A Atriz, conhecida por seus trabalhos no Grupo Galpão, comemora quatro décadas de carreira
Teuda Bara e Inês Peixoto estão entre as nossas grandes atrizes. Integram o Grupo Galpão de BH. Teuda é uma das fundadoras, enquanto Inês está no Galpão desde 92, quando entrou para integrar o elenco da peça Romeu e Julieta, direção de Gabriel Villela.
Doida marca o encontro dessas artistas que abrilhantam a arte brasileira, especialmente a mineira, num trabalho paralelo ao que realizam no grupo, mas que apresenta, assim como nos trabalhos do Galpão, poesia e elementos da nossa cultura.
Com dramaturgia do estreante João Santos, Doida marca também o encontro de mãe e filho no palco (Teuda e Admar Fernandes). É a realização de um desejo antigo de Teuda, que carrega a vontade de realizar esse trabalho há dez anos.
Doida é um ensaio poético que fala da loucura, da mulher, da infância e de Minas.
O texto é inspirado na obra Contos de Aprendiz, de Carlos Drummond de Andrade e saúda personalidades como Stela do Patrocínio, Arthur Bispo do Rosário, os internos da colônia de Barbacena e Elvis Presley.
A vida de Teuda, com o seu jeito despojado (e o espírito transgressor que aompanha a sua trajetória e a das mulheres de sua família), também serviu de inspiração para a montagem.
Quem conhece a atriz sabe que ela é uma “figura”, de uma simpatia e de um talento enormes. São 75 anos de idade, 40 de carreira, que merecem muita atenção e respeito. Um dos grandes nomes do nosso teatro.
Admar Fernandes toca a trilha ao vivo e tem a função de costurar a história, vivendo o narrador e um menino que dialoga com a Doida da cidade.
Segue a sinopse, que vale a pena reproduzir:
Toda manhã os meninos desciam para tomar banho no riacho e pegar passarinho. Mas era bom passar pela casa da doida e provocá-la.
Assim, gerações sucessivas de moleques passavam pela casinha, miravam as vidraças e lascavam uma pedra. E a Doida respondia furiosa.
Toda cidade tem seus doidos. Quase toda família os tem. “Doida” é uma visita do espírito de Minas à loucura. O outro lado, para além das paredes desgastadas daquela casa que, apesar dos ares de abandono, é ainda habitada. Mas quem a habita, e quais são seus hábitos? Doidos são também anjos tortos, podendo revelar outras realidades, e nos convidando para o lado gauche da vida.
LANÇAMENTO DO LIVRO
“Teuda Bara – Comunista demais para ser Chacrete”
Autor: João Santos
Bate-papo com o autor, a atriz Teuda Bara e a atriz e diretora Inês Peixoto
Dia 5 de março de 2016 (Sábado), das 16h00 às 17h30
Teatro SESC Santana (Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jd. São Paulo)
+INFO.: (11) 2971 8700
Recomendação etária: 12 ANOS
Grátis. Vagas limitadas.
O lançamento e as apresentações, a partir do dia 4 de março, integram o projeto 'Degeneradas' que discute o feminismo no Sesc Santana em suas diversas vertentes, por meio de ciclos de conversas, mostra de performances, apresentações de dança, cinema e uma feira de produtos.
Para saber mais informações do livro:
COMUNISTA DEMAIS PARA SER CHACRETE
Teuda Magalhães Fernandes, baleia, dona doida, a gordinha, a ama, a vadia e a mãe, maconheira, hippie, bruxa – Teuda Bara é uma atriz mineira. Essa senhora, que acaba de completar 75 anos de idade, é folclore em Belo Horizonte. Em 1973, Teuda largou a vida suburbana e o destino de boa noiva, boa esposa, para ingressar na Universidade Federal de Minas Gerais num antro de desbunde e contracultura. Ela já era uma mulher adulta, mas livre. Em 1982, quarentona, mãe de 2 filhos pequenos, ela se junta a uma molecada de 20 e funda o Galpão.
Em 2004, quando o Grupo já era um dos mais respeitados do Brasil, mundialmente reconhecido, Teuda, com mais de 65 anos e mais de 100 quilos, mais uma vez larga tudo e, sem falar uma palavra de inglês ou francês, torna-se integrante do Cirque Du Soleil, a maior Cia. circense do mundo. Lá, é aplaudida de pé, ganha dinheiro, perde dinheiro, cresce saudade, rompe contratos e volta. Livre e louca. Sempre. Volta para o Galpão e para a cidade que a viu crescer e com a qual cresceu.
“Teuda Bara – Comunista demais para ser Chacrete” é, mais que um perfil biográfico, assinada pelo escritor e jornalista João Santos. Uma homenagem, um tributo e um aplauso a uma mulher e uma geração que teve (e tem) a coragem de romper com paradigmas, preconceitos e padrões. Não é uma biografia careta, nem poderia ser. Convoca a voz da própria, exímia contadora de casos, intercalada com trechos em terceira pessoa, para tentar capturar a essência da transgressão colorida e alegre dessa mulher.
https://www.facebook.com/De-olho-na-cena-981586765197316/
Serviço e Ficha Técnica:
Sesc Santana - Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jd. São Paulo.
Temporada: De 26/02 a 20/03. Sextas e sábados às 21h e domingos às18h.
Ingressos: R$9 a R$30.
Recomendação etária: 12 anos.
Duração: 50 minutos.
Teatro. Capacidade: 330 lugares.
A apresentação do dia 13/03 contará com serviço de audiodescrição.
Elenco: Teuda Bara e Admar Fernandes. Direção: Inês Peixoto. Concepção de cenário e adereços: Daniel Ducato e Inês Peixoto. Figurino: Paulo André. Iluminação: Rodrigo Marçal (Brow). Trilha sonora: Admar Fernandes. Produção: Beatriz Radicchi. Fotos: Eduardo Moura
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