D'Existir, solo de dança/teatro, inspirado no texto "Mal Visto,Mal Dito" de Samuel Beckett, faz últimas apresentações em Sâo Paulo. As apresentações serão no teatro da Livraria Cultura. Dias 12,13 e 14/02, sexta e sábado, 21h00 e domingo, 19h00.
O espetáculo, que é baseado em pesquisas sobre o tema da morte, integra o projeto chamado Trajetória(s) que ganhou o prêmio Denilto Gomes, no fim do ano de 2015. Comemora os 40 anos de carreira da artsta.
D’Existir traz referência poética do texto Mal Visto Mal Dito de Samuel Beckett e, de acordo com Mariana Muniz, ¨busca uma viagem imaginária pelo tempo, impulsionada pelos gestos e movimentos de um corpo que se questiona e se revê em sua trajetória cênica pela vida¨.
Nesse projeto, a trajetória artística de Mariana é revisto e no ano passado contou com uma exposição fotográfica, que ficou em cartaz nos meses de agosto e setembro no Centro de Referência à Dança de São Paulo; a circulação dos espetáculos 2Mundos e D’Existir; e o compartilhamento do acervo da artista por meio da exposição virtual.
Segundo Mariana, o objetivo é, a partir de sua trajetória pessoal, refletir sobre a dança no Brasil numa perspectiva histórica.
¨O fato de tornar acessível ao público esse mergulho no tempo é uma honra para mim e espero que proporcione uma referência de qualidade para os estudantes de arte e o publico em geral interessado em saber dos processos e dos encontros que fiz com artistas de relevância em nosso cenário cultural. E porque me perguntei que memória era a minha, durante o processo de me recordar, cito o escritor José Saramago (1922-2010): “A memória é também uma estátua de argila. O vento passa e arranca-lhe partículas, películas, cristais. A chuva amolece as feições, faz descair os membros, reduz o pescoço. Em cada minuto, o que era deixou de ser, e da estátua não ficaria mais que um vulto informe, uma pasta primária, se também em cada minuto não fôssemos tentando, de memória, restaurar a memória. A estátua vai manter-se de pé, não é a mesma, mas não é outra, como o ser vivo é, em cada momento, simultaneamente, outro e o mesmo. Por isso devemos perguntar quem, de nós, ou em nós, tem memória, e que memória é essa” (SARAMAGO, 2003).
Mariana é bailarina, coreógrafa e atriz e nos seus trabalhos de dança, a expressão corporal sempre está aliada à interpretação, o que dá mais vida às montagens.
Mariana é fundadora da Cia. Mariana Muniz de Dança, que realizou os trabalhos Dantea, Mover-se, Rimas No Corpo, 2 Reflexos, Parangolés, Speranza! Dona Speranza!, Nucleares, Pó-éticas, Os Penetráveis, Gestos, Umanoel.
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Ficha Técnica:
D'Existir
Direção, Concepção e Atuação: Mariana Muniz I Assistência de Direção: Claudio Gimenez I Supervisão Geral: Eduardo Tolentino De Araújo I Artista Provocadora: Clara Carvalho I Música Composta: Celso Nascimento I Figurinista: Fábio Namatame I Iluminação: Ricardo Bueno I Sonoplastia: Mauricio Brugnolo I Produção Executiva: Cria da Casa Art Productions (Cybelle Young e Priscila Wille)
Duração: 50 minutos
Classificação: livre
Para fechar esta série de ações do projeto TRAJETÓRIA(S), Mariana Muniz fará um bate papo no dia 11 de fevereiro, no Espaço Ghut, com a artista e educadora ANGEL VIANNA, integrante de movimentos expoentes que influenciaram a maneira de pensar, compor e criar a dança e figura uma pessoa representativa no percurso artístico de Mariana.
FICHA TÉCNICA:
Idealização e Curadoria: MUD - Museu da Dança e Mariana Muniz | Convidada: Angel Vianna | Produção Executiva: Ação Cênica | Assessoria de Imprensa: Fabio Camara
SERVIÇO:
LOCAL: Espaço Ghut (Avenida Brigadeiro Luis Antônio, 2344 - conj. 26 - Jardim Paulista – Próximo ao metrô Brigadeiro – linha verde).
CAPACIDADE: 30 lugares
DATA/HORÁRIO: 11/02 (Quinta, das 19h às 22h).
INGRESSO: gratuito
DURAÇÃO: 180 minutos
CLASSIFICAÇÃO: livre
*Projeto contemplado pelo 18º Edital de Fomento á Dança da cidade de São Paulo.
Para ver com mais detalhes a trajetória da atriz e bailarina: http://www.museudadanca.com.br/
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