Turismo e eventos culturais: FranceDanse chega a São Paulo em outubro
De 07/10 a 12/11
O evento acontece em 6 unidades do Sesc (Pinheiros, Belenzinho, Pompeia, Santana, Bom Retiro, Consolação e Centro de Pesquisa e Formação) - Teatro Alfa - Casa do Povo,
Galeria Olido - Teatro Bradesco – Teatro Sérgio Cardoso - Universidade Anhembi Morumbi – Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo.

São 19 apresentações de 11 companhias e coreógrafos franceses de dança contemporânea. Além de Oficinas, residência artística, conferências e seminários.


Como a Programação é extensa, usei as informações da assessoria Ofício das Letras

Sobre o evento, que é inédito no Brasil:

Em sua 16ª edição, o FranceDanse chega ao Brasil após passar por 15 países da Europa, Ásia, Oceania e Estados Unidos para percorrer em três meses, de agosto a novembro, 15 cidades, de norte a sul. A primeira apresentação foi de Fabrice Lambert no Rio de Janeiro, dia 18/08 no Sesc Quitandinha, depois outras companhias e coreógrafos como Maguy Marin, Frank Micheletti e Nadia Beugré se apresentaram em Porto Alegre, Belo Horizonte, Londrina com grande sucesso de público e de repercussão na imprensa.

Criado em 2007 pelo Institut français com o intuito de levar a todos os continentes, em encontros anuais, uma visão condensada do que de melhor e mais recente tem sido criado na dança, o FranceDanse forma a cada edição um panorama abrangente de múltiplas estéticas da criação francesa em dança contemporânea com os desafios de difundi-la de forma ampla pelos territórios escolhidos, estimulando o interesse do público, com propostas artísticas abertas a campos multidisciplinares e com a possibilidade de se pensar colaborações ou intercâmbios de longo prazo.



Outubro:
MAGUY MARIN - Sesc Pinheiros - Dias 07 e 08/10, sexta e sábado, às 21h
DAVID WAMPACH - Sesc Belenzinho - Dias 20 e 21/10, quinta e sexta, às 20h
JÉRÔME BEL - Sesc Bom Retiro - Dias 29 e 30/10, sábado e domingo, às 21h e 18h
THOMAS LEBRUN / CENTRE CHORÉGRAPHIQUE NATIONAL DE TOURS - Teatro Bradesco - Dia 11/10, às 21h
LATIFA LAÂBISSI – Casa do Povo – Dia 22/10, sábado, às 17h
FABRICE RAMALINGOM / CIA R.A.M.a. – Teatro Experimental Anhembi Morumbi - Dia 17/10, sábado, às 11h

Novembro:
FRANÇOIS CHAIGNAUD & CECILIA BENGOLEA - Sesc Pompeia - Dias 04 e 05/11, sexta e sábado, às 21h
CHRISTIAN RIZZO / ICI _ CCN MONTPELLIER / LANGUEDOC_ROUSSILLON MIDI_PYRÉNÉES – Galeria Olido - Dias 04, 05 e 06/11
MOURAD MERZOUKI / CENTRE CHORÉGRAPHIQUE NATIONAL DE CRÉTEIL ET DU VAL_DE_MARNE / CIA KÄFIG – Teatro Alfa – Dias 05, 06 e 07/11, Sábado, 20h e Domingo, 18h e segunda-feira, 21h
EMMANUELLE HUYNH - Sesc Santana - Dias 11 e 12/11, sexta e sábado, às 21h

Oficina em outubro:
FABRICE RAMALINGOM / CIA R.A.M.a. – Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo e Avoa! Núcleo Artístico – Dias 10, 11, 12, 13 e 14/10

Ciclo de conferências: setembro/outubro
Sentidos do barroco: outras direções, outras lógicas, outros gestos - De 23/09 a 08/10 - Centro de Pesquisa e Formação do Sesc e Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo- Oficinas - De 26/09 a 06 de outubro, das 13h30 às 15h30.

IDA-E-VOLTA: Dança Brasil-França/ALLER-RETOUR: Danse Brésil-France - Teatro Sérgio Cardoso – Dias 18, 19 e 20/10

Novembro: Residência, workshop e conferência: ALAIN MICHARD / COMPAGNIE LOUMA - LE CORPS ARCHITECTE - Uma colaboração com a artista e coreógrafa paulista Elisabete Finger
Residência para projeto Passeios Brancos (Promenades Blanches) – Dias 04 a 07/11 - apresentação no primeiro semestre de 2017
Workshop O Corpo Arquiteto – De 08 a 10/11
Conferência falada e dançada – Dia 11/11
No Sesc Consolação


Confira a Programação Completa:


Outubro:
MAGUY MARIN - Sesc Pinheiros - Dias 07 e 08/10, sexta e sábado, às 21h
DAVID WAMPACH - Sesc Belenzinho - Dias 20 e 21/10, quinta e sexta, às 20h
JÉRÔME BEL - Sesc Bom Retiro - Dias 29 e 30/10, sábado e domingo, às 21h e 18h
THOMAS LEBRUN / CENTRE CHORÉGRAPHIQUE NATIONAL DE TOURS - Teatro Bradesco - Dia 11/10, às 21h
LATIFA LAÂBISSI – Casa do Povo – Dia 22/10, sábado, às 17h
FABRICE RAMALINGOM / CIA R.A.M.a. – Teatro Experimental Anhembi Morumbi - Dia 17/10, sábado, às 11h

Novembro:
FRANÇOIS CHAIGNAUD & CECILIA BENGOLEA - Sesc Pompeia - Dias 04 e 05/11, sexta e sábado, às 21h
CHRISTIAN RIZZO / ICI _ CCN MONTPELLIER / LANGUEDOC_ROUSSILLON MIDI_PYRÉNÉES – Galeria Olido - Dias 04, 05 e 06/11
MOURAD MERZOUKI / CENTRE CHORÉGRAPHIQUE NATIONAL DE CRÉTEIL ET DU VAL_DE_MARNE / CIA KÄFIG – Teatro Alfa – Dias 05, 06 e 07/11, Sábado, 20h e Domingo, 18h e segunda-feira, 21h
EMMANUELLE HUYNH - Sesc Santana - Dias 11 e 12/11, sexta e sábado, às 21h

Oficina em outubro:
FABRICE RAMALINGOM / CIA R.A.M.a. – Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo e Avoa! Núcleo Artístico – Dias 10, 11, 12, 13 e 14/10

Ciclo de conferências: setembro/outubro
Sentidos do barroco: outras direções, outras lógicas, outros gestos - De 23/09 a 08/10 - Centro de Pesquisa e Formação do Sesc e Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo- Oficinas - De 26/09 a 06 de outubro, das 13h30 às 15h30.

IDA-E-VOLTA: Dança Brasil-França/ALLER-RETOUR: Danse Brésil-France - Teatro Sérgio Cardoso – Dias 18, 19 e 20/10


FILMES
Exibição de filmes de coreógrafos franceses e filmes de videodança da Nouvelle cinémathèque de la danse / Centre national de la danse - CN D
Confira a programação nos sites de FranceDanse Brasil e no www.cinefrance.com.br.
Outras peças dos coreógrafos estão disponíveis na plataforma Numéridanse (www.numeridanse.tv/fr/).


ESPETÁCULOS


@philippe Grape

Maguy Marin

Espetáculo BiT
Ano de criação: 2014
Sesc Pinheiros
Dias 07 e 08/10, sexta e sábado, às 21h
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: 14 anos

Com BiT, Maguy Marin chega à sua 49a criação. No centro dessa carga brutal contra a barbárie ordinária encontra-se a questão do ritmo.
O título se refere ao termo de informática que designa a unidade de medida de informação. Essa palavra monossilábica, bem tônica, já oferece um primeiro elã rítmico após o qual o espetáculo toma forma, implacável sucessão de escansões e impulsos, de torções e tensões orquestradas com o rigor febril de uma dança ao mesmo alegre e desesperada. Um motivo recorrente, uma mesma estrutura surge de modo constante na peça, em sucessão obsessiva: é a farândola, forma de dança coletiva transmitida através dos tempos. Dentro dela se inserem todas as cores da condição humana, dos ritos de amor às danças macabras. Ao som de uma música techno exaltante, toda em «beats», o conjunto do espetáculo é pleno de crueldade no tocante à análise da sociedade contemporânea, na sombria constatação das dominações que se exercem tanto no plano íntimo como no social, levando a uma degradação da qual nós mesmos somos os agentes. BiT nos arrasta aos abismos de nossa humanidade e interroga nossas responsabilidades individuais em meio à tormenta do desfiar dos dias.

