro e que pela primeira vez dirige um musical, Alegria, Alegria é formado por um elenco de 15 atores e tem como grande destaque a presença da cantora Zélia Duncan.

Para quem não sabe, Zélia fez curso de teatro na Cal, no Rio de Janeiro logo no início de sua carreira, e desde que idealizou esse espetáculo, Góes pensou na artista.

O diretor fala sobre a idealização desse projeto: ¨Tive a ideia de fazer o musical por diversas paixões, especialmente pela cultura brasileira. Uma paixão pelo Brasil e sua diversidade. Eu era menino quando as músicas tocavam nas rádios e eu escutava no quarto da empregada porque eu sou de uma família de esquerda tradicional e para eles a Tropicália era americanizada demais. Isso formou muito a minha cabeça. Considero importantíssimo trazer as músicas, marcadamente as composições do Caetano, porque ele e os outros artistas reivindicaram a liberdade de criar, de ser e a liberdade das escolhas, além de ter a capacidade de conviver com as diferenças¨, diz.

¨Estamos vivendo um tempo no Brasil muito difícil, no entanto, eu nutro uma esperança de que haja renascimento, o que é uma marca nossa. Fazer o ¨Alegria, Alegria¨ é tentar trazer para os dias de hoje um pouco de esperança e essa esperança está na diversidade do povo brasileiro, na capacidade de criar tão diversamente como Vicente Celestino e Gilberto Gil, declara, sinalizando que toda a sua equipe conseguiu fazer um excelente trabalho: ¨uma ode ao que temos de melhor e pode nos garantir algum futuro bem melhor do que o momento em que estamos vivendo agora¨, .

Zélia Duncan, que faz a narradora, estreia no teatro musical. A artista diz que recebeu o convite do Moacyr Góes com muita alegria e estar nesse trabalho é um desafio. ¨Estou aqui, antes de mais nada por causa do Moacyr, que conheço faz muitos anos e confio muito nele. Fico feliz de estar me arriscando no palco e ser dirigida nos movimentos, presenciando a composição das coreografias. É o tipo do risco entre aspas porque você sabe que se você cair, você cai gostoso¨, conta.

Zélia elogia todos os que compõem a ficha técnica e o elenco, com idades e diferentes habilidades. ¨Estou encantada¨, afirma, reforçando que está aprendendo todos os dias, ainda mais que num certo momento a artista está há mais de quatro metros e meio de altura, mas se entrega nas mãos do Moacyr.

¨Tenho a sensação de uma adolescente que está se arriscando dentro de um repertório que eu conheço de certa maneira profundamente. Todo dia estou aprendendo, complementa a cantora.

Além de Zélia, o elenco conta com Josi Lopes, Laura Carolinah, Luana Zenun, Nay Fernandes, Pamella Machado, Stephanie Serrat, Talitha Pereira, Bruno Fraga, Daniel Caldini, João Felipe, Luiz Araujo, Marcos Lanza, Patrick Amstalden, Cadu Batanero e Ingrid Gaigher.
Falar do Tropicalismo, mostrar para as novas gerações a importância desse movimento através do teatro, é uma ideia que merece aplausos.

Ele surgiu num momento em que a ditadura estava presente, numa realidade em que a violência e censura imperavam.

O pop-rock e o concretismo eram fontes de inspiração, sem deixar de lado a cultura popular brasileira. Era uma mistura de diversas tendências e retratava o sincretismo brasileiro de uma maneira criativa e inteligente, afinal contava com a criação de artistas de imenso talento.

O objetivo era transgredir a ordem estabelecida, romper barreiras estéticas e de linguagem (especialmente através da música, que se refletia também no comportamento dos seus representantes e em outras áreas artísticas).

O musical tem como eixo condutor as canções de Caetano, que ao lado de Gilberto Gil são as figuras mais emblemáticas do movimento, além de Gal Costa, Torquato Neto, Os Mutantes, Tom Zé (música); Hélio Oiticica nas Artes Plásticas; Glauber Rocha no cinema e José Celso Martinez Corrêa no teatro, entre outros.

A música que dá título ao musical, Alegria, Alegria, de Caetano, é com certeza uma das pérolas da nossa MPB, assim como Panis Et Circenses, de Caetano e Gil.

Para falar de um movimento como esse, claro que a abordagem cênica não poderia ser através de uma trama tradicional e, por esse motivo, o diretor optou por não fazer uma encenação ¨explicativa¨, didática , com a linguagem comum de um musical.

O diretor escolheu destacar especialmente as composições de Caetano por uma predileção pessoal e por considerar o cantor e compositor baiano a maior tradução do que foi o movimento. ¨Não é só pela qualidade de suas músicas. É pelo sentido deligerante, briguento e ativo que o Caetano assume na vida e na arte¨, avalia.

