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NAUM ALVES DE SOUZA ESTÁ BRILHANDO NUM CÉU DE ESTRELAS
Publicado em 10/04/2016, 01:28
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Naum tem suma importância na história do nosso teatro como autor, diretor, fugurinista e cenógrafo. Merece muitos aplausos por tudo o que realizou.

Destaco as ( lindas) peças A aurora da minha vida e No Natal a gente vem te buscar. Tive também o privilégio de conferir Mediano, de Otavio Martins, monólogo com Marco Antônio Pâmio e direção do Naum.

A Aurora da minha vida retrata o cotidiano escolar num sistema opressor e preconceituoso, já que a história acontece nos anos 70 ( não é à toa que os personagens ganham o nome a partir dos tipos que os caracterizam, como a Adiantada, o Quieto, o Órfão, a Gorda, o Puxa-saco, as Gêmeas e o Bobo).

O público acompanha as memórias de um estudante que vai na escola e revê a sua infância.

Uma peça crítica, que nos remete à escola, claro, (com seus problemas e encantos) e que também é muito poética,

Essa peça tem um lugar especial na minha estante de livros e na minha memória porque já vi montagens e participei de uma, nos anos 80, quando morava em Campinas e fazia teatro no meu colégio na época (1987), Liceu Salesiano.

No Natal a gente vem te buscar acompanha a trajetória de uma família decadente, retrógrada e opressora.

Novamente as personagens são identificadas pelas suas características e funções na trama: o Pai, a Mãe, o Irmão, a Irmã, o Primo e a Solteirona. Mais um texto crítico e poético. A personagem solteirona acredita que vai morar na casa de uma prima, mas é levada a um asilo. Desolada, ela revê a sua vida.

Para saber mais:
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/…/naum-alves-de-sou…
http://www.recantodasletras.com.br/humor/1840368
http://teatropedia.com/wiki/Naum_Alves_de_Souza
http://livraria.imprensaoficial.com.br/…/e…/12.0.813.663.pdf
http://www.veracruz.edu.br/palavradeprofes…/2004/teatro1.htm
www.teses.usp.br/…/di…/27/27156/tde...224636/.../1736799.pdf

Trecho da peça A Aurora da minha vida:
1.º ATO
FINAL DO PRÓLOGO
(Escuro)
Um dos antigos alunos – Era uma vez a escola... Onde havia o diretor, a servente, o inspetor de alunos, a secretária,
os professores. O prédio tinha as salas de aula, o corredor, o pátio, o banheiro, o barzinho, a secretaria, a diretoria. Na
frente, havia uma placa simples, com uma frase: “Educa a criança no caminho que deve andar e dele nunca se
desviará.” Ah! Eu ia me esquecendo. A escola era cheia de alunos, sendo educados no caminho que deveriam andar.
O VISITANTE E A VELHA PROFESSORA
(Um clima de certa irrealidade)
(Aparecem o Visitante e a Velha Professora. Sons fantasmagóricos de vozes de crianças recitando tabuadas, lendo. A
Professora passa visto nos cadernos, carteira por carteira. Revela-se o Visitante.)
Professora: Você estava com saudade?
Visitante: Eu não sei por que resolvi pensar na escola.
Professora: Não sabe, meu filho?
Visitante: Sabe como eu me lembro da escola? Às vezes como uma coisa boa, às vezes como um lugar onde eu estava
sempre angustiado.
Professora: Você não gostava dos professores?
Visitante: Eu não sei se gostava mesmo ou se era um dever como o dever de gostar da Pátria, da família. Acho que me
contaram muita história mentirosa, que não correspondia à verdade.
Professora: Eu também não sabia toda a verdade das coisas. Muitas vezes a verdade não pode ser dita, é proibida. Há
leis que proíbem, você sabe.
Visitante: A gente não tinha liberdade para nada. Os professores decidiam a vida dos alunos, os diretores a dos
professores e alguém, lá em cima, devia decidir a dos diretores.
Professora: Precisava haver ordem, disciplina.
Visitante: Sabe uma coisa que eu nunca pude falar? “Ontem eu faltei porque o dia estava muito bonito, o sol tão
gostoso, que eu fiquei correndo e brincando. E a minha mãe não ficou brava e o meu pai não me bateu.” Não era nada
bom ficar preso, com aquele calor, as moscas zumbindo, prestando atenção em coisas sem o menor interesse.
Professora: Mas nada tinha interesse?
Visitante: É que olhando a manhã pela janela, dava uma vontade de correr, brincar, subir em árvore, nadar em rio...
Professora: Pare, por favor.
(Sai o Visitante)
[...]
SOUZA, Naum Alves de. A aurora da minha vida. São Paulo: M.G. Ed. Associados, 1982

A peça fez parte de um caderno de estudos produzido pela prefeitura do Rio ( Secretaria Municipal de Educação):
http://www.rio.rj.gov.br/…/…/4109251/LP8_4BIM_ALUNO_2013.pdf
Clique nas imagens para ampliar:



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DE OLHO NA CENA BY NANDA ROVERE - TUDO SOBRE TEATRO, CINEMA, SHOWS E EVENTOS Sou historiadora e jornalista, apaixonada por nossa cultura, especialmente pelo teatro.Na minha opinião, a arte pode melhorar, e muito, o mundo em que vivemos e muitos artistas trabalham com esse objetivo. de olho na cena, nanda rovere, chananda rovere, estreias de teatro são Paulo, estreias de teatro sp, criticas sobre teatro, criticas sobre teatro adulto, criticas sobre teatro infantil, estreias de teatro infantil sp, teatro em sp, teatros em sp, cultura sp, o que fazer em são Paulo, conhecendo o teatro, matérias sobre teatro, teatro adulto, teatro infantil, shows em sp, eventos em sp, teatros em cartaz em sp, teatros em cartaz na capital, teatros em cartaz, teatros em são Paulo, teatro zona sul sp, teatro zona leste sp, teatro zona oeste sp, nanda roveri,

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