Ficha Técnica
Concepção: Maguy Marin
Intérpretes: Ulises Alvarez, Kaïs Chouibi, Daphné Koutsafti, Cathy Polo, Ennio Sammarco, Marcelo Sepulveda
Música: Charlie Aubry.
Direção técnica e luz: Alexandre Béneteaud
Elementos do cenário e acessórios: Louise Gros e Laura Pignon Execução dos figurinos: Nelly Geyres, com a assistência de Raphaël Lo Bello .
Som: Loïc Goubet
Direção de palco: Albin Chavignon
Professor convidado:Norio Yoshida :
Participação Brasileira: Claudia Sibille, Mariana Yoshida, Mayra Maris.
Dispositivo cênico: Compagnie Maguy Marin
Coordenação de Produção no Brasil: CenaCultProduções (Julia Gomes)
Agradecimento a Louise Mariotte, por sua ajuda.

Coprodutores: Théâtre Garonne de Toulouse. Théâtre de la Ville/Festival d'Automne à Paris. Monaco Dance Forum - Les Ballets de Monte-Carlo. Opéra de Lille. La Filature, Scène Nationale de Mulhouse. Ballet du Nord - Centre Chorégraphique National de Roubaix Nord-Pas de Calais. Charleroi Danses - Le Centre Chorégraphique de la Fédération Wallonie - Bruxelles. MC2: casa da cultura de Grenoble. Théâtre de Nîmes – subsídio à dança contemporânea. Compagnie Maguy Marin. Com o apoio da Bienal de Dança de Lyon et do Théâtre National Populaire. Apoio à criação: Adami. A Adami, sociedade de artistas-intépretes, administra e promove direitos autorais na França e no mundo, para uma remuneração mais justa de seu talento; também apoia projetos artísticos.
A Companhia Maguy Marin também recebe subsídios do Ministère de la Culture et de la Communication, da cidade de Lyon, da Région Rhône-Alpes, bem como do Institut français para projetos no exterior. A Companhia Maguy Marin é associada ao teatro Garonne de Toulouse.

Maguy Marin
A corrida da vida
Bailarina e coreógrafa nascida em Toulouse, Maguy Marin estudou dança clássica no Conservatório de Toulouse, depois entrou para o balé de Estrasburgo, antes de ingressar na Mudra (Bruxelas), escola multidisciplinar Maurice Béjart. Em 1978, criou com Daniel Ambash, o Ballet-Théâtre de l’Arche, que se tornaria em 1984 a Compagnie Maguy Marin. O Centre Chorégraphique National de Créteil et du Val-de-Marne surgiu em 1985, para o desenvolvimento de um trabalho artístico constante e intensa divulgação pelo mundo afora. Em 1987, o encontro com o músico e compositor Denis Mariotte deu início a uma longa colaboração. Em 1998, Maguy Marin deixa Créteil e vai para o Centre Chorégraphique National de Rillieux-La-Pape, onde permaneceu na direção até 2011: Um “nós, em tempo e lugar”, que reforça nossa capacidade de fazer surgir “essas forças diagonais resistentes ao esquecimento” (H. Arendt).
O ano de 2011 seria o de retomada de atividades em que se costumam dar a reflexão e o trabalho da companhia. Após a intensidade dos anos passados no CCN de Rillieux-la-Pape, surge a necessidade de uma nova etapa a partir de uma ancoragem na cidade de Toulouse, em 2012. Em janeiro de 2015, Maguy Marin retornou à aglomeração de Lyon. Uma instalação em Ramdam, em Sainte-Foy-lès-Lyon dá início a mais um projeto ambicioso: Ramdam, un centre d’art.





@frédéric iovino
Thomas Lebrun /
Centre Chorégraphique National de Tours

Espetáculo Lied Ballet
Ano de criação: 2014
Teatro Bradesco – 11/10, às 21h

Lied Ballet é uma peça de hoje que cruza duas formas importantes da época romântica: uma coreográfica, outra musical.

Utilizando texto dos lieder como libreto e fonte primeira de escrita coreográfica, esta criação recorre a correntes do passado, flertando com a composição narrativa ou formal do balé e resvalando em temáticas melodiosas e caras ao romantismo... A morte, o amor, a natureza, a errância, a solidão são alguns dos pontos em comum entre essas duas formas que conheceram, porém, um percurso contrário: cantos populares que se tornaram eruditos, ou espetáculos dirigidos à burguesia e que hoje se encontram no auge, embora desprezados pelas artes “inovadoras”. O lied e o balé questionam, com suas evoluções distintas, o lugar do social e da tolerância no meio cultural.

Com e através deles, Thomas Lebrun interroga «o espaço livre» possível para a criação contemporânea, convocando as noções de patrimônio e de transmissão, num clima artístico frágil em que o espetáculo ao vivo se vê muitas vezes coberto de respingos comerciais ou de inacessibilidade voluntária.

Ficha Técnica
Coreografia: Thomas Lebrun
Interpretação: Maxime Camo, Anthony Cazaux, Raphaël Cottin, Anne-Emmanuelle Deroo, Anne-Sophie Lancelin, Matthieu Patarozzi, Léa Scher, Yohann Têté
Músicas: Giacinto Scelsi, Alban Berg, Gustav Mahler, Arnold Schönberg
Criação musical: David François Moreau
Criação de luz: Jean-Marc Serre
Criação de som: Mélodie Souquet
Criação de figurinos: Jeanne Guellaff
Execução de figurinos: Jeanne Guellaff, Sylvie Ryser

Produção: Centre Chorégraphique National de Tours. Coproduction: Festival d’Avignon, Maison de la danse de Lyon, Les Quinconces - L’Espal, scène conventionnée du Mans, La Maison de la Culture de Bourges, scène nationale, Les Deux Scènes-Scène Nationale de Besançon, La Rampe-La Ponatière, scène conventionnée Échirolles, Association Beaumarchais-SACD, Résidence: Scène Nationale de Cavaillon
Produção realizada com o apoio de Région Centre e de SPEDIDAM.

O Centre Chorégraphique National de Tours é subvencionado pelo Ministère de la Culture et de la Communication - DGCA - DRAC Centre, cidade de Tours, Région Centre-Val de Loire e Conseil Départemental d’Indre-et-Loire. O Institut français contribui regularmente para as turnês internacionais do Centre Chorégraphique National de Tours.

Thomas Lebrun
Intérprete para os coreógrafos Bernard Glandier, Daniel Larrieu, Christine Bastin e Christine Jouve, Thomas Lebrun fundou a companhia Illico em 2000. Instalado no Norte da França, foi artista associado de Danse à Lille/CDC de 2005 a 2011.
Com um repertório rico em criações realizadas na França e em outros países, Thomas Lebrun desenvolveu uma escrita coreográfica exigente, aliando uma dança rigorosa a uma teatralidade afirmada.
Diretor do Centre Chorégraphique National de Tours desde janeiro de 2012, criou La jeune Fille et la Mort (2012), Trois Décennies d’Amour Cerné (2013) eTel Quel ! (2013). Em junho de 2014, recebeu o Prêmio para Coreografia outorgado pela SACD e criou, em julho, o Lied Ballet, no âmbito do 68º Festival de Avignon.
Em 2015, coreografou a peça Où Chaque Souffle Danse nos Mémoires, por encomenda do Centre des Monuments Nationaux, e apresentou sua nova criaçãoAvant Toutes Disparitions no Théâtre National de Chaillot em maio de 2016.

Fabrice Ramalingom

Espetáculo Conférence dansée
Ano de criação: 2011
Universidade Anhembi Morumbi – Dia 17/10, às 11h

@Geraldine PERRIER DORON

CONFÉRENCE DANSÉE, uma singular história da dança
Contada e dançada por Fabrice Ramalingom

O objetivo desta «singular história da dança» é oferecer ao público conhecimentos sensíveis e históricos para uma melhor apreciação da dança contemporânea. Fabrice Ramalingom evocará momentos da arte coreográfica, de Luís XIV aos dias atuais, e apresentará vídeos de coreógrafos e de coreografias famosas que deram sustentação ao pensamento da dança, dos modernos aos contemporâneos.
Fabrice Ramalingom falará de seu percurso singular e evocará as figuras emblemáticas que o inspiraram, de Travolta a Trisha Brown, de Claude François a Dominique Bagouet, a fim de tentar transmitir os fundamentos constitutivos da dança de hoje.
A exposição de Fabrice terminará com uma improvisação.

