Feliz Ano Velho e o olhar vibrante de Marcelo Rubens Paiva para uma geração sonhadora
O espírito jovem e sonhador de uma geração está em Feliz Ano Velho. Os anos passaram, mas os personagens trazem consigo o encantamento de anos que estão em nossos corações. Quem viveu a década de 80 sabe como ela foi intensa, quem não viveu poderá curtir um pouco do espírito de anos marcantes na vida cultural e na política de um Brasil que saiu da Ditadura em 1985 e agora vive sob as ameaças da extrema-direita que revive tudo o que existe de mais sombrio nos anos ditatoriais.
No musical temos contato com uma geração, os seus sonhos, frustrações e a alegria.
Como todos sabem, Marcelo sofreu um acidente numa cachoeira, mas a tetraplegia nunca o segurou. É escritor e jornalista de renome, sempre atuante e alegre.
Um olhar para o passado, para contagiar o presente e não perdermos a gana para lutar por um mundo mais harmônico. A sua família unida e a perda de Rubens Paiva, vítima da Ditadura, foram eternizadas no Livro Ainda estou aqui, que virou o lindo e premiado filme dirigido por Walter Salles. "A geração coca-cola, cresceu e envelheceu, mas a alma é saudosa e a inquietude permanece. Precisamos de uma garotada com os mesmos sonhos de outrora, num mundo em ebulição. Feliz ano velho é um fenômeno: livro, filme , peça teatral e agora musical. O musical -
Direção de Gustavo Barchilon e adaptação de Marilia Toledo.
O elenco protagonista é formado por Hugo Bonèmer (Marcelo Rubens Paiva), Bruno Garcia (Marcelo Rubens Paiva / Rubens Paiva) e Heloísa Périssé (Eunice Paiva). Completam o elenco Bárbara Sut, Bibi Tolentino, Giselle Lima, Ingrid Gaigher, João Côrtes, Lázaro Menezes, Lia Canineu, Luciano Mallmann, Mateus Ribeiro, Mattilla, Renan Mattos, Sabrina Korgut e Tuna Dwek.
Teatro Sabesp Frei Caneca, de 19 de setembro a 22 de novembro de 2026, é apresentado pelo Ministério da Cultura e Petrobras e tem produção da Barho Produções.
História de um best-seller:
Escrito em 1982, o primeiro livro de Marcelo Rubens Paiva marcou diversas gerações, sobretudo a dos anos 1980, por retratar tão bem a juventude da época e por contar sem tabus a história do acidente que o autor sofreu em uma lagoa em Campinas e que o deixou tetraplégico.
Além de ter vencido diversos prêmios, como o Jabuti, e de ter sido traduzida para diversos idiomas, a obra ganhou ainda mais evidência depois de uma icônica montagem teatral em 1983, dirigida por Paulo Betti, adaptada por Alcides Nogueira e estrelada por Denise Del Vecchio, Lilia Cabral, Adilson Barros, Christiane Rando e Marcos Frota.
“A montagem busca uma linguagem diferente daquela que estamos acostumados a ver nos musicais tradicionais. Com uma estética atemporal, música, texto, imagem e atuação se misturam para contar essa história de um jeito novo. Assim como Feliz Ano Velho trouxe uma nova linguagem para a literatura de sua época, quero que o espetáculo também encontre uma nova forma de se comunicar com o público de hoje”, conta o diretor Gustavo Barchilon.
“Figurinos, espaço e linguagem se afastam da reconstrução histórica para concentrar o olhar no ator, na palavra e nas relações”, conclui.
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