A dramaturgia brasileira será representada pela leitura cênica da peça Abnegação 3 – Restos, de Alexandre Dal Farra, a última parte da Trilogia que o Tablado de Arruar encena desde 2014
O objetivo é fazer com que o público conheça esses autores. De acordo com Clayton Mariano, diretor do Tablado de Arruar, serão lidas ou encenadas peças de nove autores latino-americanos de sete diferentes países (Argentina, Uruguai, Peru, Bolívia, Cuba, Chile e Brasil). “Todas as peças foram escritas e encenadas a partir dos anos 2000, sendo que a maioria é inédita no país e ganharam traduções também inéditas especialmente para mostra”, explica ele.
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PROGRAMAÇÃO:
(Fonte:
Frederico Paula - Nossa Senhora da Pauta)
14 de março – Segunda-feira
17 horas
OPEN HOUSE – Daniel Veronese (Argentina)
A obra se desenvolve com 10 atores em cena que não sabem o resultado que vão produzir em quem os vir. Os integrantes de Open House são pessoas que precisam dizer algo, nem que seja uma única vez. É muito provável que não haja uma segunda possibilidade. Os assuntos de que tratam giram em torno da solidão, do abandono, temas caros para cada um deles. Todos sentem que a vida é intensa e rápida, e não têm muito tempo para perder com aquilo que não sentem intimamente.
19h30
ALGO DE RICARDO – Gabriel Calderón (Uruguai)
Inspirado no texto Ricardo III, de Shakespeare, esta versão de Calderón, tem o objetivo de visitar os mecanismos de poder contemporâneo, do ator com o espectador, e do teatro com seu público.
20h30
Conversa com o dramaturgo Gabriel Calderón
15 de março – Terça-feira
19h30
ABNEGAÇÃO 3 – RESTOS – Alexandre Dal Farra (Brasil)
A terceira e última parte da trilogia do Grupo Tablado de Arruar chega aos palcos em junho de 2016. O espetáculo trata das transformações que um partido político sofre para chegar pela primeira vez ao poder nacional e tem direção de Clayton Mariano.
16 de março – Quarta-Feira
17 horas
OPEN HOUSE – Daniel Veronese (Argentina)
19h30
ALGO DE RICARDO – Gabriel Calderón (Uruguai)
21 horas
FORMA E POLÍTICA NA DRAMATURGIA LATINO-AMERICANA CONTEMPORÂNEA
Debate com Gabriel Calderón e Tablado de Arruar
17 de março – Quinta-feira
17 horas
EL DORADO – Reinaldo Montero (Cuba)
Uma engenhosa parábola sobre velhos (e renovados) "vizinhos" que chegam em nossas terras: para nos conquistar ou em igualdade de condições? É a eterna "Terra Prometida" que sempre fomos e que gerou tanta cobiça nos colonizadores de todos os cantos do mundo.
19h30
PÁSSARO – Trinidad González (Chile)
É o dia mais frio do ano. Tarde da noite, um grupo de amigos (todos relacionados com o mundo da arte), conversam e bebem vinho em um clima esnobe e zombeteiro. A anfitriã decidiu jogar fora o lixo. Quando retorna, traz um estranho que encontrou dormindo na sarjeta. O recém-chegado diz que não é um homem, mas um pássaro. O grupo de amigos o recebe gentilmente, mas aos poucos começa a se sentir agredido pela peculiaridade de sua presença. O clima se torna cada vez mais violento e dissimulado. Pássaro é o terceiro texto escrito por Trinidad González, após A Reunião e Elias.
20h30
Conversa com a dramaturga Trinidad González
18 de março – Sexta-feira
17 horas
EL DORADO – Reinaldo Montero (Cuba)
19h30
DEZEMBRO – Isso Não É Um Grupo (São Paulo/ Brasil)
Texto de Guillermo Calderón (Chile) e direção de Diego Moschkovich
Com Ernani Sanchez, Flavia Melman/Carolina Fabri e Michelle Gonçalves
Com uma linguagem simples e direta, mas repleta de metáforas, a montagem nos apresenta de forma tragicômica as gêmeas Paula e Trinidad recebendo o irmão mais novo Jorge, recém-chegado do front, para a noite de Natal.