Esta não será nem uma peça de dança contemporânea, nem um peça de hip-hop, mas um espaço propício à experimentação do encontro dessas disciplinas. Um convite ao deslocamento: eu na direção deles, eles na minha direção, e que esse deslocamento crie um espaço de desafio em que a dança não impeça a revelação da intimidade de cada um desses homens, que o virtuosismo não os oculte, mas esteja a serviço de um propósito: um testemunho profundo, singular e sincero de três homens, bailarinos de talento, de sua relação com o corpo, com o outro, com o mundo, com o político, com o íntimo.

Ficha Técnica
Coreografia: Fabrice Ramalingom
Interpretação: Eduardo Hermanson, Rennan Fontoura, Tito Lacerda
Luz: Maryse Gautier
Direção Técnica: Romain de Lagarde


Fabrice Ramalingom
Bailarino, coreógrafo, pedagogo, conselheiro artístico, formado pelo Centre National de la Danse Contemporaine d'Angers, Fabrice Ramalingom começou sua carreira no Centre Chorégraphique National de Montpellier, onde trabalhou com Dominique Bagouet e Trisha Brown.
Em 1993, criou com Hélène Cathala, a companhia La Camionetta, e em 2002, com um coletivo de cinco artistas, o Changement de Propriétaire, lugar alternativo de produção e criação.
Em 2006, fundou sua própria companhia, R.A.M.a. Assinou 11 peças que são também pretextos/espaços em que ele ama convocar paradoxos, tais como o homem e o animal, a comunidade e a individualidade, a presença e a ausência.
Em 2010/2011, Fabrice foi o primeiro artista a se associar à Agora, cidade internacional da dança em Montpellier. A partir de 2012, tornou-se artista associado ao CDC Uzès Danse para um período de 3 anos.

R.A.M.a / compagnie chorégraphique Fabrice Ramalingom
R.A.M.a conta com apoio de DRAC Languedoc-Roussillon-Midi-Pyrénées/Ministère de la Culture et de la Communication, de Région Languedoc-Roussillon-Midi-Pyrénées e da Cidade de Montpellier.
E também do Réseau en Scène Languedoc-Roussillon, dentro do quadro de apoio à mobilidade das companhias coreográficas.




@Valérie Archeno
David Wampach

Espetáculo SACRE
Ano de criação: 2011
Sesc Belenzinho
Dias 20 e 21/10, quinta e sexta, às 20h
Duração: 50 minutos
Classificação indicativa: Livre

Se com SACRE David Wampach enfrenta a peça de Stravinsky é para melhor transpô-la à condição de duo. Neste trabalho, o que interessa ao coreógrafo é o estado de êxtase, torpor, embriaguez. Pequenos fragmentos narrativos evocam aqui e ali os fulgores místicos do Sacre original, mas Wampach se concentra na tensão entre o corpo e o espaço. Assim, dois personagens percorrem com passos largos e decididos um espaço nu e frio. O arquejar que move seus corpos atinge os limites de uma performance respiratória e acaba se transformando em música. A partitura é radicalmente expulsa. Da mítica Sagração resta apenas o ritmo desenfreado, crescente, até o golpe de misericórdia final que não é o clássico sacrifício da eleita. Criação de inventividade e fúria fascinantes, uma releitura de um viés estético singular.

Ficha Técnica
Coreografia: David Wampach
Figurinos: Rachel Garcia e Laurence Alquier
Som: Mikko Hynninen
Direção técnica: Gaëtan Lebret
Dança:Tamar Shelef et David Wampach com a participação de Yannick Delval, Chiara Gallerani, Johanna Korthals Altes, Enora Rivière, Mark Tompkins e Christian Ubl
Agradecimento: Dominique Brun
Produção e divulgação: Sabine Seifert

Produção • Association Achles
Coprodução • Festival Montpellier Danse, Centre National de la Danse - Pantin, Centre Chorégraphique National de Franche-Comté à Belfort, le Cratère - Scène Nationale d’Alès
com o apoio de • Fondation d'Entreprise Hermès, Tanzquartier (Viena) e ADC (Genebra), dentro do quadro do Modul-dance, e la Ménagerie de Verre, dentro do quadro de Studiolabs e também do Centre Chorégraphique National Montpellier Languedoc-Roussillon
residência • CNDC - Centre National de Danse contemporaine d’Angers

A Association Achles é subvencionada pela Direction Régionale des Affaires Culturelles Languedoc-Roussillon, a título de apoio à companhia, pela Région Languedoc-Roussillon e pela Cidade de Montpellier.
É regularmente mantida pelo Réseau en Scène Languedoc-Roussilon e pelo INSTITUT FRANÇAIS em suas turnês.
David Wampach é artista associado a Cratère - Scène nationale d’Alès e a Uzès Danse CDC.


David Wampach
O viés artístico pessoal de David Wampach o faz integrar a Association Achles. Após o duo D ES R A (2003), assinado também por Pierre Mourles, e o solo CIRCONSCRIT (2004), ele criou BASCULE (2005), QUATORZE (2007), AUTO (2008), BATTERIE (2008) e BATTEMENT (2009).
Em 2011, Wampach criou duas novas peças com referência aos Ballets Russes: CASSETTE, uma releitura de Quebra-Nozes, e SACRE, baseada em A Sagração da Primavera, apresentada no Festival Montpellier Danse 2011. Nesse mesmo ano, foi premiado em Villa Kujoyama, Kioto, Japão. Em 2012 et 2013, dá sequência a seu trabalho sobre rituais e transe, realizando seu primeiro curta-metragem, RITE, um prolongamento de peça SACRE, e cria o solo TOUR, no qual ele apresenta um ser primal tomado pelo ritmo do fluxo respiratório, compondo um retrato visual e sonoro.
Em 2014, criou o duo VEINE, por ocasião do festival de artes de rua Cratère Surfaces, organizado por Le Cratère, Scène Nationale d’Alès, do qual é artista associado desde 2012. Sua nova peça, URGE, foi criada por ocasião do festival Montpellier Danse 2015.
Paralelamente, David Wampach participa de atividades de formação, como ex.e.r.ce, no Centre Chorégraphique National de Montpellier, a formação EMFOCO, em Concepción, Chile, e danceWEB, no quadro do festival ImPulsTanz, que o convidou para mentor em 2014.

Latifa Laäbissi
@Nadia Lauro
Espetáculo Écran SoMnambule
Ano de criação: 2012
Casa do Povo - Dia 22/10, às 17h

« Um rosto, impassível, mas contraído. Uma escultura imóvel, mas que parece mover-se, estender-se, contrair-se, esticar-se até o @Nadia Lauro
limite de si mesma. Ao decidir dançar em câmera lenta a Dança da Feiticeira, de Mary Wigman, Latifa Laäbissi nos coloca diante de uma miragem, desregulando o status desse objeto “histórico” e desfocando as pistas da interpretação. Peça importante do expressionismo alemão, a Dança da Feiticeiradeixou atrás de si um rastro incompleto que continua a assombrar o inconsciente da dança como um sonho mau.» / Gilles Amalvi


Ficha Técnica
Duração: 32 minutos
A partir do filme Mary Wigman Tanzt (1930), trecho A Dança da Feiticeira (Hexentanz,1926)

Concepção e interpretação: Latifa Laâbissi
Concepção da figura: Nadia Lauro
Luz: Yannick Fouassier
Criação do som: Olivier Renouf, baseada na interpretação instrumental de H-B Lesguillier (a partir da música de H. Hasting e W. Goetze)
Direção técnica: Ludovic Rivière

Produção: Figure Project
Coprodução: CCN de Franche-Comté à Belfort, La Passerelle - Scène Nationale de Saint-Brieuc
Cessão de estúdio: Musée de la Danse – CCNRB em Rennes, La Ménagerie de Verre, no âmbito do Studiolab


Latifa Laâbissi
Misturando os gêneros, repensando e redefinindo os formatos, o trabalho de Latifa Laâbissi faz entrar em cena um “fora de quadro” múltiplo; uma paisagem antropológica em que se multiplicam histórias, figuras e vozes. A utilização da voz e do rosto como veículo de estados e de acentos minoritários torna-se indissociável do ato dançado em Self Portrait Camouflage (2006), Histoire par Celui qui la Raconte (2008) e Loredreamsong (2010). Após Phasmes(2001), peça assombrada pelos fantasmas de Dore Hoyer, Valeska Gert e Mary Wigman, Latifa retorna à dança alemã dos anos 20 com o díptico Écran Somnambule e La Part du Rite (2012). E, dando prosseguimento à sua reflexão acerca do registro, concebeu Autoarchive (2013), forma performativa envolvendo questões e filiações de seu próprio trabalho. Em Adieu et Merci (2013), ela continua a escavar no inconsciente da dança. Sua mais recente criação, Pourvu qu’on ait l’ivresse (2016), também assinada pela cenógrafa Nadia Lauro, produz visões, paisagens, imagens em que se comprimem o excesso, o monstruoso, o belo, o aleatório, o cômico e o pavor.


