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Entrevistas e dicas de espetáculos

Entrevista com Gustavo Wabner - estreia dois projetos: Navalha da Carne, de Plínio Marcos, e o musical O Frenético, Dancin Days - Uma Festa Musical
Publicado em 22/08/2018, 22:00
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Gustavo Wabner é ator, diretor, dramaturgo. Entre atuações e direções, bem como trabalhos como assistente, já participou de mais de 40 trabalhos.

No momento, está com dois projetos: Navalha da Carne, de Plínio Marcos, que traz no elenco Luisa Thiré, Alex Nader e Ranieri Gonzalez e a direção de atores do musical O Frenético, Dancin Days - Uma Festa Musical, que tem direção geral de Débora Colker.

A montagem Navalha na Carne é protagonizada por Luisa Thiré, neta de Tônia Carreiro, que será homenageada com essa montagem. A estreia é dia 23 de agosto no Sesc Bom Retiro.

Tõnia Carrero, Emiliano Queiroz e Nelson Xavier encenaram Navalha na carne, em 1967, direção de Fauzi Arap, montagem, proibida pela Censura.

Conheci o seu trabalho quando ele foi assistente de direção de Gabriel Villela em Leonce e Lena, e também com Villela, foi assistente em Salmo 91 e O Soldadinho e a Bailarina ( assinou com Sergio Módena a adaptação da obra O Soldadinho de Chumbo para os palcos).

Outras realizações que fizeram temporadas em São Paulo desde então: Arte Da Comédia - De Eduardo De Filippo, Direção Sergio Módena (2014); Cine-Teatro Limite - De Pedro Brício, Direção Pedro Brício E Sergio Módena (2008); Um Circo De Rins E Fígados - Texto E Direção Gerald Thomas (2005); Os Vilões De Shakespeare - De Steven Berckoff. Direção Sergio Módena, Co-Direção Gustavo Wabner (2017); Macbeth - Diretor Assistente. De William Shakespeare, Direção Geral Ron Daniels (2015); Medida Por Medida - Diretor Assistente. De William Shakespeare, Direção Geral Ron Daniels (2016); S'imbora, O Musical - A História De Wilson Simonal - Diretor Assist. De Nelson Motta E Patrícia Andrade, Dir. Pedro Brício (2014).

ENTREVISTA
Gustavo Fala sobre a sua trajetória no teatro, as suas influências e seu trabalho em Navalha na Carne e no musical O Frenético Dancin' Days.

NANDA ROVERE - Se não me engano, é a primeira vez que você trabalha com um texto do Plínio Marcos. O que mais chama a sua atenção na obra Navalha na carne.
GUSTAVO WABNER - O texto de Navalha na Carne é uma obra-prima por vários motivos, mas talvez o principal deles seja que Plínio Marcos, de uma forma extremamente simples, consegue retratar através de seus personagens a essência do ser humano, com suas pequenas alegrias, angústias, desejos, e toda uma gama de contradições. É um texto genial pela sua aparente simplicidade: é um recorte da vida de três personagens, durante aproximadamente uma hora, mas que revela através de um microcosmos a realidade dura, não só de um setor significativo da nossa sociedade, mas também expõe questões pertinentes e que merecem ser expostas e debatidas, como a violência contra a mulher, a violência contra o homossexual, a prostituição, etc.

NR - Fale sobre a sua concepção para o espetáculo e a experiência de dirigir a Luisa nessa homenagem à Tônia.
GW - Plínio Marcos dizia que escrevia para os atores, e é verdade. A minha direção também foi nesse sentido. Meu maior cuidado e atenção foi para que trouxéssemos toda a humanidade possível através da interpretação. É um texto forte e visceral, porém cheio de nuances e que precisa ser interpretado por atores que se entreguem, tenham escuta e extensão dramática para dar vida aos personagens de forma profunda. Fui muito feliz na escolha do elenco. Eu já conhecia e já havia trabalhado com o Alex Nader, eu e ele como ator na montagem de Medida por Medida do Shakespeare, com direção do Gilberto Gawronski. O Ranieri Gonzalez eu conheço há muito tempo e sempre quis trabalhar com ele. E a Luisa Thiré é um caso antigo também. Eu e Luisa nos conhecemos faz quase vinte anos, e foi ela quem me indicou para trabalhar como diretor assistente do Naum Alves de Souza em 2004 (com quem trabalhei durante muito anos em vários espetáculos). Ela, de certa forma, é um pouco responsável por eu ter começado a dirigir. Somos amigos e temos uma grande identificação artística. Ter sido convidado por ela para dirigir Navalha na Carne foi uma felicidade e também uma responsabilidade muito grande. A nossa montagem é uma homenagem à Tônia Carrero, avó de Luisa e que interpretou magistralmente Neusa Sueli no teatro. Foi um processo extremamente leve e prazeroso, cheio de muito afeto e entrega de todos.