19 de março – Sábado
19h30
PÁSSARO – Trinidad González (Chile)
19h30
DEZEMBRO – Isso Não É Um Grupo (São Paulo/ Brasil)
Texto de Guillermo Calderón (Chile) e direção de Diego Moschkovich
Com Ernani Sanchez, Flavia Melman/Carolina Fabri e Michelle Gonçalves
21 horas
FORMA E POLÍTICA NA DRAMATURGIA LATINO-AMERICANA CONTEMPORÂNEA
Debate com Trinidad González, Isso Não É Um Grupo e Tablado de Arruar
21 de março – Segunda-feira
17 horas
SONHO COM REVÓLVER – Lola Árias (Argentina)
A peça põe a prova, amor, realidade e sonho. Como podemos saber se estamos dormindo ou despertos? Em uma Buenos Aires pós-nuclear com apagões que duram meses, máfias disputam os bairros e homens e mulheres dormem com revólveres sob seus travesseiros. Nesse cenário uma adolescente e um homem passam uma noite rara.
19h30
MATA-ME, POR FAVOR – Eduardo Callas (Bolívia)
Leitura feita pelo grupo Quatroloscinco – Teatro do Comum (Belo Horizonte/ Brasil)
A ação acontece na sala de um homem "bom". Este acorda e encontra sua vizinha que foi supostamente estuprada, o marido dela brutalmente espancado e mais dois desconhecidos. Estes são apresentados como "agentes secretos". Por que eles estão lá? Ninguém sabe. Uma prisão domiciliar? Talvez. São assassinos contratados? Talvez. É uma entrevista de emprego peculiar? Talvez. São apenas alguns infratores da lei? Talvez. A situação horrível que se apresenta diante do homem "bom" parece não ter solução e as ações e as palavras carregadas de violência levam a tensão até o limite.
21h30
Bate-papo com os grupos da Mostra: Tablado de Arruar, Isso Não É Um Grupo e Quatroloscinco – Teatro do Comum
22 de março – Terça-feira
17 horas
CONSIDERADO CULPADO – Daniel Amaru (Peru)
A peça nos mostra Acosta que está trancado em um quarto durante semanas. Ele está sozinho e ninguém fala com ele. Ele não sabe o que fazer lá. Ele está certo de não ter feito nada. Quando finalmente chega o seu advogado – um jovem ansioso para fazer bem o seu trabalho – parece que a situação pode melhorar. No entanto, Acosta, não levou em conta uma coisa no novo sistema: se ele está lá, é porque ele é culpado e só se ele é culpado de alguma coisa, pode ser defendido pela única pessoa que fala com ele, o Provedor de Justiça 27.
19h30
IGNORÂNCIA – Assis Benevenuto e Marcos Coletta
Leitura feita pelo grupo Quatroloscinco – Teatro do Comum (Belo Horizonte/ Brasil)
Criado em 2007 em Belo Horizonte, o Grupo Quatroloscinco desenvolve pesquisa continuada em criação coletiva/colaborativa e dramaturgia autoral. Formado pelos artistas Assis Benevenuto, Ítalo Laureano, Marcos Coletta, Maria Mourão e Rejane Faria, o grupo mantém cinco obras em repertório: É só uma formalidade (2009), Outro lado (2011), Get Out! (2013), Humor (2014) e Ignorância (2015). Já em 2016 o grupo se prepara para estrear seu mais recente trabalho, Fauna. Em sua trajetória, o Quatroloscinco acumula apresentações por mais de 50 cidades brasileiras em 14 estados, além dos países Argentina, Cuba e Uruguai.
21 horas
FORMA E POLÍTICA NA DRAMATURGIA LATINO-AMERICANA CONTEMPORÂNEA
Debate com os grupos Quatroloscinco Teatro do Comum e Tablado de Arruar
23 de Março – Quarta-feira
17 horas
CONSIDERADO CULPADO – Daniel Amaru (Peru)
19h30
SONHO COM REVÓLVER – Lola Árias (Argentina)
MOSTRA DE DRAMATURGIA LATINO AMERICANA CONTEMPORÂNEA – De 14 a 23 de março na Oficina Cultural Oswald de Andrade. Indicado para maiores de 14 anos. Capacidade – 40 lugares. GRÁTIS – Retirada de senhas 30 minutos antes do início (nos dias em que houver duas atividades, as senhas para a segunda serão distribuídas apenas caso haja vagas residuais após a saída de público da primeira atividade).
OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE – Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro (próximo a estação Tiradentes do metrô). Informações (11) 3222-2662. Horário de atendimento – Segunda a sexta-feira, das 9 às 22 horas e sábado, das 10 às 18 horas. http://www.oficinasculturais.org.br
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