Jérôme Bel

Espetáculo Gala
(Ano de criação 2015)
Sesc Bom Retiro
Dias 29 e 30/10, sábado e domingo, às 21h e 18h
Duração: 90 minutos
Classificação indicativa: Livre


@Josefina Tommasi


@Josefina Tommasi

Gala coloca em primeiro plano as expectativas do público e borra os limites entre o fracasso e o sucesso, sugerindo que o teatro é uma comunidade tanto em cena quanto fora dela. É uma façanha ferozmente divertida e profundamente radical.
Roslyn Sulcas, The New York Times, 13 de maio de 2015

Encarar de outro modo a dança. Abrir o teatro àqueles que nunca nele são representados. Perguntar-se: como compartilhar a arte? Grande artista da cena contemporânea, Jérôme Bel retorna com uma proposta surgida durante uma oficina realizada com amadores em Seine-Saint-Denis. A gala, forma festiva e coletiva, mistura aqui profissionais da dança e amadores de proveniências diversas. Sem nunca induzir a julgamento, os diversos números revelam o modo como o repertório cultural de cada um implica uma relação singular com o desejo de outra coisa, de alegria, de perfeição, de transfiguração, de compartilhamento político, como no caso da dança. E o inventário dessa «dança sem qualidade» não revela apenas a multiplicidade dos modelos estéticos: abre-se num desejo compartilhado.
Marie-José Malis



Ficha Técnica
Concepção e direção: Jérôme Bel
Concepção: Jérôme Bel
Assistente: Maxime Kurvers
Elenco: em elaboração
Figurinos: dos participantes
Coprodução: Dance Umbrella (Londres), TheaterWorks Singapore/72-13, KunstenFestivaldesArts (Bruxelas), Tanzquartier Wien, Nanterre-Amandiers Centre Dramatique National, Festival d'Automne à Paris, Theater Chur (Chur) e TAK Theater Liechtenstein (Schaan) - TanzPlan Ost, Fondazione La Biennale di Venezia, Théâtre de la Ville (Paris), HAU Hebbel am Ufer (Berlin), BIT Teatergarasjen (Bergen), La Commune Centre Dramatique National d’Aubervilliers, Tanzhaus nrw (Düsseldorf), House on Fire com apoio do programa cultural da União Europeia
Produção: R.B. Jérôme Bel (Paris)
Com apoio do CND, centro de arte para a dança (Pantin) e da Ménagerie de Verre (Paris), no âmbito do Studiolab, para a utilização de seus espaços para ensaio.
Agradecimentos: Maguy Marin, os parceiros e participantes das oficinas de dança e voz, e também NL Architects e Les rendez-vous.
Duração: cerca de 1h30
Conselheira artística e promoção da companhia: Rebecca Lee
Administração: Sandro Grando
Supervisão técnica: Gilles Gentner

A companhia conta com o apoio da DRAC-Direction Régionale des Affaires Culturelles d’Ile-de-France - Ministère de la culture et de la communication; do IF-Institut français - Ministère des Affaires Etrangères, para suas turnês no exterior e de ONDA - Office National de Diffusion Artistique, para as turnês na França.

Produção: Théâtre de la Ville (Paris), Gasthuis (Amsterdam), Centre Chorégraphique National Montpellier Languedoc-Roussillon (Montpellier), Arteleku Gipuzkoako Foru Aldundia (San Sebastián), R.B. (Paris)
Parceiros: R.B. conta com o apoio do Ministère de la Culture et de la Communication, Direction Régionale des Affaires Culturelles d'Ile-de-France, para a companhia coreográfica beneficiada, e do Institut français, Ministère des Affaires Etrangères, para as turnês no exterior


Jérôme Bel
Jérôme Bel vive em Paris e trabalha em diversos países. Nom Donné par l'Auteur (1994) é uma coreografia de objetos. Jérôme Bel (1995) tem por base a total nudez dos intérpretes. Shirtologie (1997) põe em cena um bailarino usando dezenas de camisetas. Le dernier spectacle (1998) cita um solo da coreógrafa Susanne Linke, e também Hamlet e André Agassi. Xavier Le Roy (2000) leva a assinatura de Jérôme Bel, mas foi totalmente realizada pelo coreógrafo Xavier Le Roy. The show must go on (2001) reúne vinte intérpretes, dezenove canções pop e um DJ. Véronique Doisneau (2004) é um solo sobre o trabalho da bailarina da Opéra de Paris, Véronique Doisneau; já Isabel Torres (2005), para o balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, é a versão brasileira. Pichet Klunchun and myself (2005) foi concebida em Bangcoc com o bailarino tradicional tailandês Pichet Klunchun. Segue-se Cédric Andrieux(2009), bailarino de Merce Cunningham. 3Abschied (2010) é uma colaboração de Anne Teresa De Keersmaeker e Jérôme Bel a partir de O Canto da Terra,de Gustav Malher. Disabled Theater (2012) é uma peça com os atores profissionais com deficiência de aprendizagem do Theater Hora, companhia com base em Zurique. Cour d'honneur (2013) põe em cena catorze espectadores do Pátio de Honra do Palácio dos Papas, em Avignon. Com Gala (2015), o coreógrafo põe para dançarem juntos profissionais da dança e amadores de procedências diversas. Para Tombe (2016), peça criada a convite da Ópera Nacional de Paris, Jérôme Bel propôs aos bailarinos que convidassem para um duo a pessoa com quem nunca compartilhariam uma cena.

Novembro:
François Chaignaud & Cecilia Bengolea

Espetáculo Dub love
Ano de criação: 2013
Sesc Pompeia
Dias 04 e 05/11, sexta e sábado, às 21h
Duração - 60 minutos
Classificação indicativa: 14 anos



@HervéVéronèseCentrePompidou

O encontro de Cecilia Bengolea & François Chaignaud com o DJ Dub High Elements levou os dois bailarinos a confrontar sua prática com o universo do Dub. Nascido na Jamaica no fim dos anos 1960, o Dub seria fruto de um erro. Certa noite, King Tubby teria tocado um disco no qual só tinham sido gravadas as pistas instrumentais, sem as vocais. Esse som novo, que deixou um lugar inédito à dupla baixo-bateria, teria causado no público surpresa e empolgação. A partir daí, o Dub se desenvolveu continuamente na Jamaica e na Grã-Bretanha, tornando-se uma atração em grandes reuniões festivas. A intensidade das vibrações emitidas pelos Sound Systems, o impacto físico que causavam nos corpos e sua força aglutinadora fizeram desses encontros verdadeiros eventos espirituais, políticos e religiosos.