NR - Como é o processo no Dancyn Days. Dirigir os atores nesse primeiro musical da Debora Colker.
GW - Tenho muito respeito e admiração por Deborah Colker, foi um aprendizado ter trabalhado e convivido com ela. O processo foi completamente diferente de Navalha na Carne por vários motivos: é um musical, com 23 pessoas entre atores e bailarinos, muitos personagens, trocas de cenários, etc. Ter ensaiado as duas montagens ao mesmo tempo foi um grande desafio. Achei que eu não fosse conseguir no inicio, mas deu tudo certo.

NR - Nesse sentido, como é trabalhar com uma época de sucesso das discotecas, que você não teve um contato estreito ( mas que até hoje mantém o seu fascínio)?
GW - Sou muito ligado à música de uma forma geral. Ouço música 24 horas por dia e sou muito eclético. Adoro o universo pop, da música disco e tudo que ela representou para a cultura mundial.

NR - Você está sempre na ponte Rio/SP. Um privilégio diante desses tempos sombrios. Como é trabalhar nesses dois grandes polos de criação teatral? O que você destaca na sua trajetória?
GW - Eu sou um bicho de teatro e nunca trabalhei em uma coisa só. Acredito que o fato de eu nunca ter trabalhado somente com ator contribuiu para isso. Já fiz de tudo um pouco: produção, cenografia, figurino, contra-regragem, assessoria de imprensa e até bilheteria. Vou e estou onde tem trabalho. Adoro o lado meio cigano da nossa profissão. Amo trabalhar tanto no Rio quanto em São Paulo. São cidades e mercados diferentes e complementares ao mesmo tempo.

NR - Te conheci quando vc foi assistente do Gabriel em Leonce e Lena (depois você trabalhou com ele em Salmo 91 e O Soldadinho e a Bailarina. Desde então acompanho a sua carreira de ator, assinando também a direção e fazendo assistência para outros diretores ( além de já ter assinado a adaptação para o teatro de algumas obras e colaborado na criação de textos ). .. o ator influi no diretor e mesmo no dramaturgo? Como é exercer essas funções?
GW - O Gabriel Villela foi outra grande influência e com quem tive um enorme aprendizado. Fui seu diretor assistente em algumas montagens e tive a honra de adaptar (em parceria com Sergio Módena) para o teatro o conto de O Soldadinho de Chumbo, do Hans C. Andresen, que ele dirigiu. Tenho um enorme carinho e admiração por ele. Somo amigos e quase vizinhos em São Paulo. Tive a sorte de trabalhar (como ator ou diretor assistente) com diretores de linguagens e estéticas completamente diferentes. Tenho dentro de mim um pouco de cada um deles. Com certeza, o fato de eu ser ator influi no meu trabalho de diretor. Tenho uma admiração especial, um fascínio e um respeito muito grande pelo meu oficio. Ator é um bicho muito maluco e delicado. Amo os atores, principalmente os de teatro.

NR - Como ator e diretor você já realizou mais de 40 trabalhos ao todo. Sei que destacar trabalhos não é fácil, mas gostaria que você fizesse um pequeno apanhado das realizações .
GW - Minha formação é completamente calcada na prática. Minha escola foram as peças pelas quais passei, os professores e os diretores que me transmitiram os seus conhecimentos, meus colegas atores com os quais dividi a cena e as coxias. Todos eles, sem exceção, foram importantes para a minha formação, mas sem dúvida Naum Alves de Souza, Gabriel Villela e Sergio Módena são as minhas maiores influências.