A trilha também conta com canções de artistas que influenciaram a Tropicália, como Tom Jobim, Luiz Gonzaga e Vicente Celestino.
O roteiro traz a história do tropicalismo, mas através de cenas e músicas que provocam no público sensações e emoções. ¨É um espetáculo para você sorver, diz Moacyr Góes.”.

O diretor também afirma que ¨Alegria, Alegria¨ mostra a riqueza da cultura brasileira. ¨Ela é muito diversa, acontece em todos os recantos. O que nos define é a diversidade de cores, de ritmos e de escolhas, que de alguma maneira os tropicalistas introduziram na nossa cultura através de músicas incríveis. Produziram obras de arte de tamanho valor e beleza que tudo isso ainda está muito vivo. Se eles tivessem defendido alguma bandeira ideológica ela teria morrido, tudo isso teria sido soterrado¨.

¨Existe uma pretensão sim de afirmar o Brasil como uma diversidade e que isso é bom. O sonho tropicalista era dar uma contribuição ao mundo que pudesse unir o nosso jeito tropical de ser com a civilidade. Esse é o nosso jeito e ninguém foge do que é¨, finaliza Góes..

Para a Equipe Criativa, o diretor convidou artistas com os quais já trabalhou e têm importância na sua trajetória pessoal e na cena cultural brasileira. Ary Sperling assina a direção musical e arranjos. A cenografia é de Helio Eichbauer, coreografia de Alonso Barros e figurino e visagismo de Fabio Namatame.

Thiago Gimenes (diretor vocal e regente) e Ary Sperling ( diretor musical) trabalharam juntos para trazer a linguagem do teatro musical para músicas que já possuem teatralidade, buscando preservar os arranjos originais.

Na cenografia, destaque para o vídeo cenário de Richard Luiz, que ajuda a contar a história da Tropicália, e uma bandeira criada por Helio Heichbauer, com várias configurações e sintetiza o espírito desse movimento.

Ficha Técnica
Roteiro e Direção: Moacyr Góes
Direção de Movimento e Coreografia: Alonso Barros
Direção Musical: Ary Sperling
Direção Vocal e Regência: Thiago Gimenes
Cenografia: Helio Heichbauer
Vídeo Cenário: Richard Luiz
Figurino e Visagismo: Fabio Namatame
Direção de Arte: Luis Bueno
Designer de Som: Tocko Michelazzo
Designer de Luz: Fran Barros
Assistente de Direção: Beatriz Lucci
Assistente de Coreografia: Ciça Simões
Assistente de Figurino: Juliano Lopes
Assistente de Cenografia: Marieta Spada
Produção de Cenografia: Jorge e Denis Produções Cenográficas
Produção de Vídeo Cenário: Rodrigo Arcangelo e Marcio Oliveira
Produção de Elenco: Giselle Lima
Produção Executiva: Jardel Romão
Produção Geral: Bárbara Guerra
Produtores Associados: Julio César e Moacyr Góes

Serviço:
Teatro Santander
Quintas e Sextas, às 21h00, Sábados, às 18h00 e 21h00, e Domingos, às 18h00. TEMPORADA: 13 de maio a 9 de julho de 2017
http://teatrosantander.com.br/programacao/alegria-alegria
Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 Itaim Bibi, São Paulo – SP
Bilheteria Teatro Santander
Complexo do Shopping JK Iguatemi
Horário de Funcionamento
Domingo a Quinta: 12h às 20h ou até inicio do espetáculo.
Sexta e Sábado: 12h às 22h.



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DE OLHO NA CENA BY NANDA ROVERE - TUDO SOBRE TEATRO, CINEMA, SHOWS E EVENTOS Sou historiadora e jornalista, apaixonada por nossa cultura, especialmente pelo teatro.Na minha opinião, a arte pode melhorar, e muito, o mundo em que vivemos e muitos artistas trabalham com esse objetivo. de olho na cena, nanda rovere, chananda rovere, estreias de teatro são Paulo, estreias de teatro sp, criticas sobre teatro, criticas sobre teatro adulto, criticas sobre teatro infantil, estreias de teatro infantil sp, teatro em sp, teatros em sp, cultura sp, o que fazer em são Paulo, conhecendo o teatro, matérias sobre teatro, teatro adulto, teatro infantil, shows em sp, eventos em sp, teatros em cartaz em sp, teatros em cartaz na capital, teatros em cartaz, teatros em são Paulo, teatro zona sul sp, teatro zona leste sp, teatro zona oeste sp, nanda roveri,

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