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Entrevistas e dicas de espetáculos

Live com Sergio Módena realizada por Pedro Leão
Publicado em 22/08/2020, 22:00
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SERGIO MÓDENA é ator formado pela Unicamp e já trabalhou com grandes diretores, como Gabriel Villela e Marcelo Lazzaratto, seu professor na faculdade de artes cênicas.
https://www.instagram.com/p/CES3tbpp651/
Participações especiais de Gustavo Wabner, Claudio Fontana e Maria Padilha, Erika Riba, Ana Lucia Torre, e De Olho Na Cena/ Nanda Rovere, entre muitos outros.

O ator e diretor, que tem se dedicado à direção desde 2011,contou que sempre encara um novo trabalho como uma folha em branco e por isso apresenta uma diversidade de caminhos estéticos, como salientou o apresentador Pedro Leão.
Módena disse que o seu foco é na interpretação do ator e atua como um guia.
Na live, ele falou sobre como descobriu o interesse pelo teatro e detalhes interessantes sobre as peças e sobre a arte.

Claudio Fontana, produtor de Leonce e Lena, de Georg Büchner, com direção de Gabriel Villela, pediu para Sergio Módena falar sobre o uso de uma mamadeira em cena.
Segundo Módena, era uma homenagem ao Claudio (rs) ... Na verdade, num momento do espetáculo havia uma cena de canto em que o ator ficava com a boca muito seca. Para resolver o problema, o diretor Gabriel Villela teve a idéia do uso desse objeto e assim ele pôde tomar água à vontade para interpretar sem nenhum incômodo.
Nesse momento, Pedro Leão aproveitou para questioná-lo sobre como foi trabalhar com Gabriel Villela e o que ele poderia dizer sobre Claudio Fontana, como ator e diretor,pergunta essa feita especialmente para a #comunidadegabrielvillela, administrada por De Olho Na Cena/ Nanda Rovere - https://www.facebook.com/groups/133795370015657/.
Com o diretor mineiro, além de atuar em Leonce e Lena, Módena assinou o texto da peça O Soldadinho e a Bailarina (em parceria com Gustavo Wabner), adaptação do clássico O Soldado de Chumbo de Hans Christian Andersen para o teatro. Uma produção de Luana Piovani(lindos espetáculos).

Sobre Villela: ¨Ele tem uma estética sofisticada e entende a potência dos atores, tirando o melhor do texto. Leonce e Lena era um texto difícil e Gabriel fez uma leitura interessante”, disse, frisando que o espetáculo era encenado no formato de arena no SESC Paulista e os atores ficavam muito próximos do público.
¨Quem passa por Gabriel fica com uma herança forte e marcante. É um aprendizado que vai além de um espetáculo porque ele é uma pessoa que reflete sobre o fazer teatral da maneira mais abrangente possível”, acrescenta.

Sobre Claudio Fontana:
“É um ator que se produz. Trabalhar com ele e com Gabriel é um prazer porque eles respeitam os atores e realizam projetos consistentes, com um conteúdo que faz do teatro uma arte especial”, elogia.

Pedro Leão abordou o quanto o espetáculo Como me tornei Estúpido, que conferiu no Rio de Janeiro, o marcou, pela história e encenação.
Um espetáculo baseado na obra do autor francês Martin Page, com dramaturgia de Pedro Kosovski, e direção de Sérgio Módena, que mostrava, através de esquetes, várias maneiras para uma pessoa tornar-se estúpida. Uma peça inteligente e que se mostra muito atual.

Leão, que é ator e já escreveu inúmeras peças infantis, não deixou de lado a abordagem sobre o trabalho de Módena direcionado ao público infanto-juvenil.
Além da ótima experiência como dramaturgo com a adaptação de O Soldadinho e a Bailarina, Módena teve a oportunidade de assinar a direção de Forró Miudinho, Sambinha e Bossa Novinha.
Afirmou que fazer teatro infantil exige muita responsabilidade por contribuir para a formação e aguçar a curiosidade das crianças.

São mais de 23 espetáculos como diretor e a presença de muitos musicais no seu currículo não passou despercebido pelo olhar atento de Pedro Leão.
A parceria com a produtora Aventura tem possibilitado ao diretor a realização de musicais que chamam a atenção do público.
Enquanto diretor, Módena busca a valorização da identidade brasileira e com a Aventura ele consegue a realização dessa meta. “O brasileiro é muito musical”, constata.

Com certeza três monólogos merecem atenção na trajetória do entrevistado, na função de diretor:
Diários do Abismo (da obra original de Maura Lopes Cançado, com Maria Padilha), Os Vilões de Shakespeare (deSteven Berkoff, com Marcelo Serrado), e Ricardo III (de Wiliam Shakespeare, com Gustavo Gasparani).
Sobre dirigir os espetáculos solos, declarou que o diretor tem com o ator uma relação extremamente profunda e que dirigir três excelentes atores sozinhos no palco foi uma experiência muito gratificante.