Interessados na composição em dois tempos do Dub, François Chaignaud & Cecilia Bengolea conceberam a coreografia de Dub Love seguindo o mesmo método: primeiro realizadas em estúdio, as partes são em seguida desconstruídas e reconstruídas, por ocasião dos concertos, com o emprego de uma mesa de mixagem que permita mudar livremente o equilíbrio entre cada pista e aplicar diversos efeitos sonoros. Esse processo que permite oscilar entre arquitetura rigorosa e liberdade improvisada, entre compromisso e abstração, permite a Dub Love uma liberdade infinita de remixagem das danças no palco. Confraternizando por meio da dança com aqueles que trabalham com o corpo, François Chaignaud e Cecilia Bengolea afirmam desde Pâquerette(2008) a dimensão antropológica e política da dança. Assim como o Reggae e os Sound Systems sustentaram e conduziram a luta pela independência da colônia e a luta contra a opressão e discriminação dos negros na Jamaica, François e Cecilia fazem uma reflexão sobre como tornar sua arte útil para todos. Tratando a dança como engajamento, eles utilizam em Dub Love as sapatilhas como arma de resistência e instrumento para confrontar o prazer da dança com o desafio da dor.

Ficha Técnica
Composição e interpretação: Cecilia Bengolea, François Chaignaud e Hanna Hedman ou Alex Mugler (em substituição a Ana Pi)
Colaboração coreográfica hip-hop: Ange Koué
MC em cena: MatDTSound (com músicas de High Elements)
Administração/produção: Anne Reungoat – Jeanne Lefèvre
Divulgação: Sarah de Ganck / Art Happens
Produção delegada: Vlovajob Pru
Vlovajob Pru conta com o apoio de DRAC Auvergne-Rhône-Alpes e do Conseil Régional d'Auvergne-Rhône-Alpes, bem como do Institut français e Institut français/Ville de Lyon para seus projetos no exterior.
Coprodução: La Ménagerie de Verre, Maison de la Culture d’Amiens, SZENE Salzburg, Direct Marketing. Este projeto recebeu apoio da rede APAP-Performing Europe, financiada pela Commission Européenne- programme Culture.
Agradecimentos a ImPulsTanz e a Karl Regensburger.

François Chaignaud & Cécilia Bengolea
Desde 2005, um diálogo mantido entre François Chaignaud e Cecilia Bengolea dá vida a obras heteróclitas apresentadas pelo mundo todo. Em 2009, eles receberam o prêmio da crítica para revelação coreográfica. Juntos, criaram Pâquerette (2005-2008), Sylphides (2009), Castor et Pollux (2010). Essas três primeiras peças colocam o corpo em dispositivos de transformação extrema e ligam a escrita coreográfica a um coeficiente elevado de realidade, exacerbando tanto a força quanto a vulnerabilidade dos corpos e sua capacidade infinita de mutação. Em 2010, assinam Danses Libres de l’entre deux guerres, a partir de coreografias esquecidas de François Malkovsky. Essa descoberta aguça o desejo da dupla para uma escrita coreográfica rigorosa, alegre e portadora de ideais. Esse trabalho prossegue em (M)IMOSA (coescrito e interpretado com Trajal Harrell e Marlene Monteiro Freitas). Em 2012, Altered Natives Say Yes To Another Excess–TWERK reúne diferentes influências urbanas modernas e clássicas. É ao som do Dub de High Elements que criaram, com Ana Pi, Dub Love (2013), provação espiritual e coreográfica totalmente executada em ponta. Uma palestra dançada (Le Tour du Monde des Danses Urbaines en 10 villes) permitiu compartilhar com jovens e adolescentes o fascínio pela riqueza, a gramática e a criatividade das danças urbanas. Em 2014 receberam o prêmio Jovens Artistas na Bienal de Gwangju, pela obra realizada, e assinaram em seguida três coreografias originais para o Ballet de L’Opéra de Lyon (How Slow The Wind), Ballet de Lorraine (Devoted) e Wuppertal Tanztheater (The Lighters’ Dancehall Polyphony). Em 2016, François Chaignaud e Cecilia Bengolea se dedicam juntos a uma nova criação, dando continuidade a suas pesquisas acerca do canto polifônico e do dancehall jamaicano.


Christian Rizzo

Espetáculo Sakınan göze çöp batar
Ano de criação: 2012
Galeria Olido – Dias 04, 05 e 06/11

©MarcDomage
«Depois de alguns dias de trabalho na Ópera de Lille…
Kerem Gelebek, bailarino e performer, me acompanha desde 2008 em vários projetos.
Quando propus trabalhar com ele num solo, minha primeiras vontades se concentraram em torno das ideias de melancolia e exílio (que me são particularmente caras).
Não tardou para que o exílio deixasse de se referir exclusivamente a território, passando a significar exílio de si mesmo.
A melancolia continuava sendo pertinente.
Alguns objetos esparsos…
Em torno de um dispositivo simples que ele manipula conforme a dramaturgia, abandonando-se a ressonâncias de fragmentos dançados, tais como haicais, esboços ou notas de diário que formam uma coletânea de pensares nascidos do movimento...

Fragmentação, reversibilidade, balbucio e suspensão tornam-se pistas físicas que nos acompanham hoje nesta nova aventura.
(A melancolia, no sentido de antigamente, permitia viver o luto, superar-se ou encontrar um sentido para a vida; em outras palavras, é um percurso em tempos de crise.)»
Christian Rizzo, abril 2011

Ficha Técnica
Concepção, coreografia, cenografia: Christian Rizzo
Intérprete: Kerem Gelebek
Luzes: Caty Olive
Direção técnica geral e iluminação: Jean-Michel Hugo ou Érik Houllier
Produção delegada: ICI — CCN Montpellier / Languedoc-Roussillon-Midi-Pyrénées; Coprodução: l’Association Fragile, Centre de Développement Chorégraphique Toulouse / Midi-Pyrénées, “réseau open latitudes (Latitudes contemporaines (F), les Halles de Schaerbeek (B), L’Arsenic (CH), le Manège Mons / Maison Folie (B), Body/Mind Varsaw (PL), Teatro delle Moire (I), Sin Arts (H), Le Phénix (F)”. Com apoio do Programa de Cultura da União Europeia, Fundação Serralves - Porto
Apoio para residência: Opéra de Lille; Fundação Serralves, Porto; Centre de Développement Chorégraphique de Toulouse / Midi-Pyrénées; Théâtre de Vanves - Scène conventionnée pour la danse; Manège Mons / Maison Folie






Christian Rizzo
Nascido em Cannes em 1965, Christian Rizzo iniciou-se na vida artística em Toulouse, onde montou um grupo de rock e criou uma marca de roupas antes de se formar em artes plásticas em Villa Arson, Nice, e de se bifurcar para a dança de modo inesperado.
Nos anos 1990, atuou para vários coreógrafos contemporâneos, eventualmente assinando trilhas sonoras ou criando figurinos. Entre esses coreógrafos encontram-se Mathilde Monnier, Hervé Robbe, Mark Tompkins, Georges Appaix, além de outros com abordagens artísticas diversas, como Vera Mantero, Catherine Contour, Emmanuelle Huynh, Rachid Ouramdane.
Em 1996, fundou a Association Fragile e realizou performances, objetos dançantes, peças solos e em grupo, além de outros projetos e trabalhos encomendados nas áreas de moda e artes plásticas. A partir de então, mais de trinta produções vieram à luz, paralelamente às atividades pedagógicas.
Christian Rizzo dá aulas em escolas de arte na França e em outros países, e também em estabelecimentos dedicados à dança contemporânea.
Em 1o de janeiro de 2015, assumiu a direção do Centre Chorégraphique National de Montpellier Languedoc-Roussillon-Midi-Pyrénées. A partir de então denominado ICI (Institut Chorégraphique International), o centro coreográfico propõe uma visão transversal da criação, da formação, da educação artística e da abertura a diversos tipos de público. Tendo por base práticas e territórios de atuação, o projeto é antes de tudo um espaço prospectivo que valoriza profundamente o convite a artistas, a escrita do gesto coreográfico e as manifestações de compartilhamento.

Mourad Merzouki / Compagnie Käfig

Espetáculo Pixel
Ano de criação: 2014
Teatro Alfa - Dias 05, 06 e 07/11, Sábado, 20h e Domingo, 18h e segunda-feira, 21h



©Patrick Berger

Mourad Merzouki desenvolve há vinte anos um hip-hop inventivo e aberto, sempre empurrando para mais longe os limites entre as disciplinas artísticas.Pixel, a mais recente criação do coreógrafo, abre caminho para uma conversa entre o universo impalpável das projeções luminosas de Adrien M/Claire B e o real do corpo dos intérpretes. Explorando as novas tecnologias, com e para a dança, corpos e imagens se fundem para criar um mundo de poesia e sonho no qual o virtuosismo e a energia do hip-hop se sublimam. Em dois anos de turnês, Pixel já realizou cerca de 200 apresentações pelo mundo.

