Depois de sucesso no Rio de Janeiro, musical que celebra os 90 anos de Ariano Suassuna estreia em São Paulo.
Luís Carlos Vasconcellos assina a direção, Chico César é o diretor musical que criou canções para o espetáculo, que chega à capital Paulista com várias indicações no prêmio CESGRANRIO: espetáculo, direção, direção musical, figurino, cenografia, iluminação, texto,ator (Adrén Alves, Alfredo Del-Penho e Renato Luciano).
Para colocar no palco todo o espírito popular contido na obra de Suassuna, que soube trabalhar muito bem também com o erudito, a idealizadora do projeto, a produtora Andrea Alves, da Sarau Agência, contou com a Cia. Barca dos Corações Partidos, ideal para colocar em evidência a riqueza cultural do Brasil.
O circo –teatro é a fonte de inspiração, já que Suassuna chegou a declarar para Andrea que era um palhaço frustrado e por isso o personagem de grande destaque do O Auto da Compadecida está entre os dos seus personagens prediletos.
‘Assim, surgiu a ideia de uma grande homenagem ao palhaço de Ariano e pensei na reunião da Barca dos Corações Partidos com o que eu chamo de “trio paraibano”. Assim foi sendo criada esta peça inédita, com músicas e texto originais, mas totalmente inspirada no legado de Ariano’, resume a produtora.
A ideia não foi realizar uma encenação biográfica, mas destacar aspectos de sua trajetória e de suas criações.
A concepção da dramaturgia e das canções foi criada nos ensaios que aconteceram a partir de oficinas circenses e viagens pelo Nordeste, chamado de Circuito Ariano Suassuna, as quais contaram com a companhia de Dantas Suassuna, filho de homenageado que levou os artistas para lugares importante na vida de seu pai na Paraíba e Pernambuco.
Na trama escrita por Braulio Tavares, o espectador acompanha uma noite de apresentação de uma trupe de circo-teatro. No picadeiro aparecem personagens icônicos de Ariano, como João Grilo e Chicó (O Auto da Compadecida’).
‘Quando entrei na história, já estava decidido que não seria um espetáculo Armorial e que teríamos a liberdade de subverter, de trazer o Ariano de outras formas. A criação foi toda impregnada de Ariano, de seus personagens e de seu universo, relata o diretor Luís Carlos Vasconcelos, que trouxe toda a sua imensa bagagem como palhaço para o processo. ‘É uma homenagem ao Ariano palhaço. O público é guiado por uma espécie de Palhaço Mestre de Cerimônias, como era habitual em seu teatro’, diz.
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