O musical As Cangaceiras com certeza é o marco na sua trajetória como diretor e falar desse trabalho em entrevistas é tarefa obrigatória. Com texto de Newton Moreno, ficou em cartaz no Teatro Popular do Sesi/SP e provocou encantamento.
Através da participação feminina no cangaço, a peça, que o diretor define como ¨musical político brasileiro¨, falava de força, união e perseverança através de uma mãe que andava pelo sertão em busca de seu filho e que encontrou no caminho mulheres, também muito sofridas, que a ajudaram na sua saga. Uma aula de compaixão num mundo onde imperam o desrespeito e a brutalidade
¨A violência no poder tem no cangaço a sua maior metáfora¨, destaca o diretor. ¨Ao falar sobre o cangaço, a peça fala sobre o Brasil de hoje¨, complementa.

Sergio Módena e Gustavo Wabner são parceiros na arte e na vida, e por esse motivo, Pedro Leão pediu que o entrevistado falasse da importância do seu companheiro na sua trajetória:
Foi uma linda declaração de amor e cumplicidade:
¨Toda a importância do mundo. Parceria de vida e no trabalho. É um prazer trabalhar com ele. Somos dois, mas estamos tão amalgamados que somos um. Não consigo imaginar a minha vida sem ele¨, definiu em tom emocionado.

A pergunta batizada de ¨Claudio Fontana¨não poderia faltar – Live é teatro?
Módena informou que Os Vilões de Shakespeare já foi apresentado on line e que Maria Padilha atuará em Diários do Abismo para um projeto do teatro Petra Gold, mas disse que não possui uma resposta consistente porque não tem acompanhado as lives(preferiu ficar recluso nos últimos tempos).
Acredita que definir o que é teatro está ficando cada vez mais complicado porque ele está se renovando. Defende o valor das lives para esse momento em que o teatro não pode ser presencial. ¨É o teatro que temos agora e temos que resistir e nos fazer fortes em todos os meios¨.
Na sua opinião, não dá para saber se esse tipo de experiência irá permanecer, mas frisouque ¨é um fenômeno que, pelo menos agora, tem a sua pertinência¨.
Num ponto Módena concorda com todos os artistas que estão passando pelo canal de Pedro Leão - nada substitui a magia do teatro presencial.

Outra pergunta que não falta nas lives de Pedro Leão é o que o entrevistado tem a dizer para quem nunca assistiu a uma peça teatral.
Módena afirmou que o teatro é transformador e tem uma responsabilidade social com a platéia.
¨O teatro nos conecta com a gente mesmo. A experiência ao vivo é um ritual muito poderoso compartilhado com os atores ¨, definiu.
Citou duas montagens que assistiu e mudaram a sua vida, e o instigaram a aprender cada vez mais: O Livro de Jô, direção de Antônio Araújo, e Paraíso Zona Norte, de Antunes Filho, baseado em obras de Nelson Rodrigues.

Para finalizar o bate-papo, Leão perguntou ao diretor quais são os seus projetos pós pandemia.São eles:
A Falecida, de Nelson Rodrigues, com Claudia Abreu. Enquanto grande apaixonado pelos textos de Nelson Rodrigues, Módena declarou que a estreia desse trabalho será a realização de um desejo antigo de mergulhar no universo do dramaturgo.
Outro projeto teatral, a estreia de Longa Jornada Noite Adentro, de Eugene O'Neill, com a atriz Ana Lúcia Torre.
E não pára por aí: Gustavo Wabner escreveu o musical Copacabana Palace e o convidou para a direção.

Para mais detalhes sobre a trajetória desse grande ator, que tem se destacado, e muito, na direção: https://www.sergiomodena.com.br/os-viloes-de-shakespeare
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DE OLHO NA CENA BY NANDA ROVERE - TUDO SOBRE TEATRO, CINEMA, SHOWS E EVENTOS Sou historiadora e jornalista, apaixonada por nossa cultura, especialmente pelo teatro.Na minha opinião, a arte pode melhorar, e muito, o mundo em que vivemos e muitos artistas trabalham com esse objetivo. de olho na cena, nanda rovere, chananda rovere, estreias de teatro são Paulo, estreias de teatro sp, criticas sobre teatro, criticas sobre teatro adulto, criticas sobre teatro infantil, estreias de teatro infantil sp, teatro em sp, teatros em sp, cultura sp, o que fazer em são Paulo, conhecendo o teatro, matérias sobre teatro, teatro adulto, teatro infantil, shows em sp, eventos em sp, teatros em cartaz em sp, teatros em cartaz na capital, teatros em cartaz, teatros em são Paulo, teatro zona sul sp, teatro zona leste sp, teatro zona oeste sp, nanda roveri,

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