Ficha Técnica
Créditos artísticos: Pixel;
CCN de Créteil e Val-de-Marne / Cie Käfig – dir. Mourad Merzouki
Direção artística e coreografia: Mourad Merzouki
Conceito: Mourad Merzouki e Adrien M / Claire B
Criação digital: Adrien Mondot & Claire Bardainne
Criação musical: Armand Amar
Assistente de coreografia: Marjorie Hannoteaux
Interpretação: Rémi Autechaud, Sofiane Tiet, Marc Brillant, Antonin Tonbee Cattaruzza, Elodie Chan, Aurélien Chareyron, Sabri Colin, Yvener Guillaume, Amélie Jousseaume, Ludovic Lacroix, Ibrahima Mboup, Médésséganvi Yetongnon
Luzes: Yoann Tivoli, com a assistência de Nicolas Faucheux
Cenografia: Benjamin Lebreton
Figurinos: Pascale Robin, com a assistência de Marie Grammatico
Pinturas: Camille Courier de Mèré e Benjamin Lebreton

Produção: Centre Chorégraphique National de Créteil et du Val-de-Marne / Compagnie Käfig
Coprodução: Maison des Arts de Créteil, Espace Albert Camus - Bron
Com o apoio de: Compagnie Adrien M / Claire B
Le Centre Chorégraphique National de Créteil et du Val-de-Marne / Compagnie Käfig – direção de Mourad Merzouki, com subsídios da Direction Régionale des Affaires Culturelles d’Ile-de-France - Ministère de la Culture et de la Communication, Conseil Départemental du Val-de-Marne e da cidade de Créteil. Apoio do Institut français para as turnês internacionais.

Mourad Merzouki
O coreógrafo Mourad Merzouki, figura do movimento hip-hop desde o início dos anos 1990, desenvolve seu trabalho no cruzamento de múltiplas disciplinas. Em torno da dança hip-hop explorada em todos os seus estilos, agregam-se o circo e as artes marciais, ou ainda as artes plásticas, o vídeo e a música live. Sem perder de vista as raízes do movimento, suas origens sociais e geográficas, esse confronto permite abrir novos horizontes para a dança e revela pontos de vista inéditos.
Desde 1996, 25 criações foram apresentadas em mais de 700 cidades. Em 20 anos, a companhia Käfig realizou mais de 2600 apresentações em 61 países, para mais de um milhão de espectadores.. Em média, 140 apresentações por ano ao redor do mundo assinalam o ritmo de vida da companhia.

Emmanuelle Huynh

Espetáculo Cribles (port. Crivos)
Ano de criação: 2009
Sesc Santana
Dias 11 e 12/11, sexta e sábado, às 21h
Duração - 60 minutos
Classificação indicativa: 14 anos



@MarcDomage

Vemos a música ou ouvimos a dança?

«Crianças
Deste mundo ou do outro
Cantavam cirandas
Com letras absurdas e líricas
Que certamente são restos
Dos mais antigos monumentos
poéticos
Da humanidade».
Apollinaire
« Des enfants
De ce monde ou bien de l'autre
Chantaient de ces rondes
Aux paroles absurdes et lyriques
Qui sans doute sont les restes
Des plus anciens monuments
poétiques
De l'humanité́ ».
Apollinaire

«No começo deste trabalho, eu me propus um desafio poético: observar uma ciranda, forma simples de ritual, como ela ativa a memória de danças e também possibilita inventar nossos próprios registros. Através dessa forma infantil, arcaica, ressurgem festas, celebrações, danças nupciais, guerreiras, procissões, marchas, uníssonos. Aí produzimos as histórias de hoje. Nessa comunidade, a singularidade surge sem cessar, o «um» aparece em sua relação dialógica e dinâmica com os outros, ora iniciadora, ora iniciada. Se essa comunidade é indissociável das singularidades que a compõem, é sempre mais que a soma delas. O elo, a ligação tornam visível o que acontece no grupo todo: a relação de poder, o obstáculo, a solidariedade.
Sob nossos pés, entre nossos braços, nossa história escreve-se no presente, entre o júbilo e o medo.
Amo descobrir a força de Persephassa de Xenakis e quis considerá-la protagonista deste trabalho. Sinto que sua construção em volumes, blocos e pulsações em revezamento encontram nessa dança uma concretização visual e coreográfica. A arquitetura sonora e espacial com suas disseminações e as transformações da ciranda respondem-se mutuamente, sustentam-se de modo recíproco e interpenetram-se. Vemos a música ou ouvimos a dança?
Emmanuelle Huynh

Ficha Técnica
Peça para 10 ou 11 bailarinos
Coreografia: Emmanuelle Huynh
Música: Iannis Xenakis
Duração: 45 min

Produção: Companhia MUA
Coprodução: Centre National de Danse Contemporaine Angers e festival Montpellier Danse 2009.

Cribles/Wild foi criada graças ao apoio do Domaine Départemental de Chamarande.
Criação de Cribles: 22 e 23 de junho de 2009, no Théâtre Grammont / festival Montpellier Danse 09. Cribles / Wild é uma recriação para espaços abertos.


Emmanuelle Huynh
Emmanuelle Huynh, bailarina, coreógrafa e professora de dança estudou dança e filosofia. Seu trabalho explora a relação com a literatura, a música, a luz e a arquitetura. Emmanuelle criou, entre outras peças, «Mùa» (1994), «A Vida Enorme» (2002), «Cribles» (2009).
De 2004 a 2012, dirigiu o Centre National de Danse Contemporaine Angers (CNDC), reestruturando a escola e criando um novo curso, «Essais», que oferecia um Master. Em 2013 reativou a companhia MUA, com a qual continuou seu trabalho de criação, suas diversas atividades pedagógicas e projetos de cooperação internacionais e interdisciplinares.
Em outubro de 2014, criou «TÔZAI !...», peça para seis bailarinos (entre os quais ela mesma), no Théâtre Garonne, em Toulouse.
Já em fevereiro de 2016, com Jocelyn Cottencin, criou no Passerelle Centre d’Art Contemporain de Brest o projeto «A taxi driver, an architect and the High Line», um retrato da cidade de Nova York composto de filmes e de uma performance.
Atualmente prepara uma peça a partir de «Formation», obra autobiográfica de Pierre Guyotat. Desde 2014, é mestra assistente associada à École Nationale Supérieure d’Architecture de Nantes.



Alain Michard

Espetáculo Promenades Blanches (criação em São Paulo)
Ano de criação 2006
Residência com Alain Michard e Elisabete Finger
Sesc Consolação
04 a 07/11 – Residência para projeto Passeios Brancos (Promenades Blanches) – apresentação no primeiro semestre de 2017.
08 a 10/11 – Workshop O Corpo Arquiteto
11/11 – Conferência falada e dançada

Criação in situ em São Paulo - Promenades Blanches

©Junya Suzuki

Criação in situ em São Paulo

Promenades Blanches é um espetáculo in situ, composto a partir da própria matéria da cidade. É um passeio sensível que mostra a cidade em seu espetáculo cotidiano. Pela graça do andamento e a força de um dispositivo muito simples, essa proposta faz de cada objeto, de cada forma, de cada cor e de cada som uma emoção estética. Os Passeios Brancos abrem um imaginário poderoso, multiplicando as percepções sensoriais. É uma experiência íntima, que se insere na relação do guia e do guiado e num movimento coletivo. Situados no coração do passeio, o público de Promenades Blanches é o ator representando, enquanto a cidade se faz obra.

A criação de Promenades Blanches no Brasil acontecerá em março de 2017, com Alain Michard, a artista brasileira Elisabete Finger e a colaboração de alunos da PUC-São Paulo.

Em novembro de 2016, uma residência de criação acontecerá em São Paulo, em parceria com Pontifícia Universidade Católica. Nessa ocasião haverá também uma conferência interativa na PUC: "Corps sensible, représentation et imaginaire dans l'architecture" [Corpo Sensível, Representação e Imaginário na Arquitetura].