Mais informações sobre Gustavo Wabner
https://www.gustavowabner.com/
Sinopse de Navalha na carne
Neusa Sueli é uma prostituta decadente e explorada por Vado, seu cafetão. Em meio a brigas e desavenças, ela vai às ruas para ganhar dinheiro, enquanto Vado sai com outras mulheres e passa a vida sossegado. O que eles não esperavam, era que Veludo, um homossexual que trabalha como faxineiro, roubasse todo o dinheiro que Neusa Sueli deixou para seu cafetão. Ao retornar da rua, Neusa é intimada por Vado, que inicia uma acirrada discussão com a amante por causa do sumiço do dinheiro. Veludo é chamado para esclarecer sobre o roubo, pois era a única pessoa que tinha acesso ao dormitório. Após uma calorosa e violenta discussão entre os três, Veludo finalmente assume a autoria do furto e é violentamente enxotado dali. Vado, então, humilha Neusa Sueli e sai para a farra deixando-a solitária em seu quarto.

Ficha Técnica
Texto: Plínio Marcos
Direção: Gustavo Wabner
Elenco: Luisa Thiré (Neusa Sueli), Alex Nader(Vado) e Ranieri Gonzalez ( Veludo)
Cenário: Sergio Marimba
Figurino: Marcelo Marques
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Direção musical: Marcelo Alonso Neves
Direção de Movimento: Sueli Guerra
Preparação vocal: Ana Frota
Visagismo: Rose Verçosa
Assistente de direção: Celso Andre
Assessoria de imprensa: Morente Forte
Fotografia e design: Victor Hugo Cecatto
Produção Executiva: Bárbara Montes Claros
Direção de produção: Celso Lemos
Supervisão de Produção: Norma Thiré
Idealização: Luisa Thiré

Serviço
NAVALHA NA CARNE
Uma homenagem a Tônia Carrero
SESC BOM RETIRO (291 lugares)
Alameda Nothmann, 185– Bom Retiro
Informações: 3332.3600
Ingressos à venda pelo Portal sescsp.org.br e em toda rede Sesc SP
Sexta e Sábado às 21h | Domingo às 18h
Ingressos: R$ 30
R$ 15 (meia-entrada: estudante, servidor de escola pública, +60 anos, aposentado e pessoa com deficiência)
R$ 9 (credencial plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes)
Duração: 75 minutos
Recomendação: 16 anos
Estreia dia 23 de Agosto de 2018, quinta, às 21h
Temporada: até 30 de Setembro

Sobre O Frenético Dancin' Days
Direção de Atores do Gustavo Wabner. Direção Geral Débora Colker. Elenco: Stella Miranda, Dona Dayse, Ariane Souza (Madalena), Bruno Fraga (Nelson Motta), Cadu Fávero (Djalma), Franco Kuster (Léo Netto), Gabriel Manita (Inácio/Catarino), Karine Barros (coro/stand in feminino), Larissa Venturini (Scarlet), Natasha Jascalevich (Bárbara), Thadeu Matos (Tony Manero), além das Frenéticas: Carol Rangel (Edyr de Castro), Ester Freitas (Dhu Moraes), Ingrid Gaigher (Lidoca), Julia Gorman (Regina Chaves), Larissa Carneiro (Leiloca) e Ludmila Brandão (Sandra Pêra).
Estreia dia 24 de agosto no Teatro Bradesco Rio.
Ingressos: https://goo.gl/bjQHDM
https://www.facebook.com/ofreneticodancindays/
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DE OLHO NA CENA BY NANDA ROVERE - TUDO SOBRE TEATRO, CINEMA, SHOWS E EVENTOS Sou historiadora e jornalista, apaixonada por nossa cultura, especialmente pelo teatro.Na minha opinião, a arte pode melhorar, e muito, o mundo em que vivemos e muitos artistas trabalham com esse objetivo. de olho na cena, nanda rovere, chananda rovere, estreias de teatro são Paulo, estreias de teatro sp, criticas sobre teatro, criticas sobre teatro adulto, criticas sobre teatro infantil, estreias de teatro infantil sp, teatro em sp, teatros em sp, cultura sp, o que fazer em são Paulo, conhecendo o teatro, matérias sobre teatro, teatro adulto, teatro infantil, shows em sp, eventos em sp, teatros em cartaz em sp, teatros em cartaz na capital, teatros em cartaz, teatros em são Paulo, teatro zona sul sp, teatro zona leste sp, teatro zona oeste sp, nanda roveri,

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