O Teatro Santander é uma parceria com o shopping JK Iguatemi, que também patrocina o MASP (Museu de Arte de São Paulo), entre outras iniciativas culturais Brasil afora.
O Teatro está localizado num complexo que envolve o Shopping, o banco Santander e outras empresas, numa localidade onde existem poucas opções culturais e que está apta a receber salas multiusos.
O objetivo é ser um marco para a cultura e entretenimento no país, oferecendo serviços culturais com a capacidade de interagir com diferentes públicos, sobretudo com os frequentadores do complexo JK.
Os idealizadores não planejaram oferecer aos paulistanos mais um teatro e sim ampliar o público que aprecia espetáculos de teatro e ser referência na área cultural com infraestrutura para receber produções artísticas diferenciadas.
¨O teatro foi gerido para que a experiência de ir ao teatro seja especial¨, salienta o CEO da WTorre Entretenimento, Rogério Dezembro, explicando o porquê da escola do slogan para o teatro ¨Um espetáculo como você nunca viu¨.
Dezembro assinala que a programação será escolhida por comitê de conteúdo, formado por representantes da W Torre, do Iguatemi e da equipe do teatro.
O empresário também afirma que os critérios para a ocupação da sala de espetáculos ainda estão sendo estudados e só serão totalmente definidos no decorrer do tempo.
Entre os eventos que a sala de espetáculos sediará estão musicais (o carro chefe), shows, eventos corporativos, seminários, premiações, espetáculos infantis, apresentações de humor, etc.
O Vice-Presidente Executivo de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander, Marcos Madureira, acrescenta que o Teatro traz benefícios para clientes do Banco Santander, com venda antecipada de ingressos e descontos.
O Teatro tem uma arquitetura moderna, assinada pelo escritório de arquitetura americano Eskew+Dumez+Ripple (EDR), com blocos de vidro e uma fachada que pretende chamar a atenção com uma iluminação em LED controlada por computador.
Na sala de espetáculos há 2.085 lugares, que podem ser removidos de acordo com a necessidade do evento (1.200 espectadores sentados e 1.800 espectadores em outros formatos).
As poltronas têm propriedades acústicas que contribuem para que a qualidade do som seja mantida, independentemente do número de espectadores.
A qualidade do som, aliás, chama a atenção. O isolamento acústico permite que o som seja límpido, de alta qualidade e contribui para que os artistas explorem todo o seu potencial de canto e interpretação.
A inauguração do teatro será no dia 24 de março, com o musical We Will Rock You (WWRY), espetáculo baseado nas canções da banda Queen.
A montagem estreou em 2002 em Londres e a adaptação nacional conta com um elenco brasileiro, escolhido por audições. A direção é assinada por Uwe Petersen; Philip Comley é o responsável pela coreografia; Pablo Navarro é o diretor musical; Thiago Jansen é o diretor residente; a supervisão musical é de Stuart Morley. A adaptação ficou a cargo de Bianca Tadini e Luciano Andrey.
O texto é falado em português e as letras das canções estão em inglês, pois a equipe criativa não viu a necessidade de tradução, já que o repertório do grupo inglês é bastante conhecido no Brasil.
Escrito pelo comediante e autor inglês, Ben Elton, em parceria com os membros do Queen, Brian May e Roger Taylor, We Will Rock You não conta a trajetória da banda britânica e sim apresenta uma trama que traz a lenda do grupo.
A trilha conta com 24 sucessos da história da banda, como Radio Gaga, I Want to break free, Play the Game, A kind of Magic, Who wants to live forever, We are the Champions, Love of my life, Bohemian Rhapsody e We Will Rock You. Une a potência vocal e teatral do Queen à tecnologia, a qual tem a sua magnitude questionada nessa montagem.
We will Rock You traz hits que agradarão quem admira o grupo e é fá de rock. Celebra o poder da música e o poder do teatro com efeitos bombásticos, conta a produtora Leia Almali Zraik.
O Queen fez sucesso numa época em que os avanços tecnológicos estavam em andamento, mas facilidades como a internet e o celular ainda não faziam parte do cotidiano das pessoas.
A dependência da tecnologia muitas vezes ocasiona acomodação e o objetivo do musical é valorizar a música, a liberdade da criação artística e a criatividade.
Em cena, um grupo de jovens, os boêmios (referência à música Bohemian Rhapsody), luta pela liberdade de pensamento e coloca em discussão os efeitos da tecnologia sobre a humanidade, com seus pontos positivos e negativos.
Esses jovens vivem no futuro, numa época chamada de Rhapsody, também ligada à emblemática canção do Queen. A terra é agora controlada por uma companhia chamada de Global Soft e ninguém tem direito à sua individualidade.
Todos agem da mesma maneira e, obviamente, não há espaço para a criação artística. Os jovens amam a música, especialmente o rock, mas só ouvem o que a Global Soft determina; os instrumentos musicais foram banidos.
Lutar contra a corporação é muito perigoso, mas é essencial para que a liberdade de expressão volte a reinar.
O sonhador Galileo (Alírio Netto) e a roqueira Scaramouche (Lívia Dabarian) personificam a esperança de um mundo sem barreiras para o sonho e para a música.
O elenco conta com 28 atores. Alírio Netto (Galileo), Felipe de Carolis (Toca), Fred Silveira (Khashoggi), Lívia Dabarian (Scaramouche), Andrezza Massei (Killer Queen), Nicholas Maia (Brit) e Thais Piza (Ozzy) estão entre os protagonistas.
SERVIÇO
Local: Teatro Santander Complexo JK. Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041/ CEP: 04543-011 Itaim Bibi, São Paulo
Sessões: Quintas e Sextas, às 21h00, Sábados, às 1700h e 21h00, e Domingos, às 16h00 e 20h00
Capacidade: 2085 lugares
Assentos: O teatro conta com 16 assentos para deficientes físicos e 10 para pessoas obesas.
Classificação etária indicativa: livre
Duração do musical: 2h15
Ingressos: De R$ 80 a R$ 300
https://www.facebook.com/teatrosantander/
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