Peça in situ para 25 espectadores-participantes.
Uma colaboração de Alain Michard e Mathias Poisson desde 2006

Ficha Técnica
Concepção e interpretação: Alain Michard e Mathias Poisson + coreógrafo convidado
Peça criada pela primeira vez em Bordeaux, em 2006.
Uma coprodução LOUMA / TNT Bordeaux
Parceiros: LOUMA, SESC, PUC, Núcleo Corpo Rastreado,
Com o apoio do Institut français e da Région Bretagne (acordo a ser confirmado).
LOUMA recebe subsídios do Ministère de la Culture et de la Communication/DRAC Bretagne, Région Bretagne e da Cidade de Rennes.


Alain Michard
Coreógrafo e artista plástico, Alain Michard nasceu em 1963 e vive em Rennes, França. A partir da dança, sua «base histórica», conduz paralelamente vários projetos artísticos, empregando diferentes meios (música, filme, fotografia, texto).
Alain associa-se a outros artistas em colaborações. Propõe para suas criações a participação de amadores e da população em geral.
Suas peças e realizações são atravessadas pela temática da viagem e da errância, da pesquisa de uma comunidade, como BING d’après Beckett, Parkinson(2007-2013). Algumas são concebidas para o espaço público, trabalhando a percepção, o imaginário das cidades e das paisagens: Promenades Blanches(2006-2016), Se fondre (2012), Caravane ...
Outro eixo importante de seu trabalho gira em torno de ideias relativas à história coletiva da arte, memória viva e documental: École ouverte, J’ai tout donné, Mon Histoire avec la danse, La carpe et le lapin ...

Seus filmes vão do documentário à ficção, alguns dos quais baseados na sua relação com a dança (Ascension, Carton, Encore chaud, Journal d'En danseuse, ...). Recentemente, realizou duas ficções: ON AIR, em 2010, e Clandestine (longa-metragem), em 2014.
Alain Michard acompanha e produz outros artistas (Theo Kooijman, Laurent Pichaud, Mickaël Phelippeau, Alice Gautier ...), no tocante a direção artística de festivais, de residências e eventos pontuais, como À domicile à Guissény (2007-2009).
A atividade de produtor o leva a acompanhar o percurso de jovens artistas. Alain dá grande ênfase à transmissão de saberes, dentro de uma concepção integrada e articulada com o projeto artístico, aberta a artistas, estudantes e não profissionais.

SEMINÁRIOS
Ciclo de conferências
Sentidos do barroco: outras direções, outras lógicas, outros gestos
Ciclo de Conferências Os Sentidos do Barroco
De 23/09 a 08/10
Centro de Pesquisa e Formação - ESGOTADO

Direção geral: Ana Teixeira
Concepção: Ana Teixeira, Clara Couto, Osny Fonseca e Raquel Aranha
Coordenação: Ana Teixeira, Clara Couto, Osny Fonseca, Marianna Monteiro e Raquel Aranha.
Sentidos do Barroco: outras direções, outras lógicas, outros gestos investiga o termo “Barroco", tangenciando processos culturais em distintos contextos, períodos históricos e expressões artísticas. Dança, música, teatro, religião, história, literatura e arquitetura são os campos do conhecimento convocados para conversas com ênfase no corpo.
As atividades do evento estão distribuídas em: oficinas, palestras, conferências dançadas e grupo de estudo, que ocorrerão em diferentes instituições.
O Centro de Referência da Dança (CRD) receberá as oficinas práticas e o grupo de estudo, ambos coordenados pela coreógrafa e especialista em dança barroca, Béatrice Massin (França). No Centro de Pesquisa e Formação (CPF/SESCSP) acontecerão as palestras e as conferências dançadas.

Ciclo de conferências:

23/09, sexta
14h às 16h - BARROCO, NEOBARROCO E OUTRAS RUÍNAS
Repensando o termo barroco, contextualizando e tensionando outras leituras.
Com João Adolfo Hansen

17h às 17h30 - APRESENTAÇÃO DE VIOLINO BARROCO E CRAVO
O repertório inclui obras que exploram a formação em duo e sua combinação de timbres, desde o século XVII europeu até o século XX brasileiro.
Com Raquel Aranha e Osny Fonseca


24/09, sábado
14h às 16h - AS DANÇAS POPULARES NO BRASIL
Amálgamas, apropriações, tensões e transformações entre cultura “popular” e “erudita”.
Com Marianna Monteiro e Maria Lucia Montes

17h às 18h - CONFERÊNCIA DANÇADA 1: Primeira lição de dança e o mestre de dança
Aula prática que apresentará referências históricas e princípios técnicos básicos da dança barroca francesa.
Com Béatrice Massin, Clara Couto, Raquel Aranha, Osny Fonseca e Isabel Kanji

30/09, sexta
14h às 16h - O GESTO DANÇANTE: TERRITÓRIOS, MATRIZES, MIGRAÇÕES
Diálogos e contrastes gestuais: pensamentos sobre o corpo que revisitam os séculos XVII, XVIII e XIX, no Brasil e na França.
Com Béatrice Massin e Antonio Nóbrega

17h às 17h30 - APRESENTAÇÃO DE VIOLINO BARROCO E CRAVO
O repertório inclui obras que exploram a formação em duo e sua combinação de timbres, desde o século XVII europeu até o século XX brasileiro.
Com Raquel Aranha e Osny Fonseca

01/10, sábado
14h às 16h - A CORTE PORTUGUESA E SEUS ESPETÁCULOS NO BRASIL
Webconferência. Qual o impacto dos espetáculos da corte na (re)elaboração das representações cênicas, a partir do século XIX?
Com Rosana Marreco Orsini Brescia
Com Maristela Zamoner

17h às 18h - CONFERÊNCIA DANÇADA 2: O que nos informa a notação Beauchamp-Feuillet?
Aula prática que apresentará referências históricas e princípios técnicos básicos da dança barroca francesa.
Com Béatrice Massin, Clara Couto, Raquel Aranha, Osny Fonseca e Isabel Kanji

07/10, sexta
14h às 16h - SONORIDADES BARROCAS: UM DIÁLOGO ENTRE BRASIL E FRANÇA
É possível um diálogo entre a música apoteótica do barroco francês e a eloquente música sacra do Brasil colonial?
Com Luis Otavio Santos e Béatrice Massin

17h às 17h30 - APRESENTAÇÃO DE VIOLINO BARROCO E CRAVO
O repertório inclui obras que exploram a formação em duo e sua combinação de timbres, desde o século XVII europeu até o século XX brasileiro.
Com Raquel Aranha e Osny Fonseca

08/10, sábado
14h às 16h - O ESPAÇO BARROCO E SUAS DOBRAS
Arquiteturas que reinventam espaços e gestos. Gestos que reinventam arquiteturas e espaços.
Com Rodrigo Almeida Bastos e Percival Tirapeli

17h às 18h - CONFERÊNCIA DANÇADA: A musicalidade do espaço
Aula prática que apresentará referências históricas e princípios técnicos básicos da dança barroca francesa.
Com Béatrice Massin, Clara Couto, Raquel Aranha, Osny Fonseca e Isabel Kanji

Direção geral: Ana Teixeira.
Concepção: Ana Teixeira, Clara Couto, Osny Fonseca e Raquel Aranha.
Coordenação: Ana Teixeira, Clara Couto, Marianna Monteiro, Osny Fonseca e Raquel Aranha.

IDA-E-VOLTA: Dança Brasil-França
ALLER-RETOUR: Danse Brésil-France
Teatro Sérgio Cardoso – Dias 18, 19 e 20/10

Curadoria- Cássia Navas, UNICAMP, São Paulo, Brasil
Curadoria internacional- Isabelle Launay, Université Paris 8, Paris, França

Pesquisadores-professores
Airton Tomazzoni, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, PUCRGS
Arnaldo Alvarenga, Belo Horizonte, Minas Gerais, UFMG
Arnaldo Siqueira, Recife, Pernambuco, UFPE
Beatriz Cerbino, Niterói, Rio de Janeiro, UFF
Cássia Navas, São Paulo, UNICAMP
Eliana Rodrigues, Salvador & Rio de Janeiro, UFBA
Geisha Fontaine, Paris & Saint-Denis, Université Paris V & Université de Lille
Isabelle Launay, Paris, Université Paris 8
Leonel Brum, Fortaleza Ceará, UFC
Luciana Paludo, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, UFRGS
Rosa Primo, Fortaleza, Ceará, UFC

Pesquisadores
Henrique Rochelle e Gisela Dória Sirimarco, São Paulo, UNICAMP

Como um encontro entre histórias e culturas da dança – centralizações e descentralizações, influências e consolidação, migrações e transposições- o seminário IDA-E-VOLTA, Dança Brasil-França (ou ALLER-RETOUR: Danse Brésil-France) propõe um inédito e original formato de encontro entre treze pesquisadores dum total de onze universidades brasileiras e francesas para um trabalho de imersão, pesquisa, debate e difusão de conceitos e perspectivas em história, crítica e teoria em arte.

Produzido, dentro do FDB 2016- France Danse Brésil 2016, pelo Teatro Sérgio Cardoso, da Secretaria de Estado da Cultura, SP/APAA- Associação Paulista dos Amigos da Arte e pela Bienal Internacional de Dança do Ceará de Par em Par apresentada pela Petrobrás e Governo do Estado do Ceará com o patrocínio da Caixa Econômica Federal, o programa será realizado em duas cidades- São Paulo (18-20 outubro/Teatro Sérgio Cardoso) e Fortaleza (20-24 outubro/Bienal Internacional de Dança do Ceará).

Nele onde o “ida-e-volta” de informações se faz entre “pesquisadores que ensinam”, abrem-se, através de conferências e entrevistas, reflexões para artistas, professores, alunos e plateias da dança, em ações para todos.

Em paralelo, durante uma semana – e em duas cidades brasileiras-, um intenso trabalho de laboratório, com foco na pesquisa e ensino da dança, arte contemporânea e estudos culturais, será realizado entre os pesquisadores, resultando num e-book em português+ francês e em parcerias institucionais entre as universidades.


CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:
www.ambafrance-br.org/-FranceDanse-Brasil
www.facebook.com/events/272643543115382/
www.institutfrancais.com/fr/danse/francedanse


FRANCE DANSE BRASIL 2016 no SESC
Apresentação de artistas renomados e novos talentos da cena contemporânea francesa.

Ingressos à venda a partir de 29/9:

Venda online: 29/9. Quinta, 12h.
Presencial: 29/9. Quinta,17h30.

Ciclo de Conferências Os Sentidos do Barroco
De 23/09 a 08/10
Centro de Pesquisa e Formação
30 lugares - ESGOTADO


Espetáculo BiT - Maguy Marin
Sesc Pinheiros
Dias 07 e 08/10, sexta e sábado, às 21h
Duração: 80 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Local: Teatro Paulo Autran
1010 lugares
Preços - R$ 15,00; R$ 25,00 e R$ 50,00
Duração: 80 minutos
Venda limitada a quatro ingressos por pessoa
Não é permitida a entrada após o início do espetáculo



Espetáculo Sagração (Sacre) - David Wampach
Sesc Belenzinho
Dias 20 e 21/10, quinta e sexta, às 20h
Duração: 50 minutos
Classificação indicativa: Livre
376 lugares


Espetáculo Gala - Jérôme Bel
Sesc Bom Retiro
Dias 29 e 30/10, sábado e domingo, às 21h e 18h
Duração: 90 minutos
Classificação indicativa: Livre
291 lugares


Espetáculo Dub Love - Cecilia Bengolea e François Chaignaud
Sesc Pompeia
Dias 04 e 05/11, sexta e sábado, às 21h
Duração - 60 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
800 lugares


Espetáculo Crivos (Cribles) - Emmanuelle Huyn
Sesc Santana
Dias 11 e 12/11, sexta e sábado, às 21h
Duração - 60 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
330 lugares


Residência com Alain Michard e Elisabete Finger
Sesc Consolação
04 a 07/11 – Residência para projeto Passeios Brancos (Promenades Blanches)
08 a 10/11 – Workshop O Corpo Arquiteto
11/11 – Conferência falada e dançada
280 lugares

Teatro Sérgio Cardoso
Endereço: R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo - SP, 01326-010
Inauguração: 1980
Telefone: (11) 3288-0136
18 e 19 de Outubro
Ida-e-volta: Dança Brasil-França
18 e 19 de Outubro


Teatro Bradesco SP
3º Piso do Bourbon Shopping - São Paulo - Rua Palestra Itália,500
Perdizes
Preços - De 50,00 a R$ 180,00
Dia 11 de outubro, às 21h
Duração – 70 minutos
Ingresso Rápido - Call Center
4003-1212
De segunda a sábado, das 9h às 22h, e domingo, das 12h às 18h.
Bilheteria do Teatro Bradesco
Rua Palestra Itália, nº 500 • 3º piso do Bourbon Shopping
Perdizes • São Paulo • SP
De domingo a quinta-feira, das 12h às 20h, sexta e sábado, das 12h às 22h.

Teatro Alfa – Dias 05, 06 e 07 de novembro
Sábado, 20h e Domingo, 18h
Segunda-feira, 21h
Preços – De R$ 50,00 a R$ 180,00
ou pelos telefones:
11 5693-4000 | 0300 789-3377
DURAÇÃO: 1H30
ACESSIBILIDADE: MOTORA E VISUAL
Estacionamento:
Valet com manobrista: R$ 40,00
Self-Park: R$ 29,00

Sugerimos o Self-park como uma opção mais rápida para a retirada do seu veículo.
Endereço: R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 - Santo Amaro, São Paulo - SP, 04757-000
Telefone: (11) 5693-4000

Galeria Olido
Avenida São João, 473
Térreo ao 2º andar
Telefones: 3331-8399 ou 3397-0171


Casa do Povo
Rua Três Rios, 252 / t: 55-11-3227-4015 - De Terça a Sábado, das 14:00 às 19:00
info@casadopovo.org.br /

Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo
Oficina com Fabrice Ramalingom (França)

Endereço:
Baixos do Viaduto do Chá s.n., Galeria Formosa – Centro
CEP 01037-000 São Paulo
(antiga Escola Municipal de Bailado)

Horário de Funcionamento
Segunda-feira: 13:00 às 21:00
Terça à Sexta: 10:00 às 21:00
Sábado: 10:00 às 20:30

Dias 10 e 11 (2ª e 3ª feira), das 10h às 14h
A proposição coreográfica de Fabrice Ramalingom será uma oficina dividida em dois momentos: um primeiro momento, aquecimento – algo próximo de uma massagem energética, elaborada já há alguns anos –, constituído de ferramentas de percurso, proveniente da técnica release, da dança contato e do body mind centering, que reativam as noções anatômicas ligadas ao movimento. O segundo momento será dedicado ao aprendizado de frases coreográficas incluindo qualidade de movimento (consciência da força, peso, amplitude, velocidade…) para um trabalho de improvisação/composição relacionado à pesquisa de Fabrice.
Proposta pelo Projeto “Vir-A-Ser”, contemplado pelo 20º edital do Programa de Fomento à Dança para manutenção de pesquisa do ...Avoa! Núcleo Artístico, dirigido por Luciana Bortoletto, a oficina de Fabrice Ramalingom integra a programação do FranceDanse Brasil 2016.
Duração: 8 horas
Vagas: 20
Inscrições: pelo e-mail : avoa.convida@gmail.com

Teatro Experimental Anhembi Morumbi – Dia 17 de outubro, terça-feira, às 11h
Rua. Dr. Almeida Lima, 993 – São Paulo – SP









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DE OLHO NA CENA BY NANDA ROVERE - TUDO SOBRE TEATRO, CINEMA, SHOWS E EVENTOS Sou historiadora e jornalista, apaixonada por nossa cultura, especialmente pelo teatro.Na minha opinião, a arte pode melhorar, e muito, o mundo em que vivemos e muitos artistas trabalham com esse objetivo. de olho na cena, nanda rovere, chananda rovere, estreias de teatro são Paulo, estreias de teatro sp, criticas sobre teatro, criticas sobre teatro adulto, criticas sobre teatro infantil, estreias de teatro infantil sp, teatro em sp, teatros em sp, cultura sp, o que fazer em são Paulo, conhecendo o teatro, matérias sobre teatro, teatro adulto, teatro infantil, shows em sp, eventos em sp, teatros em cartaz em sp, teatros em cartaz na capital, teatros em cartaz, teatros em são Paulo, teatro zona sul sp, teatro zona leste sp, teatro zona oeste sp, nanda roveri,

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